[FOB-DF] Ações Diretas, Já! Combater o ajuste fiscal e a ilusão eleitoral!

por Fórum de Oposições pela Base, seção DF/Entorno

Protesto durante Greve Geral de 28 de Abril, Rio de Janeiro

AÇÕES DIRETAS, JÁ!
COMBATER O AJUSTE FISCAL E A ILUSÃO ELEITORAL!

Comunicado FOB-DF, nº 5 | http://www.lutafob.wordpress.com | 24/05/17

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  1. BARRAR A REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NEOLIBERAL!

A crise política no Brasil está ligada aos interesses econômicos da burguesia e a disputa interna entre suas frações pelo poder estatal. PT, PMDB e PSDB representam distintas frações, mas todos agem por um ajuste fiscal ao seu modo, operando quase sempre o mesmo esquema de propinas e corrupção junto às empresas. O centro de convergência dos capitalistas é a aprovação das Reformas Neoliberais que ampliam seus lucros na base do aumento da nossa exploração: combate-las com toda nossa energia é a pauta para unir os trabalhadores.

  1. ABAIXO O TERRORISMO DE ESTADO!

Durante Greve Geral de 28A, táticas de autodefesa são utilizadas no Rio de Janeiro [foto] e várias cidades do Brasil

As violências política, jurídica e militar aumentam a cada dia para manter a ordem capitalista e suas tramoias. Os governos do PT são também responsáveis por isso: UPPs, “Lei Antiterrorismo”, Força Nacional etc. Não podemos lutar contra as Reformas sem denunciar os conciliadores e promotores deste terror de Estado. A hora é de preparar as TÁTICAS DE AUTODEFESA DE MASSAS para as greves e atos, a partir de cada base sindical e do movimento estudantil e popular.

  1. CONSTRUIR UMA GREVE GERAL INSSURRECIONAL E O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!

Temer deve cair pela força popular, mas não basta derrubá-lo. Nenhuma substituição nos cargos de Estado vai barrar a ofensiva do capital. O Estado está casado com o poder econômico, e somente a luta do povo vigorosa e independente destas elites partidárias e empresariais pode barrar as Reformas. A Greve Geral do dia 28A foi um ensaio defensivo: é preciso avançar para uma GREVE GERAL OFENSIVA. Colocar a burguesia em cheque, e não reivindicar novas eleições, um jogo comprovadamente controlado por propinas e traições. Temos uma crise da classe dominante no Brasil. Nossa tarefa histórica não é “estabilizar” sua ordem, mas sim desestabilizar seu poder, criando fissuras para sua superação.

CONSTRUIR O AUTOGOVERNO DA CLASSE TRABALHADORA!
IR AO COMBATE SEM TEMER! TODO O PODER AO POVO!


 

Leia os Comunicados do FOB-DF:

 

 

 

A greve geral do 28-A e suas lições

A greve geral do 28

A greve geral do 28-A e suas lições:

É preciso avançar na organização autônoma para derrotar as reformas neoliberais e o terrorismo de Estado

O dia 28 de Abril, dia da Greve Geral, foi um dia histórico para a classe trabalhadora brasileira. Esse dia explicitou, em termos nacionais, que a classe trabalhadora começa a se libertar das amarras da burocracia sindical e confrontar de forma efetiva o Estado. Começa a se libertar também da letargia. Essa reação, feita pela ação direta, sob a forma de piquetes e barricadas, foi fundamental.

A ação direta, realizada pelas categorias, foi determinante para colocar a luta de classes em novo patamar. A greve geral provocou um prejuízo de cinco bilhões em todo o Brasil, segundo as associações empresariais. Isso mostra que a greve tem um grande poder de pressão. O poder de afetar o capital. Mas é preciso aprender as lições claramente. Porém essa ação é insuficiente. Por isso é preciso compreender como essa luta se dá e como é preciso trava-la. Pois apesar de existir uma tendência, ela não é inevitável. Cabe às minorias ativas elevarem o patamar organizativo

1 – Terrorismo de Estado no Rio de Janeiro: laboratório da política nacional

O Rio de Janeiro está sendo um laboratório da política de reformas e ataques da burguesia comandados pela quadrilha do PMDB. No dia 28 de Abril não foi diferente. O terrorismo de Estado é o método escolhido para lidar com movimentos de massa. A questão social é, de agora em diante, e mais uma vez, caso de polícia.

