[GO] FORMAÇÃO SOBRE O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO

O Coletivo Pedagogia em Luta – UFG e o Coletivo Tempo de Luta – História UFG que compõem a OCCA / UFG Oposição Classista Combativa e Autonôma fizeram nesta última semana uma formação histórica sobre o Sindicalismo Revolucionário, desde a Associação Internacional dos Trabalhadores até a Confederação Operária Brasileira na Primeira República.

A formação teve caráter mais restrito, contando com a presença de um companheiro do DF e um secundarista. O objetivo da formação é elucidar e aperfeiçoar a teoria e a prática das formas de luta mais avançadas que surgiram no seio do proletariado, de resistência e solidariedade de classe, extremamente necessários no contexto atual de Ajustes Fiscais e ataques deliberados à classe trabalhadora, em especial a fração do proletariado marginal, que são os que mais necessitam de formas eficientes e combativas de organização.

Desta forma, o Movimento Estudantil dos filhos e filhas da classe trabalhadora deve agir de forma conjunta com o movimento classista e combativo sindical e popular, na busca por vitórias contra o Estado e os capitalistas pela construção de uma nova sociedade. Como a ação deve orientar a teoria e a teoria aperfeiçoar a ação, é fundamental o estudo e a formulação prática do Sindicalismo Revolucionário.

LUTAR PARA ESTUDAR, ESTUDAR PARA LUTAR!
AVANTE O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!

[RECC-GO] CONTRA O GENOCÍDIO DO POVO NEGRO : AUTONOMIA E COMBATIVIDADE

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O processo de colonização na América é marcado pelo extermínio e escravidão dos povos indígenas e do povo preto. Embora o sistema escravista seja anterior ao capitalismo, este último se apropria e se mantêm também pelo racismo, de modo que o Estado – instância máxima de controle de uma classe sobre a outra – é uma máquina de encarceramento e assassinato do povo preto, através do sistema penal e do seu aparato policial, respectivamente.

De forma ilusória, alimenta-se o mito da democracia racial como se não houvesse em curso, como política de Estado, um verdadeiro apartheid – desde a organização urbana (favelas vs bairros nobres) à composição da população nos presídios. Mesmo diante de medidas de governo como a criação do Ministério de Promoção da Igualdade Racial em 2008 pelo governo Lula (PT), o povo preto continua a ser aquele que compõe as estatísticas de maiores vítimas de assassinatos, resultado também das ações do próprio PT que, no mesmo ano, legitimou a intervenção militar nas favelas do Rio de Janeiro implantando as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP’s) que vem promovendo um verdadeiro Estado de exceção, massacrando os moradores das comunidades ao ponto de assassinar e desaparecer com os corpos – Cadê o Amarildo?

Apesar dos mais de 500 anos de violência no cotidiano desses povos, desde a privação de direitos básicos como moradia ao assassinato de um jovem preto a cada 20 minutos, a resistência e combatividade se faz presente, pois não é uma opção mas sim uma condição para manter-se vivo.

Lutar contra a violência do Estado racista e burguês sem buscar conquistá-lo mas sim destruí-lo, a partir da construção e fortalecimento da autoorganização popular nos bairros, comunidades, escolas/universidades, nos locais de trabalho. Sem ilusões com os governos de direita e da esquerda institucional para garantia de direitos, pois não há como ocupar cargos para gerir o Estado que encarcera e assassina o povo preto sem legitimar o genocídio contra esse povo.

CONTRA O GENOCÍDIO DO POVO PRETO: AUTONOMIA E COMBATIVIDADE

NEM GERIR, NEM ESTREMECER A CASA GRANDE MAS  DESTRUÍ-LA !

NEGRAS E NEGROS NA LINHA DE FRENTE POR SUA EMANCIPAÇÃO !

[RECC-GO] Solidariedade para combater o machismo

por Oposição CCA ao DCE-UGF

feminismoA Oposição Classista Combativa e Autônoma ao DCE da Universidade Federal de Goiás (OCCA/UFG) vem por meio desta nota, com muito pesar e revolta, tornar público nossa solidariedade a adolescente de 16 anos estuprada por 33 homens, a qual além de toda violência sexual sofrida foi humilhada ao ter vídeos e fotos do estupro divulgados na internet por seus agressores.

