[RECC/PARNAÍBA]: Movimento Estudantil e Saúde Mental

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A discussão sobre saúde mental, embora não seja nova, tem se intensificado ultimamente, seja na Universidade ou fora dela. No capitalismo, a busca por eficiência e alta produtividade exige dos trabalhadores e estudantes grande esforço físico e psicológico, o que dificulta nossas vidas e naturaliza o adoecimento. Nós rompemos com essa lógica, e nos opomos a uma estrutura social que tenta justificar a doença e a desigualdade. Em uma sociedade onde os direitos têm sido destituídos, com cortes de bolsas e auxílios estudantis frequentes, aumento nas taxas de desemprego e exploração, é necessário e urgente que os estudantes debatam o assunto e busquem construir uma sociedade mais justa e saudável.

Diante disso, nós do Coletivo Autonomia e Luta, da UFPI de Parnaíba (CAL/UFPI), filiado à Rede Estudantil Cnassista e Combativa (RECC) convidamos todas e todos para um debate sobre Movimento Estudantil e Saúde Mental, que será realizado dia 21 de Setembro, às 18:30h, atrás da quadra da UFPI de Parnaíba.

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[PI] CARTA DE FUNDAÇÃO DO COLETIVO AUTONOMIA E LUTA (UFPI-PARNAÍBA)

Esta carta objetiva declarar a fundação do Coletivo Autonomia e Luta (CAL) na UFPI de Parnaíba, assim como é nosso pedido de ingresso na Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC), filiada à Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil (FOB). O documento será divulgado como primeira edição do Boletim Combate, órgão de comunicação do CAL, que pode ser acessado aqui.

 

QUEM SOMOS?

O Coletivo Autonomia e Luta (CAL) surge a partir do Comitê de Propaganda da RECC no Piauí (CP/RECC-PI). Desde Março de 2016, compomos esse grupo, e nele realizamos diversas atividades de formação, como reuniões públicas, rodas de diálogo, cine-debates dentre outros. A formação do CP deve-se principalmente ao trabalho permanente da Oposição Classista e Combativa ao DCE da UFC, em Fortaleza, que desde 2013 realizava formações em Parnaíba e em Teresina.

 

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Atividade da RECC na UFPI de Parnaíba, 2013.

Surgimos da necessidade de um campo independente no Movimento Estudantil da UFPI, fora dos vínculos com partidos, políticos ou empresas. Para nós isso ficou evidente durante a luta contra a PEC 55, em 2016. Apesar dos esforços de setores autônomos, tanto a “Tenda da Resistência” como o “Coletivo Resistência” não conseguiram unir os estudantes, nem mesmo avançar na luta concreta, mantendo-se dependentes dos debates sobre o texto da PEC, sem conseguir mobilizar, e constantemente ameaçados pelos setores conservadores e liberais da Universidade, organizados no “UFPI Livre”. Além disso, a manifestação contra a PEC 241 feita em Parnaíba nos mostrou que este setor autônomo estava disposto em construir alternativas ao movimento estudantil, quando durante seu percurso, nossas palavras de ordem abafaram o carro de som das burocracias sindicais e estudantis socialdemocratas, onde nossa convocação por uma reunião de avaliação independente foi prontamente aceita pelos estudantes e trabalhadores.
Durante todo esse processo, nos mantemos fora dos esquemas eleitoreiros, ou de parcerias com as burocracias estudantis ou sindicais que tanto atrapalham a luta do povo. Alguns alunos que participaram da luta contra a PEC ouviram nossos alertas sobre a necessidade de avançar na organização, e hoje estão em nosso Coletivo, convidando outros estudantes a fazer o mesmo: unir forças para construir uma Universidade Popular.

PELO QUE LUTAMOS?