O dia 28 de Abril foi marcado por três tipos de ato: 1) os piquetes e bloqueios de rodovia e sistema de transporte, realizados por diferentes categorias; 2) a Marcha combativa, com concentração na Alerj; 3) o “Ato Show”, agendado para Cinelândia pelas centrais sindicais.

  Esses três tipos de ato foram resultado da luta de classes dentro do movimento sindical e popular, de que falaremos abaixo. Mas a ação do Estado, sua lógica de repressão, indica um ponto fundamental da conjuntura.

Vivemos sob um regime de terrorismo de Estado. Esse terrorismo de Estado manifesto, construído com apoio do PT e do reformismo nos últimos anos, sempre foi visível nas favelas e periferias urbanas e no campo. Mas agora ele alcançou parcela da classe trabalhadora “protegida”.

 Ficou claro, para todos os ingênuos e indecisos, a polícia atacou uma multidão na Alerj, por volta das 16h, com uma guerra química indiscriminada. Foi um ataque covarde. A manifestação foi atacada pelas costas, quando se dirigia para a candelária. Caiu o mito, de uma vez por todas, de que a polícia “reage” a uma violência de minorias. Ou que qualquer ato isolado explique a violência policial.

Milhares de pessoas foram encurraladas com as armas químicas. Pessoas caiam sufocadas, foram pisoteadas, atingidas na cabeça por bombadas lançadas fumegantes. Só não foi pior porque uma rápida resistência se organizou. A manifestação seguiu combativa. Não foi completamente desarticulada. Ao contrário, a marcha seguiu com a fúria e o senso de unidade que somente a injustiça e opressão é capaz de produzir tão rapidamente. A perseguição e covardia policial não parou. Os manifestantes foram resistindo e se reagrupando. Blindados e motocicletas da polícia disparavam bombas e balas de borracha. Essa resistência, que se prolongou por todo o trajeto, impediu que a polícia chegasse à Cinelândia ainda mais rápido.

Outro episódio: o “Ato Show”, que tinha um palanque armado na Cinelândia, foi atacada covardemente. Milhares de pessoas, despreparadas, devemos dizer, apáticas, assistiam de longe uma repressão brutal como se não tivesse nada a ver com elas. É preciso uma autocrítica profunda de quem, ouvindo o barulho de bombas e vendo uma repressão generalizada, alimenta a ilusão de que não será atingido por ela. Obviamente, a polícia dispersou com violência. Os apelos realizados pelos deputados e burocratas apenas se tornaram patéticos, mostrando que a violência da polícia é uma política de Estado.

O terrorismo de Estado se espalhou pelas ruas. A polícia atirou contra bares e restaurantes, pessoas foram atingidas por bombas em lugares fechados e mesmo ruas estreitas tornaram-se câmara de gás.

A primeira lição é: o terrorismo de Estado seletivo, que vigorava no campo, nas favelas e periferias está se tornando generalizado. Se antes era possível para uma parcela da classe trabalhadora fechar os olhos para ele por não ser diretamente atingido, esse período chegou ao fim.

 As ilusões da democracia liberal foram enterradas no dia 28 de abril de 2017. Quem se apegar a tais ilusões será sepultado politicamente com elas. E permanecer na retórica de que a resistência popular é vandalismo é, efetivamente, adotar um comportamento covarde e criminoso. Vivemos um Estado de Exceção pleno. Somente uma organização séria e profunda será capaz de dar respostas a conjuntura.

