[PI] FORMAR O BLOCO COMBATIVO CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA!

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Neste momento delicado, onde os nossos direitos – conquistados a duras penas – escorrem pelo ralo dos governantes, é preciso somar forças e combater sem tréguas os que querem fazer da nossa vida um pesadelo!
Assim, convocamos indivíduos e organizações autônomas para a formação do Bloco Combativo para a Manifestação contra a Reforma da Previdência, que ocorrerá amanhã, dia 22 de Março na Praça da Graça, a partir das 08:00h da manhã.

DERROTAR A REFORMA DA PREVIDÊNCIA COM AÇÃO DIRETA!
O PODER DO POVO VAI FAZER UM MUNDO NOVO!

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[RMC-PI] ASSEMBLEIA AUTÔNOMA DE ESTUDANTES DECIDE PAUTAS PARA A GREVE NA UESPI.

Imprima ou Baixe a matéria da RMC-PI

Aconteceu ontem (18.03.2019) uma assembleia autônoma de estudantes, que reuniu centros acadêmicos da UESPI de Parnaíba para debater as reivindicações discentes para a greve que se aproxima. Na reunião, que lotou o auditório da instituição, encontraram-se alunas e alunos de quase todos os cursos, assim como terceirizados que, juntos, apresentaram os problemas pertinentes à Universidade.
As e os estudantes foram uníssonos em apontar a precarização do espaço estrutural da Universidade: falta de laboratórios adequados, atualização da biblioteca, salas sem as mínimas condições de funcionamento, com cadeiras quebradas e/ou muito danificadas, ar-condicionados que não funcionam, ausência de segurança no campus, e até mesmo a ausência de produtos de limpeza (não repassados desde novembro do ano passado). Além disso, todas as bolsas (PIBIC, PIBEU, auxílio moradia, auxílio alimentação, dentre outras), que já se acumulavam em atrasos, foram cortadas, tornando impossível a vida de estudantes pobres e/ou vindos de outras cidades para Parnaíba. Trabalhadores terceirizados, por sua vez, relataram um atraso de 05 meses em seus salários, além de cortes no número de trabalhadores, falta de condições estruturais de trabalho e assédios da direção do campus. “Estamos pagando para trabalhar”, afirmou uma terceirizada, contando à assembleia que tem gastos com transporte e alimentação não subsidiados pela Universidade, e que já espera a represália da Universidade por estar naquele espaço.

Assembleia estudantil UESPI

AS LIÇÕES DAS GREVES ANTERIORES
A RECC, desde 2016, debate os problemas da Universidade e constrói coletivamente formas de superá-los. Na greve daquele ano, demarcamos a prioridade de se construir Comitês de Greve por Curso (GDCs), no intuito de ampliar a capacidade de luta dos discentes, criando pautas específicas e apoiando, também, a luta dos professores. (https://bit.ly/2CljFob). Após a greve, no boletim “A Luta Estudantil”, avaliamos que só não fomos completamente vitoriosos por conta da secundarização das demandas estudantis diante das pautas docentes. (https://bit.ly/2Fdtc1f). Além disso, no documento que debatemos a criação de um coletivo de curso na História, apontamos nosso olhar para mobilizações anteriores, onde autonomamente, alunas e alunos deflagraram greve e conquistaram boa parte da ainda precária estrutura que possuímos pela via da ação direta, assim como garantiram a contratação de diversos professores. (https://bit.ly/2Flj6fU)

O QUE ARGUMENTA O GOVERNO
Wellington Dias (PT) é enfático em afirmar que cumprir as demandas estudantis, docentes, de técnicos administrativos e terceirizados significa infringir o teto de gastos do Estado. Por conta disso, pede que reconsiderem a greve diante do quadro financeiro piauiense. Ironicamente, no fim de 2018, Dias lançou um edital que garantia R$26,2 milhões para aluguel de aeronaves que deveriam ficar à sua disposição e de sua família. Em 2017, seu filho foi condenado a ressarcir aos cofres públicos a quantia de R$ 17.267,00, valor usado por ele para o deslocamento e hospedagem em um resort em Barra Grande (PI) em 2015. Ao que parece, o governo Wellington Dias é quem patrocina um violento trote aos calouros (e veteranos) da UESPI.

