RMC-RJ | O povo revoltado enfrenta os atos pró-Bolsonaro e a violência fascista das PMs

Por Rede de Mídia Classista – RMC/RJ

No domingo, dia 31 de maio de 2020, foi um dia de muita revolta e atos públicos onde o povo ocupou as ruas de Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro contra o Governo Bolsonaro e, no caso do Rio de Janeiro, também contra o terrorismo e o genocídio do povo negro promovido pela Polícia Militar-RJ. No dia 1º de junho foi realizada em Curitiba uma grande manifestação contra o racismo e contra o governo Bolsonaro.

Em Porto Alegre, foi o terceiro domingo consecutivo com ato Antifascista. A manifestação Antifascista, organizado por coletivos Antifas, grupos Anarquistas, torcidas Antifas do Grêmio e do Internacional, ocupou as ruas do Centro Histórico de Porto Alegre e se contrapôs ao ato bolsonarista que se concentrou perto da sede do Comando Militar do Sul.

Os manifestantes Antifas se concentraram na Casa de Cultura Mário Quintana, porque a Brigada Militar bloqueou a passagem. Com faixas, cartazes e entoando cânticos antifascistas e defenderam o “Fora Bolsonaro”. Esse foi o terceiro e maior ato Antifacista em Porto Alegra até o momento.

Na Avenida Paulista as torcidas Antifascista (Antifas) de times de futebol, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, contanto com apoio de outros grupos Antifas e coletivos anarquistas, organizaram um ato em oposição às manifestações fascistas que defendem o governo genocida de Jair Bolsonaro.

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Veja também:

Organizar os Comitês Antifascistas: autodefesa popular diante da vitória eleitoral da extrema direita e do acirramento da violência política

Comunicado sobre a Marcha Antifascista 2019, São Paulo

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O ato dos bolsonaristas, além das já ostentadas bandeiras do regime escravocrata monárquico brasileiro, do imperialismo americano e do Estado sionista de Israel, está prestando continência para a bandeira do neonazismo da Ucrânia. Essa defesa explícita das ideias racistas, autoritárias, fascistas e neonazistas pelos bolsonaristas causa imensa revolta popular, por isso, o conflito entre os manifestantes Antifacistas é inevitável.

Diante do conflito, a PM de São Paulo defendeu os bolsonaristas, o que era mais do que óbvio, e atacou a manifestação Antifascista. Os Antifas resistiram e enfrentaram as forças de repressão, fazendo barricadas e com outras formas de autodefesa.

No Rio de Janeiro, os bolsonaristas convocaram seu ato para a Praia de Copacabana. A torcida Antifa do Flamengo, com apoio de outras torcidas Antifas, de outros grupos Antifascistas, de Anarquistas, do SIGA-RJ/FOB, e outros coletivos, organizou uma manifestação contra o bolsonarismo.

Durante encontro da manifestação Antifascista com os bolsonariatas, a PM do Rio de Janeiro, como ocorreu em São Paulo, defendeu os bolsonaristas e reprimiu violentamente os Antifas, que tentaram reagir, mas estavam em número menor. Mas os Antifas disseram que essa foi apenas a primeira manifestação, afirmando que “amanhã será maior”!

No mesmo dia 31, na parte da tarde, ocorreu uma outra manifestação no Rio de Janeiro contra a terrorismo de Estado e o genocídio do povo negro, moradores das favelas e periferias, cuja principal palavra de ordem foi “Vidas negras importam”. Essa manifestação foi organizada por diversos movimentos de favelas e periferias e movimentos contra a violência policial, também contou com apoio de diversos coletivos Anarquistas e Antifas.

O ato “Vidas negras importam” ocupou as ruas do bairro das Laranjeiras e se concentrou na rua Pinheiro Machado em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro. Os manifestantes gritavam palavras de ordem contra o governador Wilson Witzel, que defende abertamente a violência policial nas favelas e periferias.

Mas uma vez a ação da PMERJ foi violenta, disparou bombas de efeito moral, balas de borracha, gás lacrimogêneo e gás de pimenta. Vários manifestantes foram agredidos e abordados com truculência, as câmeras de televisão flagraram o momento em que um PM apontou um fuzil para um jovem desarmado, trajando bermudas e com os chinelos nas mãos.

As manifestações continuaram no dia 1º de junho, quando um grande ato ocupou as ruas de Curitiba protestando contra o racismo e contra o avanço fascista do governo Bolsonaro. Diversos coletivos participaram da manifestação, incluindo grupos Antifas e anarquistas.

Os manifestantes se concentraram na frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná. Saíram em passeata até o Palácio Iguaçu, sede do governo estatual. Mas durante a ação de queima da bandeira do Brasil, começou a repressão da PM-PR. Os manifestantes resistiram com táticas de autodefesa.

O povo ocupou as ruas em manifestações antifascistas e contra a violência genocida das forças de repressão do Estado burguês. Mostrou sua capacidade de auto-organização e resistência. Da mesma forma que o povo se auto-organiza para as ações de apoio mútuo e solidariedade para combater a miséria em tempos de pandemia de Covid-19, agora se auto-organiza para enfrentar o ascenso do fascismo no Brasil. As mobilizações precisam continuar e se massificar exigindo o fim do governo genocida de Bolsonaro-Mourão-Guedes.

Viva a luta Antifascista!

Só o povo salva o povo!

Fora Bolsonaro! Poder para o Povo!

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