Durante essa mesma semana (22 a 28 de maio), outros casos de violência contra mulheres foram publicizado – uma jovem de 21 anos foi encontrada morta e queimada da cintura pra baixo e uma estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que no ano passado foi vítima de estupro por outro estudante da instituição, suicidou-se. Antemão, também tornamos pública nossa solidariedade à família e amigas das vítimas.

Nesta mesma semana, circulou pelas redes sociais da UFG uma tabela referente ao “InterUFG” onde apresentava pontuações que claramente incentivava a objetificação das mulheres e além da expressão machista,   o racismo e  a transfobia.

Ao nos depararmos com essas notícias fica evidente que não são meras coincidências, mas sim a expressão do cotidiano de violências que as mulheres estão submetidas – desde os assédios nas ruas à morte – e isto, torna-se ainda mais expressivo quando se trata das mulheres da classe trabalhadora, pois são elas quem são exploradas em casa e nos ambientes de trabalho; são elas que choram a morte dos seus filhos e filhas assassinados/as pelo Estado por estes/as são negros(as) e pobres; são elas que dividem o tempo de estudo com o trabalho ; são elas submetidas as péssimas condições de trabalho; são elas submetidas a prostituição; são elas assediadas moral e sexualmente nos seus locais de trabalho e que se mantêm ali porque precisam sobreviver e ajudar no sustento da família , são elas quem são despejadas de suas casas para que aquele lugar dê espaço a prédios para os megaeventos, são elas que veem pistoleiros/fazendeiros matando toda sua aldeia; são elas que precisam deixar seus filhos/as sozinhos para cuidar dos filhos da patroa; são elas que enfrentam horas na fila e precisam brigar por um vaga para matricular o/a filho(a) na creche ou na escola e mais outras incontáveis situações nas quais as mulheres do povo vivem todos os dias.

O racismo e o machismo são opressões de fundamental importância para manter a sociedade de classes, tal como é a que vivemos – sociedade capitalista, de modo que a conjunção dessas opressões toma forma ainda mais extrema e violenta quando somada ao desamparo institucional – o Estado mata e encarcera negros e negras pobres, da periferia, das favelas; zomba quando as vítimas de violência doméstica vão prestar queixa; encaminha a retirada de direito ao nome social das travestis e trans.

Adicionado a isso, os homens da classe trabalhadora violentam as mulheres de sua própria classe – isto é um erro! é uma monstruosidade ! Dispensamos e combatemos a exploração e violação dos nossos corpos e a precarização das nossas condições de vida. Cada homem do povo, que é machista e agressor está colaborando com a exploração de sua própria gente, sendo assim inimigo de sua classe.

Todavia, cada homem pode se unir as mulheres no combate ao machismo, tendo humildade para ouvir as mulheres, se colocando a disposição para aprender com elas e respeitá-las, revendo posturas machistas e intervindo junto a outros homens não se acovardando, mas sim lutando para combater aquilo que nos mata !

Sem ilusão de que podemos depender do Estado racista, machista e lgbtfóbico, é urgente para nós, mulheres do povo, nos organizarmos e construirmos a autodefesa, pois o Estado é a genuína expressão de controle de uma classe sobre a outra e serve aos interesses dos inimigos do povo. Precisamos lutar por nossos direitos, pois eles não são migalhas, não esquecendo que somente nós podemos conquistar nossa própria liberdade.

Precisamos popularizar iniciativas de construção de comitês de autodefesa e nos protegermos das violências cotidianas e todas suas expressões, munidas com combatividade e solidariedade de classe – nos organizamos ou morremos!

O MACHISMO, O RACISMO E A EXPLORAÇÃO PELOS PARASITAS DO POVO NOS MATA TODO DIA !
MULHERES NA LINHA DE FRENTE CONTRA O MACHISMO E PELA EMANCIPAÇÃO DO POVO!