SEM ILUSÕES, NEM PESSIMISMO
O projeto de desmonte da educação pública é algo que passa, passou e passará pelas mãos de todos os governos do Estado, e por isso, já não nos iludimos com a possibilidade de um governo “popular”, que olhe pela educação piauiense. Esta, mesmo na situação em que se encontra, foi arrancada das mãos dos poderosos com combates permanentes, e não dadas pelas almas caridosas que administram o dinheiro dos ricos no Piauí.
Mesmo nessa situação calamitosa, parte das e dos alunos rejeitam a possibilidade de greve. Existe a ideia disseminada de que a greve atrasará a conclusão do curso, ou mesmo que o movimento “não muda nada”. Lembramos que raras foram as vezes onde as turmas reteram um semestre sequer por conta da greve, onde a maior consequência “negativa” foi a reposição das aulas em finais de semana e nas férias, o que, se pesado com a devida atenção, parece pequeno diante dos ganhos obtidos em outros movimentos que aconteceram na UESPI.
É preciso antes de mais nada afastar o fantasma que assombra a cabeça de discentes que acreditam que a greve nada pode trazer de bom. A única luta que se perde é a que se desiste, e com isso, é necessário fortalecer entre as e os estudantes o pensamento de que sem reivindicar nossos direitos, os parasitas do povo tratarão de muito em breve tomar o pouco que já conseguimos.
Além disso, outra necessidade é compreender que apesar da luta pela UESPI ser geral, cada grupo que pertence à instituição tem demandas exclusivas, e que devem ser tratadas como prioridade e com igualdade. Dessa perspectiva, terceirizadas, terceirizados, discentes, docentes, técnicos administrativos e a comunidade em geral acolherão a luta pela UESPI como sua, e uma autêntica unidade de classe brotará desta relação, que pode enfim derrotar o projeto de sucateamento da UESPI.

OS RESULTADOS DA ASSEMBLEIA
Após exporem as questões descritas acima, decidiu-se por um ato na porta da UESPI, que marca o início de um processo grevista discente, amparado unicamente na capacidade política de estudantes, trabalhadores da instituição e na solidariedade de classe vinda de escolas, institutos e universidades parnaibanas, piauienses e brasileiras. Um outro ato está marcado para a quinta-feira (21.03.2019), ÀS 17:30h no Mirante, com confecção de cartazes às 15:00h na UESPI.
Defender a UESPI é defender o futuro da educação pública no Brasil e combater os inimigos do povo! Nós, da Rede Mídia Classista (RMC), filada à Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil (FOB), deixamos aqui nossa solidariedade, convertida em ação de apoio mútuo à causa dos que constroem a Universidade Estadual do Piauí.

REIVINDICAÇÕES DAS E DOS ESTUDANTES:
– Ampliação, manutenção e pagamento das bolsas estudantis
– Mais segurança no Campus
– Melhoria estrutural da Universidade (investimento na reparação/atualização de laboratórios, banheiros, biblioteca e salas de aula)
– Renovação dos contratos de docentes temporários

REIVINDICAÇÕES DAS E DOS TERCEIRIZADOS:
– Pagamento dos salários atrasados;
– Fixação de data para o pagamento dos salários;
– Contratação de novos trabalhadores;
– Fim das retaliações da direção contra as e os terceirizados que ousam lutar por um trabalho digno.

IR AO COMBATE SEM TEMER!

OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

 

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[FOB-PI] Lançamento do boletim “Combate”!

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Lançamos a segunda edição do boletim “Combate”, que agora representa o núcleo da FOB em Parnaíba. Baixe <aqui> ou confira as matérias na íntegra:

UMA MUDANÇA NECESSÁRIA
Ainda no passado, começamos a publicar o boletim “Combate” em Parnaíba. Naquela época, ele circulou como veículo de propaganda do Coletivo Autonomia e Luta (CAL) da UFPI. Após intenso trabalho de base, propaganda, debates, formações políticas e participação em atos e manifestações, a FOB em Parnaíba cresceu. Por conta disso, hoje o “Combate” representará todas as organizações filiadas à FOB na cidade. Por ele, levaremos a voz de milhares de trabalhadoras, trabalhadores e estudantes que aqui tentam sobreviver. O espaço também está aberto para grupos e organizações independentes, isto é, que não possuem ligações com partidos, políticos, governos e patrões.

