28-A: Viva à Greve Geral!

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28-A: Viva à Greve Geral!

Avançar na Organização Autônoma das Trabalhadoras e Trabalhadores!!!

O dia 28 de Abril, dia da Greve Geral, foi um dia histórico para a classe trabalhadora brasileira. Esse dia explicitou, em termos nacionais, que a classe trabalhadora começa a se libertar das amarras da burocracia sindical e confrontar de forma efetiva o Estado. Começa a se libertar também da letargia. Essa reação, feita pela ação direta, sob a forma de piquetes e barricadas, foi fundamental. A ação direta, realizada pelas categorias, foi determinante para colocar a luta de classes em novo patamar. A greve geral provocou um prejuízo de cinco bilhões em todo o Brasil, segundo as associações empresariais. Isso mostra que a greve tem um grande poder de pressão. O poder de afetar o capital. Mas é preciso aprender as lições claramente.

A primeira lição é: o terrorismo de Estado seletivo, que vigorava no campo, nas favelas e periferias está se tornando generalizado. Se antes era possível para uma parcela da classe trabalhadora fechar os olhos para ele por não ser diretamente atingido, esse período chegou ao fim. Vários setores, em vez de combater o fascismo e o terrorismo de Estado, viram as suas armas contra a resistência popular, acusando-a de vandalismo. Todos, em todo o Brasil, puderam ver que a polícia agiu para incapacitar e matar: em Goiás, no Rio de Janeiro, em São Paulo, em todos os lugares.

A segunda lição é, apesar de fundamental, a greve geral foi apenas o início de uma luta prolongada. Nessa luta será decisiva a capacidade de auto-organização e a formação de uma nova moral de classe, aquela que não tolere a transigência com o Estado, com o fascismo e a covardia. As grandes ações de rua e de massa são fundamentais. Mas é preciso um processo de auto-organização que possa dar resposta mais duradouras à longa luta que se coloca.

Por isso viva a greve geral do dia 28-A!

Avançar na organização autônoma dos trabalhadores e trabalhadoras!

Somente a Greve Geral pela base vai impedir o avanço do capital contra os direitos da classe trabalhadora!

  Os limites do sindicalismo tutelado pelo Estado chegaram ao seu nível máximo de deterioração! As centrais sindicais são incapazes de organizar a classe pela base! Chegaram ao fundo do poço, deixando o arqui-pelego traidor, Paulinho da Força, ser porta voz de um suposto “ocupa Brasília”. Quem vai ocupar Brasília atendendo o chamado desses burocratas pelegos? Os 13 milhões de desempregados do país? Os outros 13 milhões de trabalhadoras e trabalhadores terceirizados? A multidão que vive na informalidade? Os indígenas, os camponeses, a juventude negra, que vem sendo assassinada pelo Estado ou com a cumplicidade deste?

Para a população precarizada, as reformas trabalhistas e da previdência não mudam sua condição imediata de miséria, apenas a aprofundam no longo prazo. Esse arremedo de tentativa de organizar a classe trabalhadora por cima, não dialoga com os trabalhadores da cidade e  também não amplia horizontes para quem luta pela vida, nos campos e nas favelas. É preciso denunciar a burocracia sindical em todos os espaços! É preciso fortalecer os comitês de base e politizar os debates nas

assembleias, para a construção coletiva de uma pauta classista, contra o ajuste fiscal. As trabalhadoras e trabalhadores deste país precisam se unir em solidariedade, para provocar grandes perdas ao capital!!! Isso só é possível com a realização de uma grande GREVE GERALl! Não aceitaremos continuar sendo tutelados pelas centrais traidoras, que sem ouvir as bases, determinam um “ocupa Brasília”, que demandará energias e gastos importantes à estrutura sindical, minando a capacidade de resistência da classe trabalhadora e desviando o foco da greve geral. Então não devemos ocupar? Sim, devemos ocupar! Mas devemos ocupar tudo, em decisão tomada pela base, e no contexto da Greve Geral. Além de Brasília, devemos ocupar todos os espaços de produção e de circulação de mercadorias! O 28A só foi possível por que diversas categorias assumiram o protagonismo de ser organizar pela base a Greve Geral. A direção do movimento deve ser do conjunto da classe, pela base. Faremos isso de forma sincronizada e sem a presença desses malditos conciliadores do capital. Devemos fazer tremer aqueles que nos querem de joelhos!

Fora CUT, CTB, UGT, FORÇA, NSCT, CSB!! Construir o Poder Popular!!!

Não aceitaremos que nossa luta se transforme em palanque eleitoral!

Viva o Sindicalismo Revolucionário! 

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