[RECC-GO] Repressão em Goiás: seguimos resistindo. O Caldeirão Ferve!!!

por Oposição CCA – Classista, Combativa e Autônoma ao DCE da UFG, seção Goiânia (Filiada à RECC/FOB)

A luta pela educação

Desde o meio do ano de 2015 em Goiás, vem-se desenrolando uma luta em defesa da educação pública. O governador Marconi Perillo (PSDB) manifestou interesse de repassar a administração de escolas públicas as  organizações sociais e algumas escolas para a polícia militar poder gerir, atitudes que não resolveria e nem resolverá em nada os atuais problemas enfrentados pela educação pública. Frente a esses ataques secundaristas,professores da rede pública, estudantes e professores universitários e apoiadores se organizaram para resistir. Os métodos de resistência escolhidos variaram desde tentativas de diálogo com o governo até ocupações de escolas e prédio administrativo do Estado (Secretaria de Educação Cultura e Esporte-SEDUCE). Para tentar acabar com o movimento de resistência o governador utilizou de duas táticas: Uma criminosa, que foi o rompimento do duto de gás de uma escola feito por um possível policial a paisana (P2), a outra legal, mas não menos nociva, colocando a PM para fazer terror psicológico nas escolas ocupadas e alem disso, notando que mesmo com o terror planejado os estudantes não arregariam, a mando do governador policias do seviço de inteligência da PM invadiram algumas escolas expulsando os alunos, a maioria menor de idade, de dentro da escola na base da porrada. Um fato mais recente da truculência exercida pelo estado contra aqueles que lutam foi a desocupação da SEDUCE no dia 15 de fevereiro , que foi feita de maneira teatral pelas tropas de elite da PM (BOPE,GRAER e CHOQUE) com direito a discurso hipócrita de tenente coronel do choque no momento da prisão. Na desocupação 31 pessoas foram presas, desde secundaristas menores de idade ate um professor doutor da Universidade Federal de Goiás (UFG). Continuar lendo

[RECC-GO] Olha a máfia dos transportes aí geeeente! 3,70 não dá! Barrar este aumento com organização, luta e combatividade!

por Oposição CCA – Combativa, Classista e Autônoma ao DCE-UFG (filiada à RECC/FOB)

É véspera de carnaval, mas o bloco da máfia dos transportes amparada e protegida pelo governo (PT) já se adiantou e anunciou nesta quarta-feira, 03 de fevereiro, à população goiana o aumento de R$0,40 centavos no preço da tarifa de ônibus, indo de R$3,30 para R$3,70. Segundo a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) o reajuste se justifica, dentre outros motivos, por conta do aumento do óleo, do preço da manutenção dos veículos e do salário dos motora, porém nem sequer mostram a planilha de gastos. Os empresários do transporte usaram a mesma tática que usaram no ano de 2015: anunciar o aumento no feriado do carnaval.

O salário aumentou, mas também aumentou o aluguel, a conta de luz, a carne, a verdura, o gás, a água. Além disso, o aumento de 12,01% no transporte diminui ainda mais o salário, fazendo com que este acabe primeiro que o mês. E com o alto índice de desemprego esta situação que já é difícil para o trabalhador/estudante é ainda pior para quem está desempregado. Mas e aí, se aumenta o preço, aumenta a qualidade do transporte?

População revoltada em terminal. Imagem: Frente de Luta GO

Se liga: os ataques ao transporte público se intensificam cada vez mais em Goiânia; através do cartão fácil e do cartão do passe livre, usuários são fiscalizados e tem a quantidade de passagem restrita através desse controle; falta ônibus, os poucos ônibus que tem continuam lotados, faltam linhas que atendam toda população, o ônibus demora.

Você perde horas do seu dia e parte do seu salário só com ônibus! Além disso, aos finais de semana e feriados a frota é reduzida. Lazer, cultura, esporte aos finais de semana? Se você é da quebrada deve se contentar em passear pelo seu bairro, pois se depender do transporte público o acesso a cidade é cada vez mais difícil.

Qual é?! Se somos nós que mantemos a cidade de pé através de nosso trabalho, devemos ter total acesso a ela! Como conseguir? Através da luta e organização! Não devemos aceitar mais ataques dos governos ao nosso povo, seja qual for o partido que estiver gerenciando o estado, devemos resistir a qualquer tipo de ação que piore nossas condições de vida.