SOBRE A GREVE DOS PROFESSORES DA FID
Desde o mês de Novembro do ano passado, professoras e professores do curso de História da Faculdade Internacional do Delta (FID), em Parnaíba, estão em greve. Nada mais justo, uma vez que os salários, já baixos, acumulam-se em consecutivos atrasos. Imagine só, trabalhar o mês inteiro e não receber seu salário! Como pagar as contas, que só aumentam na medida em que não são pagas? Como se alimentar? Como garantir a própria sobrevivência assim? É impossível!
Precisamos lembrar ainda da coragem destes docentes que, mesmo em uma faculdade particular, ousam lutar para garantir mínimas condições de trabalho, dando um grande exemplo de combate pelo que é nosso por direito.
Ao nosso ver, a causa disso está na ganância desenfreada dos tubarões da educação, que ganham rios de dinheiro por meio de programas como o FIES, e mesmo assim, não querem pagar seus funcionários!
Podemos observar que em outras crises desse tipo no Brasil, as faculdades são arrendadas por um grupo de empresários da educação ainda maior, que geralmente substituem o curso presencial por EAD. Os estudantes precisam ficar atentos, para que não se deixem enganar pelo processo de precarização do trabalho e da educação!
Diante disso, deixamos aqui nossa solidariedade e disposição para colaborar neste processo, dando nosso incondicional apoio a já histórica greve dos professores da FID!

ESTUDANTES DA UFPI PODEM NÃO RECEBER BOLSA ESSE ANO
A realidade da Universidade Federal do Piauí, campus Parnaíba (agora em processo de se tornar UFDPar) é de clima sempre instável. Vindo de uma sequência de cortes nos trabalhadores terceirizados e na assistência estudantil que já não é suficiente para a realidade dos estudantes, chega como um balde de água fria com o corte total da BAE (Bolsa de Auxílio Estudantil) para esse semestre.
Esta bolsa, de valor ainda baixo de 400 reais, serve como suporte para que diversos estudantes possam sobreviver, ainda que com dificuldades, enquanto enfrentam a jornada acadêmica. O processo de mudança de universidade acontece sem transparência, com um grande foco em construir prédios cheios de laboratórios e elevadores, mas nenhum interesse em garantir a permanência dos estudantes da classe trabalhadora na universidade.
Entendemos isso como um nítido processo de elitização da universidade, que é nossa. Sem bolsas, os filhos e filhas de trabalhadores e trabalhadoras dificilmente poderão continuar seus estudos, uma vez que as bolsas garantem que discentes não dividam-se entre algum trabalho de meio expediente (geralmente recebendo pouco e trabalhando muito) e os estudos.
Precisamos portanto lutar pela garantia dos auxílios estudantis, pela garantia da nossa permanência nesse espaço e a dos futuros estudantes. Precisamos construir uma Universidade a serviço do povo!

GREVE NA UESPI!
Entra ano, sai ano e a Universidade Estadual do Piauí continua sofrendo com sucateamento e corte de verbas. O governador Wellignton Dias( PT) está propondo uma nova reforma admirativa para tirar ainda mais da educação, levando a UESPI para o fundo do poço. Professores e estudantes estão construindo uma greve, para defender seus direitos.
No dia 27 de março em Assembleia da Adcesp, os docentes optaram pela greve no dia 18/03 e na primeira semana de aula haverá mobilizações. Nós da RECC defendemos uma greve dura, e autônoma, construída por professores e estudante. Mas não podemos esquecer da greve de 2016, quando os alunos foram totalmente silenciados por pessoas que também participavam da greve, dizendo que as pautas estudantis eram “supérfluas”.
Nosso apoio a greve é inconteste, mas lembramos da necessidade de unidade das pautas, e para que episódios como o ocorrido em 2016 não mais aconteçam. Enquanto estudantes, precisamos apontar que estamos sofrendo cortes de bolsas estudantis e de programas de auxilio estudantil como o PIBIC PIBEU; além disso, cortes no auxilio alimentação e moradia. Até mesmo as monitorias remuneradas não existem mais. Isso significa que a UESPI fechará as portas para estudantes pobres, ou que moram em outras cidades; Muitos passam o dia todo na UESPI sem nem mesmo alimentação. Vivemos em situação de abandono, com desumana crueldade. Precisamos urgentemente propor ações e mobilizações, para conquistarmos e assegurarmos nossos direitos!
A UESPI, que deveria ser uma referência como polo de produção de conhecimentos é totalmente sucatedada: Desde Novembro de 2018 não temos material de limpeza, algumas salas de aula sem ar condicionado, carteiras quebradas, os carros, com documentos atrasados, não possuem sequer verba para o combustível. Nossa biblioteca, que deveria estar sempre atualizada, é defasada quanto aos materiais oferecidos, com pesquisas obsoletas e técnicas em desuso desde a muito tempo.
No dia 01 de março houve uma Assembleia com os estudantes, algo que gerou supressa foi uma Assembleia discente sendo convocada por professores. Nela, foi decidido que as pautas estudantis seriam colocadas junto a dos professores. Essa foi uma decisão dos alunos justamente pelo fato das pautas estudantis serem sempre colocadas como segundo plano.
A educação sempre é atacada pelos parasitas do povo, a nossa força é enorme, todos os direitos da classe trabalhadora, estudantil e das mulheres foram conquistados pelo povo com ação direta e organização, com muita luta, não foi nenhum algoz de livre e espontânea vontade que sancionou uma lei, foi a organização da classe trabalhadora cobrando por direitos que conseguiu alcançar suas reinvindicações politicas.

