As Políticas dos Governos e a Exploração dos Trabalhadores no Brasil

No último período, os capitalistas no Brasil têm obtidos novas fontes de lucro com os projetos governamentais das grandes obras do governo federal, como a Transposição do Rio São Francisco, a construção das Hidrelétricas de Jirau e Belo Monte, do Complexo de Industrial de Suape/PE, do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e da Rodovia Transnordestina, e dos megaeventos, como o Pan-americano do Rio de 2007, a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Só a FIFA vai ganhar 10 bilhões de reais de lucro.

Todos esses projetos têm significado a transferência de bilhões de reais dos cofres públicos para os empresários, principalmente para as grandes empreiteiras. Para a classe trabalhadora significam a expulsão das populações tradicionais, camponeses, indígenas, quilombolas, ribeirinha, pescadores e comunidades extrativistas. Para os trabalhadores das construções, os projetos têm significado trabalho em condições precárias e salários baixos, denunciados nas revoltas dos operários de Jirau e de Suape.

Nas cidades sedes dos megaeventos, enquanto os empresários das empreiteiras, do setor de turismo e do mercado imobiliário lucram dada vez mais, as consequências para os(as) trabalhadores(as) têm sofrido como o aumento do custo de vida, especialmente dos aluguéis, com as remoções das famílias, trabalho em condições precárias, a criminalização, a militarização e o extermínio dos moradores das favelas e periferias, principalmente jovens negros (as). Durante o Pan do Rio foram executados 19 moradores da Favela do Alemão pela Força Nacional de Segurança, e durante a Copa das Confederações de 2013 foram executados dez moradores da Favela da Maré, Rio de Janeiro, pelo do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). As UPP’s foram criada para ser mais uma força militar dentro das favelas e comunidades. Agora temos a ocupação da Maré  com o exército. Enquanto isso, os empresários faturam e o povo sofre cada vez mais, com repressão e baixos salários.

A Estratégia de Organização, Luta e a Construção da Greve Geral

Diante dessa conjuntura de ofensiva do Estado e do Capital sobre os trabalhadores, a resposta da classe tem sido as revoltas, as manifestações, as greves e os atos de ação direta. Podemos citar como exemplos as revoltas dos operários de Jirau e Suape, as greves dos operários das obras do Maracanã e do Comperj, as greves dos servidores públicos federais de 2012, a greve nacional dos dos estudantes de 2012, as revoltas dos povos indígenas, as diversas greves dos professores das várias redes estaduais e municipais pelo Brasil a fora, as diversas revoltas dos moradores das periferias e favelas, em especial no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, o aumento significativo das greves por categorias nos anos de 2012 e 2013, o levante popular de junho 2013.

Se é verdade que esses e outros exemplos podem ser citados para mostrar a revolta popular pelo Brasil, também é verdade que a classe trabalhadora tem que construir novas formas de organização e de luta, ou melhor, reconstruir as formas historicamente consagradas de organização e luta. No movimento sindical é fundamental romper com as burocracias sindicais e com os modelos atuais de sindicalismo, e reconstruir o sindicalismo revolucionário. Nos movimentos populares a falta de organização e a fragmentação devem ser superadas.

As diversas formas de luta e revolta e as várias greves devem confluir para um movimento conjunto capaz de paralisar ao mesmo tempo a produção e a circulação de mercadorias. Trata-se a construção de uma GREVE GERAL.

O caminho da construção da Greve Geral é o trabalho de base nos locais de trabalho, moradia e estudo. É a construção de pautas de reivindicações que atendam ao conjunto da classe trabalhadora. É a realização de assembleias conjuntos de diversas categoriais. É a convocação de atos conjuntos. Por fim, é a paralisação geral de todas as atividades de trabalho. É o levante do povo trabalhador contra o Estado e o Capital. E o momento apropriado para essa construção será durante a realização da Copa do Mundo no Brasil, ou seja, será o momento transformar a palavra de ordem “Não vai ter Copa!” numa realidade.

Não é Nada Mal, Parar a Copa com Greve Geral!

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