[ORC-DF] NÃO RECUAR! Derrotar o GDF com a força das ruas!

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por Oposição de Resistência Classista – ORC, filiada ao FOB

A greve deve continuar. Esse é o primeiro ponto a ser defendido por aqueles que prezam pela unidade. E mais, a nossa greve deve adotar métodos de ação mais contundentes e radicais. Esses são os primeiros pontos de unidade porque essa é a determinação coletiva da nossa categoria. O papel de cada professor e professora, de cada membro do comando de greve, é construirmos os meios para transformar essa determinação em prática, em um calendário de mobilização, atos de rua e pressão real sobre o governo Rollemberg.

SER RESPONSÁVEL É DEFENDER A RADICALIZAÇÃO

Muitos diretores do Sinpro enchem a boca para tachar de “irresponsáveis” aqueles que defendem a continuidade da greve e a radicalização das ações. Querem aparecer como “prudentes” e “conciliadores”. Representam, no entanto, um velho sindicalismo que está condenado a morte. Não por que nós estamos dizendo, mas porque na prática não cumprem mais as tarefas que a situação social e política coloca para o nosso movimento. São incapazes de se elevar (para além da fraseologia oca) às necessidades do momento. O GDF está usando novas táticas, não é possível travarmos essa batalha com as velhas armas.

Ao nos mantermos pacíficos fazemos o jogo do GDF. Isso está claro: não ganharemos demonstrando uma atitude “dócil” e “legalista” frente as mesas de enrolação. Estamos em um cabo de guerra, e cada vez que afrouxamos a corda, com a ilusão que o inimigo também ceda, mais ele tem nos puxado. Só ganharemos esse cabo de guerra com a firme decisão de derrubar o inimigo.

Além disso, está claro que o Rollemberg não quer acabar apenas com a nossa categoria, mas ameaça todos os movimentos populares e sindicais do DF. Temos uma grande responsabilidade de não apenas aprofundar a radicalização, mas criar os meios de massificar as ações, extrapolando os limites corporativos, atraindo a comunidade escolar e outras categorias para o diálogo e para as ruas: através de Plenárias abertas nos bairros e escolas, e Grandes Atos pela Educação. Chamar a responsabilidade de todos e todas!

E isso não pode ser apostando que “figuras notáveis” (bispos, reitores, políticos, etc) irão resolver nosso problema. Ter apoio de personalidades públicas não é algo ruim, mas não devemos superdimensionar seu papel, nem servir de palanque para políticos oportunistas. Devemos confiar e preparar a nossa força coletiva, baseada na ação direta, que é a nossa única certeza de vitória hoje e a preparação de uma nova prática para os enfrentamentos futuros.

Por isso foi importante a última Assembleia Geral (06/04) negar a proposta de acampamento na Praça do Buriti. Um acampamento centralizaria as ações da greve com uma tática de baixíssimo poder de pressão, levando ao desgaste e desmobilização. Outra crítica que devemos fazer é as vigílias, que tem atropelado os calendários e proposto uma ação passiva e inócua de espera pelos “resultados” das mesas de enrolação.

Os próximos calendários da greve devem corresponder as expectativas de radicalização da base. E quando dizemos isso, devemos antever duas posições oportunistas: 1) Aqueles que acreditam que devemos fazer alguma ação desesperada e mal preparada, para lançar os professores como vítimas na opinião pública, e assim acabar com a greve; 2) Aqueles que irão colocar qualquer fechamento de rua como algo inatingível, “apenas no final de greve”, “é muito perigoso”, e ao primeiro sinal defender o fim da greve.

Contra essas duas posições, nós devemos opor a concepção de que o nosso movimento grevista possui uma potencialidade grande, mas que vem sendo mal utilizada. Devemos construir um calendário consistente de radicalização nas ruas (combinando ações descentralizadas e grandes atos unificados), bem como ocupações de órgãos públicos por tempo indeterminado, e a convocação da comunidade e outras categorias para as ações. A concepção deve ser de uma construção estratégica de curto e médio prazo.