CALENDÁRIO DE ATIVIDADES DA FOB EM PARNAÍBA:
14.03.2019: Recepção dos calouros da UFPI + Debate sobre o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora
15.03.2019: Formação política sobre o Sindicalismo Revolucionário
16.03.2019: Aula-treino do Comitê de Autodefesa das Mulheres e LGBTs

CONSTRUIR A FOB É CONSTRUIR UM NOVO FUTURO!
A Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil – a FOB (ex-Fórum de Oposições pela Base) é uma organização que reúne organizações de base, profissional e ocupacional de acordo com o seguintes ramos: Ramo da Educação, Ramo Estudantil, Ramo do Serviço Publico Federal, Ramo da Industria de Transformação e Ramo Agropecuário e Ambiental. As oposições ou organizações de base é um tipo organizativo informal que se opõe à tutela estatal e empresarial sobre o movimento estudantil, sindical e popular, tendo estrutura de organização e objetivos próprias que negam qualquer tipo de ingerência do legalismo, corporativismo e colaboracionismo.

Assinam o boletim: Comitê de Propaganda da RECC no Piauí; Coletivo Autonomia e Luta (CAL-UFPI) ; Rede Mídia Classista (RMC) ; Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil (FOB) – Núcleo Piauí

[CAL-UFPI/Parnaíba] Recepção de calouros e debate sobre o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

Coletivo Autonomia e Luta UFPI Parnaíba Piauí RECC FOB Recepção de calouros dia internacional da mulher trabalhadora

 

Nós, do Coletivo Autonomia e Luta (CAL), da UFPI de Parnaíba e filiado à Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC) e à Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil (FOB) convidamos todas e todos para nossa recepção de calouros, que acontecerá dia 14 de Março, às 12:30 na quadra da UFPI de Parnaíba. Durante a recepção, debateremos a situação da UFPI e discutiremos sobre o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora.

Participe!

 

[RECC/PARNAÍBA]: Movimento Estudantil e Saúde Mental

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A discussão sobre saúde mental, embora não seja nova, tem se intensificado ultimamente, seja na Universidade ou fora dela. No capitalismo, a busca por eficiência e alta produtividade exige dos trabalhadores e estudantes grande esforço físico e psicológico, o que dificulta nossas vidas e naturaliza o adoecimento. Nós rompemos com essa lógica, e nos opomos a uma estrutura social que tenta justificar a doença e a desigualdade. Em uma sociedade onde os direitos têm sido destituídos, com cortes de bolsas e auxílios estudantis frequentes, aumento nas taxas de desemprego e exploração, é necessário e urgente que os estudantes debatam o assunto e busquem construir uma sociedade mais justa e saudável.

Diante disso, nós do Coletivo Autonomia e Luta, da UFPI de Parnaíba (CAL/UFPI), filiado à Rede Estudantil Cnassista e Combativa (RECC) convidamos todas e todos para um debate sobre Movimento Estudantil e Saúde Mental, que será realizado dia 21 de Setembro, às 18:30h, atrás da quadra da UFPI de Parnaíba.

[PI] CARTA DE FUNDAÇÃO DO COLETIVO AUTONOMIA E LUTA (UFPI-PARNAÍBA)

Esta carta objetiva declarar a fundação do Coletivo Autonomia e Luta (CAL) na UFPI de Parnaíba, assim como é nosso pedido de ingresso na Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC), filiada à Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil (FOB). O documento será divulgado como primeira edição do Boletim Combate, órgão de comunicação do CAL, que pode ser acessado aqui.

 

QUEM SOMOS?

O Coletivo Autonomia e Luta (CAL) surge a partir do Comitê de Propaganda da RECC no Piauí (CP/RECC-PI). Desde Março de 2016, compomos esse grupo, e nele realizamos diversas atividades de formação, como reuniões públicas, rodas de diálogo, cine-debates dentre outros. A formação do CP deve-se principalmente ao trabalho permanente da Oposição Classista e Combativa ao DCE da UFC, em Fortaleza, que desde 2013 realizava formações em Parnaíba e em Teresina.