Manifestação contra o aumento das passagens. Imagem: Sebastião Nogueira/o popular

O ano de 2013 foi marcado pela brava luta dos estudantes que através de manifestações combativas nas ruas revogaram o aumento da passagem naquele ano. Devemos negar os partidos oportunistas que só querem nosso voto. Devemos nos organizar em nosso trabalho, nossa escola, nossa universidade e nosso bairro e assim como os estudantes de 2013, tomarmos as ruas, dizendo não ao aumento!

Contra o aumento das passagens em Goiânia e demais cidades no país!

É barricada, greve geral, ação direta que derrota o capital!

[RECC-GO] Em Goiás tem escola de luta: a luta dos secundaristas contra os projetos educacionais

por Rede Estudantil Classista e Combativa, sessão Goiás

Secundaristas estendem faixa contra projeto de terceirização em Anápolis, Goiás

Os projetos da atual gerencia do estado (PSDB) para educação tem sido a de militarização e terceirização via Organizações Sociais (OS’s). Estes projetos segundo o governo seriam uma forma de resolver os inúmeros problemas que estão acontecendo nas escolas públicas, dentre estes problemas estão: a falta de segurança no ambiente escolar, a falta de rendimento esperado dos alunos e professores. Tais medidas que estão sendo realizadas pelo poder público não resolvem os atuais problemas colocados, pelo contrário essas ações irão criar ainda mais obstáculos para um ensino público de qualidade.

Militarização das escolas

Protesto de estudantes e professores em Goiânia (dez/15)

O projeto de militarização das escolas públicas pretende chegar até o final de 2015 ao numero de 43 escolas cuja gestão estaria a cargo dos militares. Essas medidas além de dificultar aos alunos de baixa renda a terem acesso a escolas próximas de suas casas (pois é requerida ao aluno uma taxa de mensalidade, além de compra de uniformes e livros), a forma de organização interna autoritária sem nenhum compromisso em resgatar o aluno que tem problemas disciplinares preferindo expulsar o aluno ao invés de investir em práticas pedagógicas que realmente envolvam o estudante com a comunidade escolar.

A militarização também coloca uma problemática muito grande ao deixar administração da escola a cargo da Polícia Militar em linhas gerais uma instituição preconceituosa racista e historicamente assassina da classe trabalhadora influenciaria nos métodos pedagógicos, a maneira de ensinar e o que ensinar das escolas públicas onde a maioria dos alunos são as futuras vítimas desses agentes do estado. A militarização estaria além da repressão ideológica, impondo a disciplina militar a ideia de manter a ordem social como está dada.

Terceirização maquiada (OS)

Protesto em Goiânia contra as OS e militarização (dez/15)

No meio dos “grandiosos” projetos do governo para a educação esta a transferência de mais de 340 escolas para organizações sociais (OS’s) administrarem, a educação pública enfrentará os mesmos problemas que a saúde já vem enfrentando. No âmbito da educação, as OS’s irão intensificar a fragilidade já existente na carreira docente, ou seja, piorar ainda mais as condições dos trabalhadores da educação e tenhamos certeza de que isso irá se refletir diretamente nas salas de aula. Sob gerência da OS, a escola perde a autonomia, passando então a intensificar a lógica tecnicista e meritocrática do ensino público.

Atualmente, a única OS “qualificada” levanta muitas suspeitas e revela os interesses escusos dos capitalistas. Seu presidente, que também é vice presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), tem relações diretas com o governador e tem seu passado manchado por suspeita de fraude em licitação, e este mesmo senhor cujo nome é Antônio de Sousa Almeida escreve rotineiramente ao Diário da Manhã, o mesmo jornal que está de forma descarada criminalizando as ocupações dos estudantes para blindar o governo.

Solução é a ação política direta e combatividade

Os estudantes goianos assim como os secundaristas de São Paulo acertaram em suas ações ao adotarem o método da ocupação das escolas para dizer não aos ataques feitos pelo Estado. As próximas medidas a se tomar é radicalizar ainda mais a luta ocupando o chão de cada escola de Goiás e fazendo atos combativos nas ruas.