QUANDO A UNIDADE É ROMPIDA SOB OS GRITOS DE UNIDADE

Muito se fala sobre “unidade” nos espaços do nosso sindicato. Infelizmente, na grande maioria das vezes ela possui um único significado: um meio de chantagem discursiva para a diretoria do Sinpro/CUT impor suas visões. Segundo essa visão, unidade é quando você aplaude a diretoria. Se você fizer alguma crítica você está “quebrando a unidade”. Essa é uma unidade construída de cima para baixo, de forma autoritária. E o pior de tudo: nesse exato momento ela rompe com a verdadeira unidade da categoria. A partir do momento que as decisões das bases em radicalizar a greve não são transformadas em propostas práticas (ou são barradas por mecanismos burocráticos) a unidade da categoria está sendo rompida pela diretoria do Sinpro.

A forma de organização da nossa greve é fundamental para constituir a unidade. E nesse ponto devemos ser claros: não existe uma condução democrática da greve, e iremos dizer porquê. Primeiro porque a diretoria sindical não se dissolve durante a greve, ela continua se reunindo, continua conduzindo as mesas do comando de greve e da assembleia, ela continua com o poder das chaves de automóveis, sede, subsedes, propaganda, etc. As funções que deveriam ser socializadas com os membros do comando de greve eleitos da base, não o são. Pode-se aprovar ações, mas como a logística fica na mão da diretoria, ela só encaminha quando quer.

Segundo porque o comando de greve possui maioria de membros (natos) da diretoria do Sinpro, diferente do que ocorre em sindicatos (como SINASEFE) onde a diretoria só integra o comando se for eleita pela base. Mesmo não sendo novamente referendados pela base (e sabemos que muitos deles são desconhecidos ou detestados e sequer seriam eleitos) eles possuem o poder de decidir os rumos da greve. Essa centralização os deixa com toda responsabilidade sobre os erros ou acertos do comando. Estamos vendo que os erros se acumulam, e quem sofrerá as consequências somos todos nós.

Terceiro, mesmo depois de todas esses problemas organizativos, a diretoria do Sinpro ainda insiste em atropelar as instâncias de decisão (comando de greve e assembleia), acreditando que possuem uma “melhor sabedoria” sobre os rumos da greve. Para citar um exemplo: sem qualquer reunião do comando de greve foi convocada uma “vigília” para a tarde de ontem (10/04) cancelando as demais atividades programadas. Afinal, quem decidiu isso? Caiu do céu?

Nós afirmamos e reiteramos: a unidade só pode ser verdadeira em espaço democrático, construído de baixo para cima, onde as críticas não sejam vistas como ameaças aos micro-poderes e vaidades de diretores sindicais e partidos. Nosso compromisso é (e sempre será!) com a unidade na luta da classe trabalhadora, não com os conchavos nem com a submissão às “ordens” de cima para baixo. As massas são mais inteligentes e corajosas para decidir do que indivíduos encastelados em seus micro-poderes.

Por fim, acreditamos que é fundamental a participação ativa nos espaços da greve: assembleias regionais, assembleia geral, comando, etc. O mais errado é aquele que critica mas não propõe nada e não participa da luta. Mas, além disso, propomos a construção de espaços autônomos, que em cada regional os professores formem Comitês de Mobilização para tocar a luta e a mobilização, especialmente quando os espaços oficiais se tornam burocráticos e descolados das deliberações das bases.

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POR UMA PLENÁRIA DOS SETORES DE OPOSIÇÃO

Nós da O.R.C, a partir de conversas informais com militantes das oposições e também de um debate interno, tomamos a iniciativa de propor às organizações, professores e professoras que se opõe a atual política do Sinpro para construirmos um espaço de diálogo e, principalmente, para construirmos ações conjuntas. Sabemos das diferenças de concepção e estratégia que existem entre os setores de oposição. A intenção não é desconsiderar as diferenças, mas pensar em possíveis ações conjuntas para fortalecer a luta.

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