[RECC-DF] Autoritarismo, exploração e higienização social na UnB com a “REItora de esquerda”

por Oposição CCI – Combativa, Classista e Independente ao DCE-UnB (filiada à RECC/FOB)

No 2º semestre letivo de 2016 a UnB passava por eleições para reitoria. Concomitante a isso havia o processo de construção e organização do Congresso de Estudantes dessa mesma universidade, em uma conjuntura política tensa e de extrema necessidade de mobilização nas bases dos cursos. Contudo, quase totalidade dos grupos políticos presentes ditos “de esquerda”, dirigidos, sobretudo por partidos políticos eleitoreiros, entre esses, PT, PCdoB, PSOL, PSB e mesmo o coletivo UJC, vinculado ao PCB, suavam em forte campanha pela eleição da então candidata a reitora, Márcia Abrahão, ou minimamente usavam adesivos e manifestavam apoio por meio de materiais de propaganda. Parecia piada em alguns momentos a intensidade de esperanças desses coletivos políticos nas supostas mudanças positivas que aconteceriam na UnB a partir da vitória eleitoral de Márcia Abrahão.

Insistência histórica no erro e, na busca de heróis e heroínas para salvar estruturas condenadas a desgraça pela própria forma de funcionamento burocrático institucional, agora as/os estudantes que tanto soaram pela Chapa 94 (Abrahão) a criticam ao mesmo tempo em que ocultam a política repressiva, exploradora e higienista da atual reitora. São dezenas de artes nas paredes da UnB, existentes há anos sendo pintadas de cinza através do aval de Márcia. Junto a isso ainda temos baculejos frequentes de policiais militares no campus Darcy Ribeiro, sobretudo em “estudantes fora do padrão”. Demandas referentes à vida e a permanência de estudantes da assistência estudantil nesse espaço também não mudaram de situação e atingem cada vez mais quem mais precisa. As/os estudantes, filhas/os da classe trabalhadora, não deixam de ter dificuldades para ingressarem e se manterem na assistência, vários abandonam ou trancam os cursos.

A política da REItora “Márcia Abrahão”, mas conhecida atualmente como “Marcia Dória”, devido em maior peso às práticas de higienização das paredes do campus, na verdade, segue a mesma linha liberal, meritocrática/capitalista e de perseguição política do antigo REItor Ivan Camargo. Atuando forte no cumprimento das metas neoliberais no ensino superior. E com esse tipo de prática, mais uma vez os principais setores atingidos são as/os estudantes da assistência estudantil e trabalhadoras/es terceirizadas/os. Dessa vez são centenas delas/es prestes a serem demitidas/os de seus trabalhos com a justificativa de corte de gastos dado o “orçamento apertado” da Universidade de Brasília. As prioridades da REItora são para manter a estrutura desigual dentro e fora da instituição. Por “nada coincidência”, a imensa maioria das/os estudantes em situação de vulnerabilidade econômica, juntamente com as/os terceirizadas/os mais precarizadas/os, são pessoas negras e habitantes de regiões periféricas do DF e entorno.

É necessário combater essas ofensivas da reitoria com combatividade e trabalho de conscientização política nas bases dos cursos. Um ato efetivo e unificado de estudantes e terceirizadas/os faz-se a cada dia mais necessário. Assim como um debate sério acerca da real proposta de terceirizações e necessidade de efetivação pública com qualidade dessas/es trabalhadoras/es que a cada nova empresa no comando postergam suas férias.

TERCEIRIZADA É MINHA AMIGA, MEXEU COM ELA EU VOU PRA BRIGA!

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