Lutamos por uma Universidade a serviço do povo, e não dos diretores, reitores, empresários, políticos ou governos. Queremos uma UFPI com ensino de qualidade, bem estruturada, e que permita aos filhos e filhas de trabalhadores terminar seus cursos. Para isso, exigimos, entre outras coisas:

  • Creche, para que mães ingressem e continuem seus estudos, assim como os trabalhadores da Universidade e comunidade em geral;
  • R.U. gratuito com estrutura e refeições de qualidade, para estudantes e todos os trabalhadores da UFPI, incluindo terceirizados, possamos ter voz sobre os problemas enfrentados no Restaurante Universitário;
  • Autonomia Estudantil no uso dos espaços da UFPI, para utilizar salas e auditórios da Universidade sem precisar da burocracia administrativa ou tutela de professores;
  • Bolsas de auxílio estudantil, monitoria, pesquisa e extensão para que possamos terminar nossos estudos sem precisar dividir o tempo da universidade com trabalho precarizado.
  • Autodefesa para mulheres e LGBTs, junto a outras formas de combate ao machismo e a LGBTfobia no campus.

QUEM PODE PARTICIPAR?

Qualquer pessoa pode entrar, desde que concorde com nossos princípios, objetivos e formas de luta. Podem ser comunistas, anarquistas, pessoas que não se reconhecem em nenhuma ideologia, de qualquer religião, gênero, raça, etc. Basta entrar em contato com um de nossos membros, enviar uma mensagem em nossa página (fb.com/recc.pi) ou um e-mail para nós (ufpi.cal@protonmail.com). Marcaremos um encontro presencial para explicar o processo de entrada, organização interna, etc.

NOSSOS PRINCÍPIOS:

Os princípios são os guias de nossa ação e da conduta individual de todos os membros. Sem eles, seríamos um grupo de amigos, sem propósito e sem consciência do mundo em que vivemos. Entender, defender e praticar nossos princípios é o dever de todo membro. Esses princípios nos garante unidade mesmo diante de toda pluralidade ideológica, religiosa, de gênero e raça que temos. São eles:
CLASSISMO: Entendemos que a sociedade é dividida em duas classes: os ricos (a burguesia), formada por banqueiros, latifundiários, empresários etc., e pobres (os trabalhadores do campo e da cidade). Nesse cabo de guerra estamos do lado mais fraco, ou seja, dos trabalhadores, e desse lado não sairemos por nada.
COMBATIVIDADE: Significa lutar pelo que é nosso por todos os meios necessários. Os poderosos usam de todas as armas para nos calar, e já é hora de virar o jogo. Sabemos que “bundaços” e “vomitaços” nunca mudaram nada. A História mostra que só quando enfrentamos nossos problemas com piquetes, greves, ocupações, manifestações, etc., é que podemos enfim vencer.
INDEPENDÊNCIA: Não precisamos de partidos eleitoreiros, empresas, políticos ou governos para nos unir e conquistar direitos. Nosso Coletivo é independente porque fazemos política a partir da nossa realidade.
ANTIGOVERNISMO: É a independência dos governos, mesmo os que se intitulam de “esquerda”. Enfatizamos isso porque muitos grupos do movimento estudantil trocam os estudantes por apoio governamental, para ganhar dinheiro ou usar os estudantes como trampolim político e criar futuros candidatos para os partidos eleitoreiros, e participarem da farsa eleitoral. Nós do CAL-UFPI sabemos que eleição não muda nada, e que qualquer partido que esteja no poder fará o jogo dos ricos. Por isso, não apoiamos governo nenhum.
DEMOCRACIA DE BASE: Entre nós não há líderes, chefes, ou “cabeças”. Todos nós mandamos e obedecemos, independente de idade, gênero, religião ou ideologia. Isso garante nossa horizontalidade e a responsabilidade de cada um e de todos.
INTERNACIONALISMO: Nossa luta não é só local, mas se liga a todas as reivindicações de estudantes e trabalhadores em todo o mundo. Nossos inimigos são os mesmos em cada canto do planeta: os exploradores do povo, os latifundiários e patrões. Por isso, juntos devemos combate-los.
LUTA DA MULHER: Todos os nossos militantes passam por um debate sobre a necessidade de enfrentarmos juntos as desigualdades que a sociedade impõe às mulheres. Isso é crucial para o ingresso desses militantes, por entender que o capitalismo explora e violenta as mulheres do povo. Negar essa discussão seria um ato de apoio às mortes, torturas e estupros sofridos diariamente por elas. Defendemos a autodefesa das mulheres como forma de enfrentamento aos problemas existentes.
LUTA LGBT: Assim como as mulheres, a população LGBT é a mais explorada no capitalismo. Sofrendo variadas formas de violência causadas pela LGBTfobia (o Brasil é o país em que mais matam pessoas trans), essa população é lançada ao subemprego, necessitando da solidariedade de todas as organizações combativas. Acreditamos ser necessário avançar nessa luta, exigindo empregos com direitos garantidos e construindo junto das mulheres Comitês de Autodefesa.