 

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Atividade da RECC na UFPI de Parnaíba, 2013.

Surgimos da necessidade de um campo independente no Movimento Estudantil da UFPI, fora dos vínculos com partidos, políticos ou empresas. Para nós isso ficou evidente durante a luta contra a PEC 55, em 2016. Apesar dos esforços de setores autônomos, tanto a “Tenda da Resistência” como o “Coletivo Resistência” não conseguiram unir os estudantes, nem mesmo avançar na luta concreta, mantendo-se dependentes dos debates sobre o texto da PEC, sem conseguir mobilizar, e constantemente ameaçados pelos setores conservadores e liberais da Universidade, organizados no “UFPI Livre”. Além disso, a manifestação contra a PEC 241 feita em Parnaíba nos mostrou que este setor autônomo estava disposto em construir alternativas ao movimento estudantil, quando durante seu percurso, nossas palavras de ordem abafaram o carro de som das burocracias sindicais e estudantis socialdemocratas, onde nossa convocação por uma reunião de avaliação independente foi prontamente aceita pelos estudantes e trabalhadores.
Durante todo esse processo, nos mantemos fora dos esquemas eleitoreiros, ou de parcerias com as burocracias estudantis ou sindicais que tanto atrapalham a luta do povo. Alguns alunos que participaram da luta contra a PEC ouviram nossos alertas sobre a necessidade de avançar na organização, e hoje estão em nosso Coletivo, convidando outros estudantes a fazer o mesmo: unir forças para construir uma Universidade Popular.

PELO QUE LUTAMOS?

Lutamos por uma Universidade a serviço do povo, e não dos diretores, reitores, empresários, políticos ou governos. Queremos uma UFPI com ensino de qualidade, bem estruturada, e que permita aos filhos e filhas de trabalhadores terminar seus cursos. Para isso, exigimos, entre outras coisas:

  • Creche, para que mães ingressem e continuem seus estudos, assim como os trabalhadores da Universidade e comunidade em geral;
  • R.U. gratuito com estrutura e refeições de qualidade, para estudantes e todos os trabalhadores da UFPI, incluindo terceirizados, possamos ter voz sobre os problemas enfrentados no Restaurante Universitário;
  • Autonomia Estudantil no uso dos espaços da UFPI, para utilizar salas e auditórios da Universidade sem precisar da burocracia administrativa ou tutela de professores;
  • Bolsas de auxílio estudantil, monitoria, pesquisa e extensão para que possamos terminar nossos estudos sem precisar dividir o tempo da universidade com trabalho precarizado.
  • Autodefesa para mulheres e LGBTs, junto a outras formas de combate ao machismo e a LGBTfobia no campus.

QUEM PODE PARTICIPAR?

Qualquer pessoa pode entrar, desde que concorde com nossos princípios, objetivos e formas de luta. Podem ser comunistas, anarquistas, pessoas que não se reconhecem em nenhuma ideologia, de qualquer religião, gênero, raça, etc. Basta entrar em contato com um de nossos membros, enviar uma mensagem em nossa página (fb.com/recc.pi) ou um e-mail para nós (ufpi.cal@protonmail.com). Marcaremos um encontro presencial para explicar o processo de entrada, organização interna, etc.

NOSSOS PRINCÍPIOS:

Os princípios são os guias de nossa ação e da conduta individual de todos os membros. Sem eles, seríamos um grupo de amigos, sem propósito e sem consciência do mundo em que vivemos. Entender, defender e praticar nossos princípios é o dever de todo membro. Esses princípios nos garante unidade mesmo diante de toda pluralidade ideológica, religiosa, de gênero e raça que temos. São eles:
CLASSISMO: Entendemos que a sociedade é dividida em duas classes: os ricos (a burguesia), formada por banqueiros, latifundiários, empresários etc., e pobres (os trabalhadores do campo e da cidade). Nesse cabo de guerra estamos do lado mais fraco, ou seja, dos trabalhadores, e desse lado não sairemos por nada.
COMBATIVIDADE: Significa lutar pelo que é nosso por todos os meios necessários. Os poderosos usam de todas as armas para nos calar, e já é hora de virar o jogo. Sabemos que “bundaços” e “vomitaços” nunca mudaram nada. A História mostra que só quando enfrentamos nossos problemas com piquetes, greves, ocupações, manifestações, etc., é que podemos enfim vencer.
INDEPENDÊNCIA: Não precisamos de partidos eleitoreiros, empresas, políticos ou governos para nos unir e conquistar direitos. Nosso Coletivo é independente porque fazemos política a partir da nossa realidade.
ANTIGOVERNISMO: É a independência dos governos, mesmo os que se intitulam de “esquerda”. Enfatizamos isso porque muitos grupos do movimento estudantil trocam os estudantes por apoio governamental, para ganhar dinheiro ou usar os estudantes como trampolim político e criar futuros candidatos para os partidos eleitoreiros, e participarem da farsa eleitoral. Nós do CAL-UFPI sabemos que eleição não muda nada, e que qualquer partido que esteja no poder fará o jogo dos ricos. Por isso, não apoiamos governo nenhum.
DEMOCRACIA DE BASE: Entre nós não há líderes, chefes, ou “cabeças”. Todos nós mandamos e obedecemos, independente de idade, gênero, religião ou ideologia. Isso garante nossa horizontalidade e a responsabilidade de cada um e de todos.
INTERNACIONALISMO: Nossa luta não é só local, mas se liga a todas as reivindicações de estudantes e trabalhadores em todo o mundo. Nossos inimigos são os mesmos em cada canto do planeta: os exploradores do povo, os latifundiários e patrões. Por isso, juntos devemos combate-los.
LUTA DA MULHER: Todos os nossos militantes passam por um debate sobre a necessidade de enfrentarmos juntos as desigualdades que a sociedade impõe às mulheres. Isso é crucial para o ingresso desses militantes, por entender que o capitalismo explora e violenta as mulheres do povo. Negar essa discussão seria um ato de apoio às mortes, torturas e estupros sofridos diariamente por elas. Defendemos a autodefesa das mulheres como forma de enfrentamento aos problemas existentes.
LUTA LGBT: Assim como as mulheres, a população LGBT é a mais explorada no capitalismo. Sofrendo variadas formas de violência causadas pela LGBTfobia (o Brasil é o país em que mais matam pessoas trans), essa população é lançada ao subemprego, necessitando da solidariedade de todas as organizações combativas. Acreditamos ser necessário avançar nessa luta, exigindo empregos com direitos garantidos e construindo junto das mulheres Comitês de Autodefesa.

PALAVRAS FINAIS

Os ricos tentam nos dividir o tempo todo. Tentam tirar nosso tempo, para que, sozinhos, não possamos ver juntos os problemas que enfrentamos. Mas é preciso resistir. Sem essa resistência, nosso presente e futuro estarão perdidos. Somos condenados a uma vida de miséria, onde um curso superior já não garante um emprego estável. Nossos pais se esforçam para nos ajudar financeiramente. Muitos estudantes trabalham sem carteira assinada, sem direito a férias, décimo terceiro, folga ou faltas. Somos usados como mão-de-obra barata. Damos lucros imensos aos patrões, e quase sempre pensamos em abandonar o curso para ganhar algum dinheiro. Já é hora de dar um basta em toda essa situação. Não podemos tolerar mais! Convidamos todos os estudantes da UFPI, que desejam uma educação pública, gratuita e de qualidade a participarem do Coletivo Autonomia e Luta. Juntos somos mais fortes, e só assim venceremos!

IR AO COMBATE SEM TEMER!
OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

É BARRICADA, GREVE GERAL,
AÇÃO DIRETA QUE DERRUBA O CAPITAL!

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[PI] Cine-Debate: Educação e Luta de Classes

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O Coletivo Autonomia e Luta, Filiado à Rede Estudantil Classista e Combativa, convida estudantes, trabalhadoras e trabalhadores para participarem da primeira atividade do Grupo de Estudos Primeiro de Maio.

Realizaremos um cine-debate com o tema “Educação e Luta de Classes”, através do documentário “Un Poquito de tanta verdad”, retratando o combate travado pelo povo de Oaxaca (México) na busca por uma melhor educação. Durante a atividade, além do debate, serviremos um café a todos os presentes.

A atividade será realizada dia 05 de Maio, um sábado, a partir das 09h da manhã, na sala 705 da UFPI de Parnaíba.

CONVIDE SEUS AMIGOS E PARTICIPE!

PARA NÃO ESQUECER:

Atividade: Cine-debate sobre Educação e Luta de Classes
Data: 05 de Maio (Sábado)
Local: Sala 705 da UFPI de Parnaíba
Horário: 09h