[FAT] Estudantes e Aparecida de Goiânia se levantam

Por FEDERAÇÃO AUTÔNOMA DOS TRABALHADORES – FAT

Ontem (18/02), no IFG de Aparecida, alunos organizaram uma grande assembleia para discutir e deliberar mobilizações em defesa da educação pública de qualidade no estado.

A assembleia contou com a presença de diversos alunos das escolas estaduais da região.

De ontem para hoje, esses mesmos alunos articularam-se entre si, paralisaram seus colégios e seguem, agora, num grande ato em Aparecida de Goiânia.

Além de apoio aos professores, que muitas vezes não se posicionam por medo de perseguição em seus locais de trabalho (ou por não serem efetivos, como a maioria dos professores de contrato), os estudantes lutam também por:

– melhorias em suas escolas (que se encontram totalmente sucateadas, algumas sem professores outras sem, até mesmo, cadeiras para sentar),

– contra o fechamento de escolas (o que faz com que alunos migrem para colégios longe de suas casas, tendo que desembolsar rios de dinheiro para se deslocar grandes distâncias)

– pela manutenção do passe livre geral e irrestrito (agora, com o anúncio dos cortes do passe, estão ameaçados até mesmo de não conseguirem se deslocar para suas aulas).

Esses mesmos alunos convocam para uma grande manifestação amanhã, dia 20, as 13h na Praça Matriz, em Aparecida de Goiânia.

Hoje foi grande, amanhã vai ser enorme. Os estudantes já mandaram o recado. Se a situação não mudar, O ESTADO INTEIRO VAI PARAR.

Estudantes FAT

Anúncios

[FAT-GO] POR UMA GREVE CLASSISTA E COMBATIVA NA REDE ESTADUAL DE GOIÁS!

Por Federação Autônoma dos Trabalhadores (FAT), filiada à FOB.

O governo de Goiás segue sua política de ataques contra a população. O “novo episódio” é o não pagamento dos salários do mês de dezembro para os servidores estaduais. A sem-vergonhice estatal é enorme, propondo parcelamento dos salários e pedindo para que farmácias e mercados façam “fiado” aos trabalhadores. Um absurdo atrás do outro, considerando que nos locais de trabalho existe acúmulo de funções, cobranças constantes e o trabalho não é feito em “parcelas”.

Um dos setores mobilizados é o da educação. As categorias seguem paralisadas, mesmo diante das pressões do governo e das posturas recuadas e entreguistas do SINTEGO. Prova disso é a relação do sindicato com os trabalhadores contratados/temporários, que estão sofrendo perseguições e ameaças de demissão. O SINTEGO reforça que esses trabalhadores não são de sua responsabilidade, que não existe política para protegê-los e que as medidas de demissão vão ocorrer de qualquer jeito. Absurdo!

Um dos pontos fundamentais de qualquer mobilização política é a garantia de não retaliação daqueles que lutam. Reivindicar o pagamento imediato e combater a perseguição contra os trabalhadores são pautas indissociáveis. Por isso é importante romper com as posições da burocracia sindical e reforçar os laços de solidariedade e luta entre os trabalhadores da educação. Ou seja, construir a greve na rede estadual pelo pagamento imediato do mês de dezembro, retorno do auxílio-alimentação, não retaliação dos trabalhadores, entre outros. Sem ilusões com a institucionalidade e suas falsas promessas. Só um movimento classista e combativo é capaz de garantir vitórias.

PELO PAGAMENTO IMEDIATO DOS SALÁRIOS E RETORNO DO AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO

CONTRA AS PERSEGUIÇÕES AOS TRABALHADORES

FORA SINTEGO PELEGO!

PARA A BARRAR A PRECARIZAÇÃO E GREVE NA EDUCAÇÃO!

[Goiás] Surge a Federação Autônoma dos Trabalhadores (FAT)!

Reproduzimos abaixo o manifesto de fundação da Federação Autônoma dos Trabalhadores (FAT) em Goiás.

Mais informações: https://federacaoautonoma.wordpress.com

Emailfederacaoautonoma@gmail.com

PELA FEDERAÇÃO AUTÔNOMA DOS TRABALHADORES

Neste ano de 2017, um grupo de trabalhadores pobres de diferentes ofícios começou a se reunir, a discutir e a pensar formas de lutarmos contra a exploração que sofremos.

Somos catadores de recicláveis, garçons, professores de contrato temporário, porteiros, jardineiros e estudantes pobres.

Nossa união começou a dar forma ao objetivo de criar uma grande união dos trabalhadores pobres de Goiás, que chamamos agora de Federação Autônoma dos Trabalhadores (FAT).

Nossa vida sempre foi de dificuldades, de opressão e de exploração. Nos últimos anos, com a crise econômica e com os ataques do governo, ela tem se tornado ainda pior. Continuar lendo

[GO] FORMAÇÃO SOBRE O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO

O Coletivo Pedagogia em Luta – UFG e o Coletivo Tempo de Luta – História UFG que compõem a OCCA / UFG Oposição Classista Combativa e Autonôma fizeram nesta última semana uma formação histórica sobre o Sindicalismo Revolucionário, desde a Associação Internacional dos Trabalhadores até a Confederação Operária Brasileira na Primeira República.