2 – “Marcha combativa vs Ato Show”: a luta de classes dentro do movimento sindical e popular
A greve explicitou duas frentes de luta que já existem há tempos: 1) a luta contra a burguesia, o PMDB, e as reformas; 2) a luta contra a burocracia sindical, o reformismo e sua estratégia suicida. 

Para compreender o dia 28 de abril é preciso compreender que a greve geral não foi o resultado de uma ação das centrais sindicais. Ela foi o produto de uma contradição criada em junho de 2013: entre bases (que precisam, por necessidades econômicas defensivas, realizar ações de resistência) versus direções sindicais e burocracias (que negociam com o Estado e as classes dominantes em nome de seus próprios interesses). Essa contradição se manifesta de diferentes formas, inclusive a luta interna dentro das categorias.

A greve geral foi evitada por todos os meios pelas centrais sindicais. Ela deveria ter sido chamada há muito tempo, mas certamente desde o final do ano passado já havia condições objetivas para tal. Em março, depois do 15M, o lógico seria chamar uma greve geral para o dia 28 de março. Mas ocorreu uma total desmobilização da parte da centrais.

A estratégia das centrais sindicais era fazer uma “greve” moderada, mais um blefe. A greve geral, entretanto, foi se impondo a partir de várias categorias e o dia 28 de abril foi convocado e construído pela base. De fato, só é possível uma greve geral efetiva pela base.

No Rio de Janeiro, a política de desmobilização das centrais foi a de convocar um “Ato Show”. O Ato Show, criado pela Força Sindical, símbolo maior do sindicalismo de resultados, é uma festa e um palanque, criado para não produzir nenhum enfrentamento. Essa foi a única ação deliberada pela Plenária das Centrais Sindicais.

Mas aqui foi fundamental o surgimento de dois tipos de oposição: de sindicatos e categorias das bases das centrais, que apontaram para a realização de piquetes e bloqueios do sistema de transporte (e de outras correntes de esquerda); o papel do sindicalismo revolucionário como oposição dentro das categorias.

Foi o FOB que, denunciando há anos o papel da burocracia sindical, denunciou a política de um Ato Show, e levou para diversas categorias a proposta de realizar uma Marcha Candelária-Alerj, exatamente porque entendemos que os atos devem ser marchas combativas contra os centros de poder. Essa proposta, refletindo o estado de espírito das categorias, rapidamente ganhou adesão e arrastou diversas forças políticas.

O Ato na Alerj explicita a necessária dualidade organizacional e de poder sindical: de agora em diante, é preciso que os setores combativos se agrupem em ações autônomas ao controle das centrais sindicais. O ato da Alerj foi uma construção da classe trabalhadora combativa do Rio de Janeiro. A sua proposta surgiu da oposição sindicalista revolucionária, que interpretou corretamente o estado de espírito da massa e formulou uma correta estratégia de ação.

Mas tanto nacionalmente, como localmente, a greve geral foi vitoriosa apenas em uma das frentes: a luta contra a burocracia sindical. As oposições das bases contra as direções, e a vitória pontual e realização de uma grande marcha, no RJ, não são suficientes para ter condições de derrotar a ofensiva burguesa. Isso exige que os trabalhadores estejam mais organizados, mais preparados, mais conscientes dos problemas, mais capazes de tomar decisões.

 
3 – Amanhã vai ser maior… mas somente com estratégia organizacional autônoma e classista

A greve do dia 28 de abril esboçou uma dualidade de poder dentro do movimento sindical. O poder das bases em luta contra o poder da burocracia sindical, primeira linha de defesa do Estado. Mas é preciso que uma parcela crescente dos trabalhadores e trabalhadoras tenham consciência dessa luta, e aprofunde a sua auto-organização.

Somente com um grande poder organizacional seremos capazes de te chance de derrotar as reformas. Mas só teremos esse poder organizacional lutando contra a burocracia sindical, o espontaneísmo e individualismo. A desorganização não é só culpa da burocracia sindical. É fruto do imobilismo e individualismo.