Para que isso aconteça se faz necessário uma articulação entre todas as escolas ocupadas para que se tenha uma unidade política e de ação e que assim nenhuma ocupação fique isolada. Em médio prazo existe a missão de construir grêmios estudantis combativos que rechacem os Office boys do governo (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES) que se organizem de forma não burocrática e de maneira autônoma frente ao governo.

O Estado vem quente, os estudantes fervem!
Avante estudantes, essa treta é nossa, para as ocupações e barricadas!

Para mais informações, acompanhe:

Secundaristas em Luta GO

[RECC-GO] Organizar as bases com classismo e combatividade!

por Oposição CCA ao DCE-UFG (filiada à RECC/FOB)

http://www.oposicaoccagyn.blogspot.com | oposicaoccagyn@gmail.com

ORGANIZAR AS BASES COM CLASSISMO E COMBATIVADADE!


Em 2015 tivemos o mais recente programa neoliberal para a educação pública, o Pátria educadora de Dilma/PT-PMDB. O nome faz menção a um projeto que fomentará a construção de um projeto emancipatório para a classe trabalhadora, porém o que presenciamos é mais um sistemático ataque ao ensino, como, por exemplo, o fortalecimento da lógica empresarial para as escolas, a continuidade de avaliação para trabalhadores(professores e servidores) e para a instituição escolar, o acompanhamento e afastamento de diretores. Dentre outras medidas que pressionam a autonomia da unidade escolar e colocam explícito o caráter mercadológico do projeto de educação que o governo está adotando.

Há poucos meses o governo Dilma/PT-PMDB anunciou um corte de 9,42 bilhões na educação que reflete o impacto dentro das escolas:em materiais e merenda escolar, além das péssimas condições de trabalho docente. Ao passo que o governo investiu 47% do orçamento público, aproximadamente 1,356 trilhão de reais, para o pagamento da dívida pública, entregando dinheiro aos bancos e demais credores do país, e deixando os trabalhadores e a população a míngua dos seus direitos sociais. Ou seja, dinheiro tem, mas o governo prefere fortalecer os bancos e o capital do que investir em educação.

Diante disso, as universidades federais aderiram a greve devido a falta de verbas e à intensa precarização logo no primeiro semestre de 2015, na tentativa de barrar os ataques contra a educação pública.

Preparação para greve estudantil em Goiânia/UFG e a covarde postura governista

Em Goiânia foi chamada uma assembleia estudantil convocada pela DCE Outras Frequências (JCA,vUJR, Rua e independentes) onde foi deflagrada greve estudantil. A assembleia contou com a presença de cerca de 300 estudantes. Apesar de ser um quórum baixo, considerando os mais de 15 mil alunos que estudam na regional de Goiânia, foi até acima do previsto, considerando que essa assembleia já foi chamada no decorrer da greve dos professores e técnicos-administrativos.

A Greve foi aprovada por contraste por uma ampla maioria dos estudantes, exceto por dois ou três estudantes que estavam com a camiseta da UNE na assembleia. Isso mostra mais uma vez que a UNE se coloca do lado do governo e não da luta dos estudantes e pela educação.

Durante a Assembleia foram elencadas algumas pautas, como por exemplo: autonomia universitária; democracia dentro dos espaços da universidade; produção de conhecimento; contra turno; aumento da disponibilidade das passagens; assistência estudantil (construção de RU’s nos campi do interior, ampliação e construção de CEU e discussão do projeto de universidade), além do imediato cancelamento do calendário acadêmico.

Comando de Greve Estudantil: Da crise de estrutura a tentativa de implosão da UJR

Durante o final da Assembleia foi votado se o Comando de Greve Estudantil manteria a mesma estrutura do Comitê de Mobilização que fez uma trabalho de agitação para a assembleia ou se discutiria uma outra estrutura de comando que tivesse uma relação com as bases do curso. Infelizmente a proposta de continuidade da estrutura do Comitê de mobilização venceu, o que ao nosso ver foi algo prejudicial pois essa concepção de comando superestrutural limitaria a relação com as bases.

Temos que colocar que essa estrutura já foi experimentada na greve de 2012 e trouxe graves prejuízos para o andamento da greve estudantil. A composição do comando sem uma representação eleita na base abre brecha para que uma burocracia estudantil pense a greve sem a consulta da base, sem elaborar ferramentas de luta reais e, por consequência, transforme o comando em um mero espaço de disputa política vazia, sem a participação dos estudantes.