A formação teve caráter mais restrito, contando com a presença de um companheiro do DF e um secundarista. O objetivo da formação é elucidar e aperfeiçoar a teoria e a prática das formas de luta mais avançadas que surgiram no seio do proletariado, de resistência e solidariedade de classe, extremamente necessários no contexto atual de Ajustes Fiscais e ataques deliberados à classe trabalhadora, em especial a fração do proletariado marginal, que são os que mais necessitam de formas eficientes e combativas de organização.

Desta forma, o Movimento Estudantil dos filhos e filhas da classe trabalhadora deve agir de forma conjunta com o movimento classista e combativo sindical e popular, na busca por vitórias contra o Estado e os capitalistas pela construção de uma nova sociedade. Como a ação deve orientar a teoria e a teoria aperfeiçoar a ação, é fundamental o estudo e a formulação prática do Sindicalismo Revolucionário.

LUTAR PARA ESTUDAR, ESTUDAR PARA LUTAR!
AVANTE O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!

[RECC-GO] CONTRA O GENOCÍDIO DO POVO NEGRO : AUTONOMIA E COMBATIVIDADE

bolhas-1.png

O processo de colonização na América é marcado pelo extermínio e escravidão dos povos indígenas e do povo preto. Embora o sistema escravista seja anterior ao capitalismo, este último se apropria e se mantêm também pelo racismo, de modo que o Estado – instância máxima de controle de uma classe sobre a outra – é uma máquina de encarceramento e assassinato do povo preto, através do sistema penal e do seu aparato policial, respectivamente.

De forma ilusória, alimenta-se o mito da democracia racial como se não houvesse em curso, como política de Estado, um verdadeiro apartheid – desde a organização urbana (favelas vs bairros nobres) à composição da população nos presídios. Mesmo diante de medidas de governo como a criação do Ministério de Promoção da Igualdade Racial em 2008 pelo governo Lula (PT), o povo preto continua a ser aquele que compõe as estatísticas de maiores vítimas de assassinatos, resultado também das ações do próprio PT que, no mesmo ano, legitimou a intervenção militar nas favelas do Rio de Janeiro implantando as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP’s) que vem promovendo um verdadeiro Estado de exceção, massacrando os moradores das comunidades ao ponto de assassinar e desaparecer com os corpos – Cadê o Amarildo?

Apesar dos mais de 500 anos de violência no cotidiano desses povos, desde a privação de direitos básicos como moradia ao assassinato de um jovem preto a cada 20 minutos, a resistência e combatividade se faz presente, pois não é uma opção mas sim uma condição para manter-se vivo.

Lutar contra a violência do Estado racista e burguês sem buscar conquistá-lo mas sim destruí-lo, a partir da construção e fortalecimento da autoorganização popular nos bairros, comunidades, escolas/universidades, nos locais de trabalho. Sem ilusões com os governos de direita e da esquerda institucional para garantia de direitos, pois não há como ocupar cargos para gerir o Estado que encarcera e assassina o povo preto sem legitimar o genocídio contra esse povo.

CONTRA O GENOCÍDIO DO POVO PRETO: AUTONOMIA E COMBATIVIDADE

NEM GERIR, NEM ESTREMECER A CASA GRANDE MAS  DESTRUÍ-LA !

NEGRAS E NEGROS NA LINHA DE FRENTE POR SUA EMANCIPAÇÃO !

[RECC-GO] Solidariedade para combater o machismo

por Oposição CCA ao DCE-UGF

feminismoA Oposição Classista Combativa e Autônoma ao DCE da Universidade Federal de Goiás (OCCA/UFG) vem por meio desta nota, com muito pesar e revolta, tornar público nossa solidariedade a adolescente de 16 anos estuprada por 33 homens, a qual além de toda violência sexual sofrida foi humilhada ao ter vídeos e fotos do estupro divulgados na internet por seus agressores.

Durante essa mesma semana (22 a 28 de maio), outros casos de violência contra mulheres foram publicizado – uma jovem de 21 anos foi encontrada morta e queimada da cintura pra baixo e uma estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que no ano passado foi vítima de estupro por outro estudante da instituição, suicidou-se. Antemão, também tornamos pública nossa solidariedade à família e amigas das vítimas.

Nesta mesma semana, circulou pelas redes sociais da UFG uma tabela referente ao “InterUFG” onde apresentava pontuações que claramente incentivava a objetificação das mulheres e além da expressão machista,   o racismo e  a transfobia.