 Por isso é preciso hoje combater nas duas frentes: lutar contra a burocracia sindical e reformista das centrais; derrubar o Governo Temer e quadrilha do PMDB. Temos por isso, no Rio de Janeiro, algumas tarefas práticas.

Primeira tarefa: organizar uma Plenária sindical, estudantil e popular autônoma: essa plenária deve ser composta por todas as categorias de trabalhadores, estudantes e movimento popular que aceitem a necessidade de lutar por meio da ação direta e da greve geral. Deve ser composta por delegados de base das categorias. Essa plenária deve articular diversos sindicatos, ser autônoma do Estado e da burocracia sindical e coordenar as ações de construção da greve geral e da resistência.

A autodefesa de massas deve ser ampliada e generalizada. Cada sindicato, cada universidade, cada movimento popular, deve organizar sua brigada de autodefesa. Devemos ter, em grandes marchas, milhares de militantes nessas brigadas. Essas brigadas de autodefesa devem estar equipadas e preparadas para deter a violência policial e apoiar o movimento de massas na sua ação ofensiva. Também devem ser organizadas equipes de primeiros socorros e de apoio logístico.

Segunda tarefa: denunciar e boicotar o Governo Temer. É preciso denunciar o Estado de Exceção e o terrorismo de Estado, e a cumplicidade de todos os partidos políticos com o mesmo. Devemos organizar dossiês e encaminhar para organizações de trabalhadores em todo mundo, conclamando ações de solidariedade contra a diplomacia brasileira, as empresas brasileiras e a burguesia brasileira. Conclamar o boicote aos produtos das empresas brasileiras e também difundir as denúncias e exigir sanções ao governo brasileiro.

Precisamos intensificar a mobilização. A greve geral de 28 de abril foi uma greve geral de advertência e organização, ou seja, defensiva. É preciso realizar outras greves defensivas e de organização nos meses de maio para culminar com uma grande greve geral ofensiva por tempo indeterminado em junho. Uma grande greve geral com marcha nacional a Brasília na semana do dia 17 de Junho.

 Por isso conclamamos todos os setores combativos a adotar essa plataforma de luta. Somente aprofundando a organização autônoma seremos capazes de resistir.

Greve Geral contra a Terceirização e as Reformas da Previdência e Trabalhista!
Organizar uma Plenária Sindical, Estudantil e Popular Autônoma!!!

CONSTRUIR O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!!
PELA LIBERDADE DE RAFAEL BRAGA!!

[FOB-DF] GREVE GERAL E 28 DE ABRIL: Barricadas e greves param a cidade mas CUT boicota ato de massas na capital federal

Bloco Autônomo em ato na esplanada (28/04/2017)

No dia 28 de abril o Distrito Federal teve seus setores econômicos mais importantes paralisados pela greve geral contra a reforma da previdência, reforma trabalhista e a terceirização. Rodoviários, metroviários, professores da rede pública e privada  (do ensino superior e básico), carteiros, bancários, operários da CAESB, e diversas outras categorias cruzaram os braços. Para conter a fúria dos trabalhadores o GDF junto ao Governo Federal preparam um esquema de guerra e estado de exceção na esplanada dos ministérios.

Na manhã do dia 28 foram levantadas barricadas em seis pontos da cidade: BR-020 (Sobradinho), EPNB, BR-070, BR-040, DF-001 (Gama), além da entrada do Aeroporto Internacional JK. Os atos foram realizados por movimentos sociais, sindicalistas, estudantes e comitês de mobilização. Essas ações no amanhecer do dia foram fundamentais. No Restante do Brasil centenas de barricadas foram erguidas e fecharam estradas, ruas e locais de trabalho. Em muitas cidades do Brasil as barricadas pela manhã foram acompanhadas por grandes manifestações pela tarde com 20 a 100 mil trabalhadores nas ruas. Continuar lendo

