[RECC-CE] Outras greves virão: O segredo da vitória é a participação das bases

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Boletim disponivel aqui

Nº 06 – 22 de Outubro de 2015

Outras greves virão:

O segredo da vitória é a participação das bases

                No dia 7 do outubro, foi deliberado o fim da greve dos estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC). O fim da greve estudantil se deu imediatamente após o término da greve dos professores, explicitando: 1) a fragilidade de um movimento que não possuía apoio do conjunto dos estudantes 2) e que apresentava fraquezas na unificação real das três categorias (professores, alunos e servidores).

Mais trabalho de base para massificar as futuras greves

                A greve é um importante instrumento de luta da classe trabalhadora, mas ela não pode ser vista como um fim em si mesma. Para conquistar vitórias, não basta ser aprovada em assembleia. A greve exige uma mobilização anterior, que se faz cotidianamente em cada local de estudo, começando por pautas específicas dos cursos até chegar às pautas gerais da universidade. A pouca participação dos estudantes nos atos, assembleias e comando de greve confirma a debilidade do trabalho de base na UFC, com a exceção de alguns cursos. Precisamos de um movimento estudantil massificado que conte com a maior participação possível de estudantes e tenha representatividade em vários cursos. Um movimento encaminhado exclusivamente por correntes políticas é um movimento sem base, com muitos dirigentes, mas poucos participantes. É legítimo se organizar politicamente no movimento, mas apenas isso não constrói vitórias, o segredo da vitória é a participação efetiva da base.

Fica PIBID: Uma luta para o pós-greve

                É sabido ainda que os/as bolsistas do PIBID foram alvos dos cortes do governo Dilma/PT. O programa foi bastante afetado, inclusive, na concessão das bolsas que estão em vigência, a partir de julho de 2015. Houve também a suspensão de editais para novos bolsistas e cortes no planejamento orçamentário de 2016. Durante a greve, os/as bolsistas do PIBID ainda sofreram assédio moral, sendo coagidos a não paralisar suas atividades, correndo o risco de terem as bolsas cortadas. Isso revela o autoritarismo da Reitoria e da CAPES e também a necessidade de fortalecer a organização dos bolsistas na UFC.

 

Conquistamos pequenos avanços, mas precisamos de grandes vitórias

                O comando de greve estudantil composto também pelos setores paragovernistas (Rua/UNE/PSOL e Anel/PSTU) proclamou em nota que o movimento saiu vitorioso. Contudo, temos que ser mais realistas, pois a Reitoria não atendeu as principais pautas de assistência e permanência estudantil, como a creche pública, o aumento do valor e da quantidade de Bolsas de Iniciação Acadêmica (BIA), que ainda precisam ser completamente realocadas para atividades de ensino, pesquisa e extensão. Os avanços da greve como o auxílio-creche também para os pais, o compromisso da Reitoria com os cursinhos populares, as assembleias realizadas para discutir o caráter das BIAs ainda são pequenos frente as atuais necessidades dos estudantes.

Tentar convencer a base com o discurso de que os avanços alcançados constituem um resultado vitorioso para a greve é criar uma barreira para as próximas lutas. Qual estudante vai querer entrar em greve novamente se a última manteve intactos os principais problemas e mesmo assim foi considerada vitoriosa? Saímos da greve sem uma creche ligada ao curso de Pedagogia. Saímos da greve sem aumento na oferta de ônibus internos e intercampi. Saímos da greve sem o compromisso da Reitoria com o café da manhã no RU. Saímos da greve sem o fim da obrigatoriedade de não-reprovação para bolsas de iniciação científica nas Engenharias. Saímos da greve com a manutenção da precariedade dos laboratórios. Saímos da greve sem a reversão dos cortes do Governo Federal na educação. Ainda falta muito para uma vitória.

Organizar o movimento de baixo para cima e independente de reitoria, governos e partidos

                Para superar um movimento estudantil apartado do conjunto maior dos estudantes, a Oposição Classista e Combativa ao DCE/UFC (OCC), filiada a RECC, continua a defender que delegados eleitos em assembleias de curso componham o Comando de Greve Estudantil como meio de levar a greve para os cursos e trazer os cursos para a greve. Consideramos insuficiente o valor do auxílio-creche de R$ 180 e defendemos a construção de uma creche pública que atenda aos pais e mães estudantes, professores, servidores, terceirizados e à comunidade. Apontamos o corporativismo das três categorias, um mal a ser superado, e defendemos assembleias que reúnam os três setores e terceirizados com pautas unificadas visando à construção da Universidade Popular que sirva a classe trabalhadora e o povo oprimido!

LUTAR PARA ESTUDAR, ESTUDAR PARA LUTAR!

CONSTRUIR UNIVERSIDADE POPULAR!

CRECHE PÚBLICA, JÁ!

R.U PARA O POVO!

FICA PIBID!

POR MAIS BOLSAS DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO!

OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

JUNTE-SE À RESISTÊNCIA, CONHEÇA A OCC!

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