Ao nos depararmos com essas notícias fica evidente que não são meras coincidências, mas sim a expressão do cotidiano de violências que as mulheres estão submetidas – desde os assédios nas ruas à morte – e isto, torna-se ainda mais expressivo quando se trata das mulheres da classe trabalhadora, pois são elas quem são exploradas em casa e nos ambientes de trabalho; são elas que choram a morte dos seus filhos e filhas assassinados/as pelo Estado por estes/as são negros(as) e pobres; são elas que dividem o tempo de estudo com o trabalho ; são elas submetidas as péssimas condições de trabalho; são elas submetidas a prostituição; são elas assediadas moral e sexualmente nos seus locais de trabalho e que se mantêm ali porque precisam sobreviver e ajudar no sustento da família , são elas quem são despejadas de suas casas para que aquele lugar dê espaço a prédios para os megaeventos, são elas que veem pistoleiros/fazendeiros matando toda sua aldeia; são elas que precisam deixar seus filhos/as sozinhos para cuidar dos filhos da patroa; são elas que enfrentam horas na fila e precisam brigar por um vaga para matricular o/a filho(a) na creche ou na escola e mais outras incontáveis situações nas quais as mulheres do povo vivem todos os dias.

O racismo e o machismo são opressões de fundamental importância para manter a sociedade de classes, tal como é a que vivemos – sociedade capitalista, de modo que a conjunção dessas opressões toma forma ainda mais extrema e violenta quando somada ao desamparo institucional – o Estado mata e encarcera negros e negras pobres, da periferia, das favelas; zomba quando as vítimas de violência doméstica vão prestar queixa; encaminha a retirada de direito ao nome social das travestis e trans.

Adicionado a isso, os homens da classe trabalhadora violentam as mulheres de sua própria classe – isto é um erro! é uma monstruosidade ! Dispensamos e combatemos a exploração e violação dos nossos corpos e a precarização das nossas condições de vida. Cada homem do povo, que é machista e agressor está colaborando com a exploração de sua própria gente, sendo assim inimigo de sua classe.

Todavia, cada homem pode se unir as mulheres no combate ao machismo, tendo humildade para ouvir as mulheres, se colocando a disposição para aprender com elas e respeitá-las, revendo posturas machistas e intervindo junto a outros homens não se acovardando, mas sim lutando para combater aquilo que nos mata !

Sem ilusão de que podemos depender do Estado racista, machista e lgbtfóbico, é urgente para nós, mulheres do povo, nos organizarmos e construirmos a autodefesa, pois o Estado é a genuína expressão de controle de uma classe sobre a outra e serve aos interesses dos inimigos do povo. Precisamos lutar por nossos direitos, pois eles não são migalhas, não esquecendo que somente nós podemos conquistar nossa própria liberdade.

Precisamos popularizar iniciativas de construção de comitês de autodefesa e nos protegermos das violências cotidianas e todas suas expressões, munidas com combatividade e solidariedade de classe – nos organizamos ou morremos!

O MACHISMO, O RACISMO E A EXPLORAÇÃO PELOS PARASITAS DO POVO NOS MATA TODO DIA !
MULHERES NA LINHA DE FRENTE CONTRA O MACHISMO E PELA EMANCIPAÇÃO DO POVO!

[RECC-GO] Repressão em Goiás: seguimos resistindo. O Caldeirão Ferve!!!

por Oposição CCA – Classista, Combativa e Autônoma ao DCE da UFG, seção Goiânia (Filiada à RECC/FOB)

A luta pela educação

Desde o meio do ano de 2015 em Goiás, vem-se desenrolando uma luta em defesa da educação pública. O governador Marconi Perillo (PSDB) manifestou interesse de repassar a administração de escolas públicas as  organizações sociais e algumas escolas para a polícia militar poder gerir, atitudes que não resolveria e nem resolverá em nada os atuais problemas enfrentados pela educação pública. Frente a esses ataques secundaristas,professores da rede pública, estudantes e professores universitários e apoiadores se organizaram para resistir. Os métodos de resistência escolhidos variaram desde tentativas de diálogo com o governo até ocupações de escolas e prédio administrativo do Estado (Secretaria de Educação Cultura e Esporte-SEDUCE). Para tentar acabar com o movimento de resistência o governador utilizou de duas táticas: Uma criminosa, que foi o rompimento do duto de gás de uma escola feito por um possível policial a paisana (P2), a outra legal, mas não menos nociva, colocando a PM para fazer terror psicológico nas escolas ocupadas e alem disso, notando que mesmo com o terror planejado os estudantes não arregariam, a mando do governador policias do seviço de inteligência da PM invadiram algumas escolas expulsando os alunos, a maioria menor de idade, de dentro da escola na base da porrada. Um fato mais recente da truculência exercida pelo estado contra aqueles que lutam foi a desocupação da SEDUCE no dia 15 de fevereiro , que foi feita de maneira teatral pelas tropas de elite da PM (BOPE,GRAER e CHOQUE) com direito a discurso hipócrita de tenente coronel do choque no momento da prisão. Na desocupação 31 pessoas foram presas, desde secundaristas menores de idade ate um professor doutor da Universidade Federal de Goiás (UFG). Continuar lendo