[DF] CORTE DE PONTO ATACA CONDIÇÕES BÁSICAS DE VIDA DOS PROFESSORES!

por Oposição de Resistência Classista (ORC), núcleo DF

Nessa sexta-feira (05/05/2017) saiu o contra cheque dos professores e professoras do DF. Estamos recebendo diversas notícias de colegas em todas as regionais que tiveram o anúncio do seu ponto cortado. A escolha de quem e de quantos dias seriam cortados ao que tudo indica foi aleatória e/ou persecutória. Mas o fato é esse: milhares de professores terão mais da metade ou quase a totalidade de seus salários cortados! Muitos professores estão relatando que receberão menos de 500,00 reais para esse mês!! A situação é dramática e indignante!!

Porém, chorar sozinho ou reclamar pelos corredores não vai resolver, esperar a resolução do TJ (como vem sendo orientado pelos diretores do Sinpro) também não! É necessário organizar a indignação contra o governo Rollemberg (PSB) e essa “justiça” que esmagam o trabalhador e impõe a fome à professores e professoras do DF! A resistência não é uma opção, é uma necessidade! Continuar lendo

[FOB] Comunicado Nacional nº6 – PARA BARRAR O AJUSTE FISCAL, CONSTRUIR A GREVE GERAL!

por Fórum de Oposições pela Base – FOB

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Comunicado Nacional do FOB, nº 06 – Abril de 2017

PARA BARRAR O AJUSTE FISCAL, CONSTRUIR A GREVE GERAL!

Nos últimos anos a classe trabalhadora tem sofrido duros golpes. O governo Temer/PSDB tem aprofundado radicalmente as medidas anti-povo iniciadas ainda no governo Dilma/PT.

Tivemos em 2015 cortes bilionários na verba para Educação, posteriormente, em 2016, a aprovação da PEC 55, que congela por 20 anos os gastos com saúde e educação, ou seja, são duas décadas com congelamento de salários e sem investimentos nas estruturas de escolas e hospitais, que já são precárias. Ainda neste ano foi sancionada a reforma do ensino médio, que precariza ainda mais o professor e reafirma à escola um caráter de produção de mão-de-obra para o mercado capitalista. Em 2017, os golpes continuaram com a Lei da Terceirização, que permite empresas e órgãos públicos contratarem funcionários terceirizados em caráter temporário para toda as atividades realizadas na empresa/órgão. A terceirização é a extrema precarização do trabalho, pois o funcionário terceirizado ganha menos e trabalha mais, esta mais suscetível a assédios devido à fragilidade da sua relação trabalhista, segundo a lei os contratos de terceirização só podem durar 09 meses, ou seja, o contrato temporário retira do trabalhador a possibilidade de estabilidade e planejamento financeiro.

Ainda estão sendo orquestrados mais ataques como a MEGAReforma da Previdência que ao aumentar a contribuição previdenciária para 49 anos retira a possibilidade de aposentadoria, decreta, literalmente, que o trabalhador irá trabalhar até morrer. Está também por vir a Reforma Trabalhista, chamada pelos políticos de “modernização das leis trabalhistas” é na verdade a flexibilização das leis trabalhistas, de forma que os empregadores possam aumentar o seu poder de exploração do trabalhador. A CLT será rasgada.

Em todas essas medidas o governo alega que os direitos do povo são onerosos ao Estado e por isso é preciso “economizar nos gastos públicos” para superar a crise. O governo quer que nós paguemos pela crise dos ricos. Mas, ao mesmo tempo que nossos direitos são roubados, os bancos triplicam sua margem de lucro, e o governo perdoa uma divida bilionárias, como por exemplo, a de 25bilhões de reais do banco Itaú.