Na greve de 2012 o setor paragovernista (PSTU,PSOL) defendeu que o comando deveria ser composto por “quem fosse à reunião do comando”, mesmo que este nunca tivesse organizado sua base, nem em tempos de aula! Essa compreensão de Comando de greve dos setores paragovernistas (PSOL,PSTU) explicita sua prática oportunista de distanciamento das bases e coloca todo o movimento a perder, pois sem o apoio do conjunto dos estudantes o Comando pode se torna um espaço superestrutural a serviço apenas de estudantes profissionais que se dedicam exclusivamente aos espaços de decisão do movimento, sem ao menos irem às suas bases. Para construirmos uma greve forte é necessário dar poder às bases e construir Comandos de greve a partir de comitês de greve eleitos em cada curso por meio de assembleias geral de curso para que o Comando possua uma representação de base e possa refletir as necessidades eminentemente de cada local.

Essa crise organizativa no Comando, aliada ao oportunismo de algumas correntes, contribuiu para surgimento de problemas internos. O mais grave foi a tentativa de implosão do Comando por parte dos militantes da UJR, que compõem o DCE -Outras Frequências-, através de uma denúncia falsa de machismo a três militantes ativos do Comando que fazem parte do MEPR e da UJC, onde os acusados foram expostos injustamente na nota de denúncia. A militante da UJR e do DCE em sua denúncia relata ter se sentido agredida por ter recebido deboche e crítica ao DCE pelos companheiros citados. Explicitando uma confusão de uma crítica política com uma agressão de gênero.

Romper com a superestrutura e o grevismo no Comando de greve! Fortalecer a greve estudantil pelas bases com classismo e combatividade!

É necessário compreender que apesar da conjuntura desfavorável de esvaziamento do Comando e tentativas de implosões, além do problema estrutural que já foi exposto, podemos fazer a greve avançar tendo uma leitura correta do contexto. Precisamos romper o grevismo, ou seja, a simples deflagração da greve com o objetivo apenas de conscientizar a sociedade. Assim não poderá haver ganhos significativos. Pelo contrário, temos que defender a ação direta de massas como via de enfrentamento com o governo, porque compreendemos que este só acata nossas propostas na medida em que avançamos na ação direta (piquetes, fechamentos de ruas, ocupações de prédios públicos etc.).

É importante salientar que greve na educação federal deve exercitar uma unidade real de todas categorias (Professores, Estudantes, Técnico-administrativos e Terceirizados) unificando suas pautas e rompendo com corporativismo e o reboquismo de greve de apoio que setores reformistas do movimento estudantil geralmente defendem. Ressaltamos a importância da unidade de todas as categorias visando a construção da greve geral pela base por meio do classismo e combatividade para combater os projetos neodesenvolvimentistas e anti-povo do Estado e do Capital, sobretudo, a educação privatista e elitista vigente. Nesse sentido a Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC) convoca todos/as estudantes e agrupamentos combativos para:

  1. Construção de um bloco combativo dentro do Comando de greve estudantil da UFG, com único objetivo fazer avançar nossa greve em contraposição com métodos festivos e reformistas dos setor parlamentarista do comando como UJR, JCA, PSTU e PSOL.
  2. Centralidade do comando na organização das bases, através de assembleia, reuniões e debates nos próprios cursos, rompendo assim com método superestrutural do comando.
  3. Convocamos a base para radicalização da greve através de ocupação da reitoria, construção de piquetes e atos e/ou fechamento de ruas e rodovias.
  4. Construir uma unidade mais sólida e orgânica com setores combativos dos professores, dos técnicos e dos terceirizados para buscar unidade de reivindicações e métodos de lutas dentro das reuniões conjuntas do CLG’S para posteriormente criarmos um campo classista combativo unificado de todas as categorias da UFG.

IR AO COMBATE SEM TEMER! OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!
PARA BARRAR A PRECARIZAÇÃO GREVE GERAL NA EDUCAÇÃO!
ORGANIZAR AS BASES,RADICALIZAR A GREVE E PREPARAR A REBELIÃO ESTUDANTIL!