[RECC-GO] Solidariedade para combater o machismo

por Oposição CCA ao DCE-UGF

feminismoA Oposição Classista Combativa e Autônoma ao DCE da Universidade Federal de Goiás (OCCA/UFG) vem por meio desta nota, com muito pesar e revolta, tornar público nossa solidariedade a adolescente de 16 anos estuprada por 33 homens, a qual além de toda violência sexual sofrida foi humilhada ao ter vídeos e fotos do estupro divulgados na internet por seus agressores.

Durante essa mesma semana (22 a 28 de maio), outros casos de violência contra mulheres foram publicizado – uma jovem de 21 anos foi encontrada morta e queimada da cintura pra baixo e uma estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que no ano passado foi vítima de estupro por outro estudante da instituição, suicidou-se. Antemão, também tornamos pública nossa solidariedade à família e amigas das vítimas.

Nesta mesma semana, circulou pelas redes sociais da UFG uma tabela referente ao “InterUFG” onde apresentava pontuações que claramente incentivava a objetificação das mulheres e além da expressão machista,   o racismo e  a transfobia.

Ao nos depararmos com essas notícias fica evidente que não são meras coincidências, mas sim a expressão do cotidiano de violências que as mulheres estão submetidas – desde os assédios nas ruas à morte – e isto, torna-se ainda mais expressivo quando se trata das mulheres da classe trabalhadora, pois são elas quem são exploradas em casa e nos ambientes de trabalho; são elas que choram a morte dos seus filhos e filhas assassinados/as pelo Estado por estes/as são negros(as) e pobres; são elas que dividem o tempo de estudo com o trabalho ; são elas submetidas as péssimas condições de trabalho; são elas submetidas a prostituição; são elas assediadas moral e sexualmente nos seus locais de trabalho e que se mantêm ali porque precisam sobreviver e ajudar no sustento da família , são elas quem são despejadas de suas casas para que aquele lugar dê espaço a prédios para os megaeventos, são elas que veem pistoleiros/fazendeiros matando toda sua aldeia; são elas que precisam deixar seus filhos/as sozinhos para cuidar dos filhos da patroa; são elas que enfrentam horas na fila e precisam brigar por um vaga para matricular o/a filho(a) na creche ou na escola e mais outras incontáveis situações nas quais as mulheres do povo vivem todos os dias.

O racismo e o machismo são opressões de fundamental importância para manter a sociedade de classes, tal como é a que vivemos – sociedade capitalista, de modo que a conjunção dessas opressões toma forma ainda mais extrema e violenta quando somada ao desamparo institucional – o Estado mata e encarcera negros e negras pobres, da periferia, das favelas; zomba quando as vítimas de violência doméstica vão prestar queixa; encaminha a retirada de direito ao nome social das travestis e trans.

Adicionado a isso, os homens da classe trabalhadora violentam as mulheres de sua própria classe – isto é um erro! é uma monstruosidade ! Dispensamos e combatemos a exploração e violação dos nossos corpos e a precarização das nossas condições de vida. Cada homem do povo, que é machista e agressor está colaborando com a exploração de sua própria gente, sendo assim inimigo de sua classe.

Todavia, cada homem pode se unir as mulheres no combate ao machismo, tendo humildade para ouvir as mulheres, se colocando a disposição para aprender com elas e respeitá-las, revendo posturas machistas e intervindo junto a outros homens não se acovardando, mas sim lutando para combater aquilo que nos mata !

Sem ilusão de que podemos depender do Estado racista, machista e lgbtfóbico, é urgente para nós, mulheres do povo, nos organizarmos e construirmos a autodefesa, pois o Estado é a genuína expressão de controle de uma classe sobre a outra e serve aos interesses dos inimigos do povo. Precisamos lutar por nossos direitos, pois eles não são migalhas, não esquecendo que somente nós podemos conquistar nossa própria liberdade.

Precisamos popularizar iniciativas de construção de comitês de autodefesa e nos protegermos das violências cotidianas e todas suas expressões, munidas com combatividade e solidariedade de classe – nos organizamos ou morremos!

O MACHISMO, O RACISMO E A EXPLORAÇÃO PELOS PARASITAS DO POVO NOS MATA TODO DIA !
MULHERES NA LINHA DE FRENTE CONTRA O MACHISMO E PELA EMANCIPAÇÃO DO POVO!

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