Frente a todos esses ataques, as centrais sindicais CUT, Conlutas, CTB etc, todas dentro da lógica reformista e eleitoreira do Estado, convocam paralisações de um dia, as nomeando de “Greve Geral”. Essas paralisações demonstram que a intenção dessas centrais não é barrar as reformas neoliberais, mas desgastar o governo Temer para cavar um espaço na disputa eleitoral e para criar terreno para um possível retorno de Lula nas eleições de 2018.

O Fórum de Oposições pela Base não considera que a Greve Geral seja um mecanismo que dura apenas um dia, e nem é um processo construído de um dia para o outro, muito menos deva servir para interesses eleitoreiros. A Greve Geral é a demonstração da força organizativa dos trabalhadores, é a paralisação total e completa da economia: todo sistema de produção, de circulação, de comércio e serviços, tanto no campo quanto na cidade, dos setores públicos e privados.

Para efetivar a Greve Geral, precisamos construir experiências de unidade do povo e condições reais: assembleias comuns nos locais de trabalho que reúnam categorias representadas por sindicatos diferentes; marchas unificadas; seminários de formação política; criação de fundos de Greve; greves parciais; agitação e propaganda; ocupação de órgãos públicos e empresas; criação de mecanismos de autodefesa contra a repressão, e outros.

O Fórum de Oposições pela base (FOB) acredita que só a classe trabalhadora pode, com sua força organizada, barrar os ataques do Estado burguês. Para tanto, é preciso superar as burocracias sindicais e construir verdadeiramente a greve geral. O FOB se coloca como instrumento desta construção, e chamamos toda classe trabalhadora e juventude deste país a unir nossos esforços na luta organizada e combativa contra o ajuste fiscal. 

CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA, GREVE GERAL JÁ!

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[ORC-DF] NÃO RECUAR! Derrotar o GDF com a força das ruas!

CLIQUE NA IMAGEM PARA BAIXAR O PANFLETO EM PDF

por Oposição de Resistência Classista – ORC, filiada ao FOB

A greve deve continuar. Esse é o primeiro ponto a ser defendido por aqueles que prezam pela unidade. E mais, a nossa greve deve adotar métodos de ação mais contundentes e radicais. Esses são os primeiros pontos de unidade porque essa é a determinação coletiva da nossa categoria. O papel de cada professor e professora, de cada membro do comando de greve, é construirmos os meios para transformar essa determinação em prática, em um calendário de mobilização, atos de rua e pressão real sobre o governo Rollemberg.

SER RESPONSÁVEL É DEFENDER A RADICALIZAÇÃO

Muitos diretores do Sinpro enchem a boca para tachar de “irresponsáveis” aqueles que defendem a continuidade da greve e a radicalização das ações. Querem aparecer como “prudentes” e “conciliadores”. Representam, no entanto, um velho sindicalismo que está condenado a morte. Não por que nós estamos dizendo, mas porque na prática não cumprem mais as tarefas que a situação social e política coloca para o nosso movimento. São incapazes de se elevar (para além da fraseologia oca) às necessidades do momento. O GDF está usando novas táticas, não é possível travarmos essa batalha com as velhas armas.

Ao nos mantermos pacíficos fazemos o jogo do GDF. Isso está claro: não ganharemos demonstrando uma atitude “dócil” e “legalista” frente as mesas de enrolação. Estamos em um cabo de guerra, e cada vez que afrouxamos a corda, com a ilusão que o inimigo também ceda, mais ele tem nos puxado. Só ganharemos esse cabo de guerra com a firme decisão de derrubar o inimigo.

Além disso, está claro que o Rollemberg não quer acabar apenas com a nossa categoria, mas ameaça todos os movimentos populares e sindicais do DF. Temos uma grande responsabilidade de não apenas aprofundar a radicalização, mas criar os meios de massificar as ações, extrapolando os limites corporativos, atraindo a comunidade escolar e outras categorias para o diálogo e para as ruas: através de Plenárias abertas nos bairros e escolas, e Grandes Atos pela Educação. Chamar a responsabilidade de todos e todas!