PALAVRAS FINAIS

Os ricos tentam nos dividir o tempo todo. Tentam tirar nosso tempo, para que, sozinhos, não possamos ver juntos os problemas que enfrentamos. Mas é preciso resistir. Sem essa resistência, nosso presente e futuro estarão perdidos. Somos condenados a uma vida de miséria, onde um curso superior já não garante um emprego estável. Nossos pais se esforçam para nos ajudar financeiramente. Muitos estudantes trabalham sem carteira assinada, sem direito a férias, décimo terceiro, folga ou faltas. Somos usados como mão-de-obra barata. Damos lucros imensos aos patrões, e quase sempre pensamos em abandonar o curso para ganhar algum dinheiro. Já é hora de dar um basta em toda essa situação. Não podemos tolerar mais! Convidamos todos os estudantes da UFPI, que desejam uma educação pública, gratuita e de qualidade a participarem do Coletivo Autonomia e Luta. Juntos somos mais fortes, e só assim venceremos!

IR AO COMBATE SEM TEMER!
OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

É BARRICADA, GREVE GERAL,
AÇÃO DIRETA QUE DERRUBA O CAPITAL!

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[PI] Cine-Debate: Educação e Luta de Classes

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O Coletivo Autonomia e Luta, Filiado à Rede Estudantil Classista e Combativa, convida estudantes, trabalhadoras e trabalhadores para participarem da primeira atividade do Grupo de Estudos Primeiro de Maio.

Realizaremos um cine-debate com o tema “Educação e Luta de Classes”, através do documentário “Un Poquito de tanta verdad”, retratando o combate travado pelo povo de Oaxaca (México) na busca por uma melhor educação. Durante a atividade, além do debate, serviremos um café a todos os presentes.

A atividade será realizada dia 05 de Maio, um sábado, a partir das 09h da manhã, na sala 705 da UFPI de Parnaíba.

CONVIDE SEUS AMIGOS E PARTICIPE!

PARA NÃO ESQUECER:

Atividade: Cine-debate sobre Educação e Luta de Classes
Data: 05 de Maio (Sábado)
Local: Sala 705 da UFPI de Parnaíba
Horário: 09h

[RECC-PI] Dia Internacional da Mulher Trabalhadora (Coletivo Autonomia e Luta, UFPI/Parnaíba)

Nós do Coletivo Autonomia e Luta (CAL-UFPI/Parnaíba), filiado à RECC/FOB, convidamos todas e todos para nossa atividade referente ao Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, para discutir os problemas enfrentados pelas mulheres do povo e pensarmos juntos formas de luta e resistência que garantam a vida, a dignidade, trabalho e direitos para mulheres. O evento acontecerá dia 08 de Março de 2018, uma quinta-feira, a partir das 18h na quadra da UFPI de Parnaíba. Convide seus amigos, participe!

DEBATES:
MATEMÁTICA/UFPI – A luta da mulher e a luta de classes;
SERVIÇO SOCIAL – Violência contra a mulher;
PSICOLOGIA/UFPI – Universidade e Assédio contra mulheres.

Apoio: Comitê de Propaganda da RECC no Piauí

A LUTA DA MULHER É A LUTA DO POVO
A LUTA DO POVO É A LUTA DA MULHER!
IR AO COMBATE SEM TEMER! OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

Dia Internacional da Mulher Trabalhadora Rede Estudantil Classista e Combativa Federação das organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil Coletivo Autonomia e Luta UFPI Parn

Evento no Facebook: aqui