[FOB] 1º de MAIO: Reconstruir o Sindicalismo Revolucionário para defender os direitos dos trabalhadores.

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de MAIO

Reconstruir o Sindicalismo Revolucionário para defender os direitos dos trabalhadores.

Comunicado Nacional do FOB. Maio de 2015.

“Todos os trabalhadores devem se preparar para a última guerra que porá fim a todas as demais guerras.” (George Engel, 1886)

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A origem do 1º de Maio está marcada pela luta

No ano de 1886 um conflito trabalhista na cidade de Chicago (EUA) marcaria para sempre a história da classe trabalhadora. Frente a situação de extrema exploração de homens, mulheres e criança nas fábricas e campos, o movimento operário e popular reivindicava a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias, desafiando os interesses de patrões e do Estado.

Os trabalhadores de Chicago, organizados em sindicatos revolucionários, organizaram uma greve geral de massas, com grandes manifestações nas ruas que tiveram início no dia 1º de Maio de 1886. Porém, elas foram duramente reprimidas pela polícia. Os manifestantes se defendiam como podiam. Ao fim de várias dias de confronto, houveram mortos e feridos em ambos os lados.

Os Mártires de Chicago Vivem na nossa Luta

Nesse conflito oito líderes anarquistas foram presos: Spies, Fielden, Neebe, Fischer, Schwab, Louis Lingg, Engel, Parson. Quatro deles foram condenados a morte pela forca! Naquele mês de maio de 1886 foram assassinados aqueles dentre os melhores filhos do povo, que deram suas vidas pela transformação dessa realidade de exploração e opressão sobre o povo.

Da Memória combativa à Reorganização atual da luta

O 1º de Maio surgiu desta memória reivindicada por milhões de trabalhadores no mundo inteiro. No início do século XX em muitos países as massas trabalhadoras atuavam sob a bandeira do sindicalismo revolucionário que se colocava contra o oportunismo eleitoral, em defesa da ação direta e da greve geral, e pela autonomia dos trabalhadores frente a burguesia, partidos e Estado. Essa memória de um modelo de organização e luta também não pode ser esquecido, pois ele é o maior legado dos Mártires de Chicago e foi por isso que eles deram suas vidas!

O atual Oportunismo das Centrais Sindicais

No Brasil de hoje, o significado do 1º de Maio foi deturpado. Há décadas que as burocracias sindicais da CUT, CTB, NCST e outras, se unem com a propaganda da mídia e do governo para alienar e controlar o povo. Fazem festas patrocinadas, sorteio de brindes ou simplesmente se omitem. Patrões, governos e burocracias confluem para o interesse comum de sequestrar e deturpar o significado combativo do 1º de Maio, apresentando-o como mero “feriado”, dia de “festa”, de “entregar flores” para o trabalhador, dia de embebedar o trabalhador.

O Governismo nunca foi tão reacionário!

Desde o início desse ano o povo trabalhador vive uma situação de ataques contra seus direitos. Apesar do discurso demagógico das burocracias da CUT, MST e UNE o atual modelo de “desenvolvimento” aplicado durante a última década foi baseado na ampliação da terceirização, dos megaeventos (e todos os seus impactos: remoção, corrupção, etc.), nos subsídios e alianças com o agronegócio, com os empresários da educação e com os bancos. Defender o governo contra uma “volta da direita” não é uma opção para o trabalhador! O governismo nunca foi tão reacionário! Hoje devemos combater o governismo pseudo-popular e as alternativas anti-Ppopulares de direita, que também foram às ruas!

Aos olhos do governo, da direita e das burocracias o povo sempre foi melhor aceitando algumas migalhas calado (ou esperando por elites salvadoras) do que reivindicando seus direitos e enfrentando diretamente seus inimigos. É preciso mudar essa quadro!

Governo Dilma, Congresso e patrões anunciam medidas anti-povo!

Seguindo essa orientação de “atacar o povo para salvar o Brasil” tramita hoje no parlamento o PL 4330 (“Lei da Terceirização”) que ameaça todo o povo com uma barbárie já vivida por uma grande parcela dos trabalhadores. Também, as MPs 665 e 664 afetarão o acesso aos direitos previdenciários e trabalhistas, tais como o seguro-desemprego (o trabalhador precisará comprovar 12 meses de trabalho) e de pensão por morte, o valor da pensão cai para apenas 50% do salário do cônjuge.

Além disso, o atual aumento do preço e escassez da luz e da água afetam diretamente os setores mais marginalizados do proletariado: os moradores de favelas e os camponeses pobres. Calote, atrasos de salários e demissões também tem sido uma realidade em diversos setores (que aumentaram ainda mais com as novas medidas e PLs). Todos as promessas de melhorias dos serviços públicos (saúde, educação, transporte) mostraram-se uma falácia, uma mentira!

Para defender nossos direitos: Construir a Greve Geral!

Frente a uma situação que se torna cada vez mais insustentável para as massas trabalhadoras de nosso país; Frente às guerras que irrompem no resto do mundo e onde os povos são apenas carne de canhão para os interesses dos Estados e das empresas financiadoras; Frente a crise econômica que atinge cada local de trabalho, estudo e moradia, desfazendo os pactos e os “diálogos sociais” e colocando mais uma vez a luta de classes na ordem do dia; Frente ao avanço da direita e ao modelo desenvolvimentista e militarista legado pelos governos do PT…

Frente a isso é necessário uma linha clara de ação! A greve geral é uma bandeira história da classe trabalhadora e ganhou novo corpo durante as Jornadas de Junho de 2013. Hoje as Centrais sindicais falam em construir uma “greve geral”, porém, uma greve decretada dos seus gabinetes e dos acordos entre burocracias sindicais, feita para “enganar” parlamentares e não para recolocar os trabalhadores em seu lugar de protagonismo! Uma greve geral de massas só virá com um movimento vindo da base, que atropele as burocracias atreladas aos interesses de governos e patrões, com a retomada dos métodos de Fundos de Greves, Assembleias Unificadas, Comandos de Greve eleitos pela base, Greves de Solidariedade, Ocupações, Manifestações de massa, sabotagens.

Organizar e lutar sob a bandeira do Sindicalismo Revolucionário

Dessa situação geral emerge as condições de reconstrução de um sindicalismo revolucionário baseado na ação direta, autonomia e na defesa da greve geral. Aos camaradas e organizações populares nos quatro cantos do país nós fazemos o chamado: levantar um novo movimento de massas! Assumir nossos postos de combate! Unir as forças militantes do proletariado do campo e da cidade!

VIDA LONGA AOS MÁRTIRES DE CHICAGO!
VIVA O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!
POR TERRA, TRABALHO E LIBERDADE: CONSTRUIR A GREVE GERAL!

Fórum de Oposições pela Base – FOB

www.lutafob.wordpress.com

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