E isso não pode ser apostando que “figuras notáveis” (bispos, reitores, políticos, etc) irão resolver nosso problema. Ter apoio de personalidades públicas não é algo ruim, mas não devemos superdimensionar seu papel, nem servir de palanque para políticos oportunistas. Devemos confiar e preparar a nossa força coletiva, baseada na ação direta, que é a nossa única certeza de vitória hoje e a preparação de uma nova prática para os enfrentamentos futuros.

Por isso foi importante a última Assembleia Geral (06/04) negar a proposta de acampamento na Praça do Buriti. Um acampamento centralizaria as ações da greve com uma tática de baixíssimo poder de pressão, levando ao desgaste e desmobilização. Outra crítica que devemos fazer é as vigílias, que tem atropelado os calendários e proposto uma ação passiva e inócua de espera pelos “resultados” das mesas de enrolação.

Os próximos calendários da greve devem corresponder as expectativas de radicalização da base. E quando dizemos isso, devemos antever duas posições oportunistas: 1) Aqueles que acreditam que devemos fazer alguma ação desesperada e mal preparada, para lançar os professores como vítimas na opinião pública, e assim acabar com a greve; 2) Aqueles que irão colocar qualquer fechamento de rua como algo inatingível, “apenas no final de greve”, “é muito perigoso”, e ao primeiro sinal defender o fim da greve.

Contra essas duas posições, nós devemos opor a concepção de que o nosso movimento grevista possui uma potencialidade grande, mas que vem sendo mal utilizada. Devemos construir um calendário consistente de radicalização nas ruas (combinando ações descentralizadas e grandes atos unificados), bem como ocupações de órgãos públicos por tempo indeterminado, e a convocação da comunidade e outras categorias para as ações. A concepção deve ser de uma construção estratégica de curto e médio prazo.

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[ORC-DF] Chega de ilusão, é hora de ação!

Bloco autônomo e combativo durante a assembleia geral e protesto dos professores. (04/04/2017)

Para baixar o panfleto em PDF, clique aqui.

O governo de Rollemberg/PSB vinha ignorando a greve dos professores desde que se iniciou. A mídia se manteve igualmente calada. Porém, no sábado (25/3) durante o aniversário da Ceilândia o quadro mudou: os professores ocuparam o desfile proclamando palavras de ordem contra o governador que estava presente no evento. Nesse mesmo dia, o governador constrangido pelo ato e demonstrando sua infantilidade política, entrou com uma ação para decretar a justa greve como ilegal! Ou seja, de um dia para o outro a greve passou de inexistente, para ilegal [sic].

A PEQUENA POLÍTICA DO SINPRO/CUT E AS TAREFAS DA LUTA

Ao contrário da linha dada pelo Sinpro/CUT o objetivo do nosso movimento não é negociar com o Governador, mas sim conquistar a isonomia salarial prevista na meta 17 e barrar a reforma da previdência. A diretoria do Sinpro (que é majoritária no comando de greve) insiste em inverter a ordem das coisas: a negociação não é um fim em si mesmo, só se negocia com o governo se ele tiver propostas, e só se arranca propostas com mobilização de massas.

Além disso, o Sinpro/CUT acredita que devemos ceder à chantagem do governo e da mídia e desocupar as ruas “para melhorar a negociação”. Ora! Mas não foi ocupando as ruas e na greve que pressionamos o governo? Por um acaso acreditamos que teremos conquistas fazendo o jogo do governo? Seguindo essa lógica da ideologia burguesa, o Sinpro incorreu em um erro brutal, pois desmarcou um ato em Taguatinga aprovado pela assembleia geral, modificando através de uma reunião do comando de greve, a decisão soberana da categoria. Além de um erro estatutário, pois mais uma vez atropela nossa instância máxima de deliberação, é também um erro tático gravíssimo! Ao aceitarmos a regra do governo e recuarmos da rua, nos desmobilizamos. Temos que entender que não ganharemos essa guerra jogando nas regras do inimigo!! Continuar lendo