[RECC] Semana Nacional Classista e Combativa

Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC), filiada à Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil. Março/2018

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A Semana Nacional Classista e Combativa (SNCC) é uma homenagem que a RECC faz todos os anos, para lembrar os estudantes que morreram durante a ditadura civil-militar brasileira. Dia 28 de Março foi o dia da morte do estudante Edson Luís, morto pela ditadura no Calabouço, um restaurante popular no Rio de Janeiro, no ano de 1968. Foi o primeiro estudante que tombou morto diante da ditadura. A PM adentrou o restaurante metralhando indiscriminadamente, deixando vários feridos e outros mortos, como o estudante Benedito Frazão Dutra, que faleceu dias depois.

O corpo de Edson Luís foi levado imediatamente pelos próprios companheiros para ser velado na Assembleia Legislativa, e depois por cerca de 50 mil pessoas para ser sepultado. Nem sua missa de 7º dia foi poupada, onde os militares voltaram a atacar os presentes na igreja da Candelária, deixando outros feridos. A morte de Edson Luís gerou comoção e revolta nacional. Organizaram-se nos meses seguintes combativas passeatas e greves gerais com milhares de pessoas em mais de 20 cidades em todo Brasil, às quais tiveram mais presos, feridos e outros mortos pela ditadura.

A criminalização do movimento estudantil no Brasil durante a ditadura civil-militar foi marcada por delações, torturas e mortes. Baseada na Lei de Segurança Nacional, assim como outras leis que limitavam os direitos populares, estudantes foram retirados de suas famílias, e alguns deles até hoje não foram encontrados.

O Governo Lula-Dilma/PT, ao congelar as lutas sociais entre 2003 e 2016, avançou também na repressão contra os que não concordavam com suas políticas. O marco dessa política criminalizatória – dentre diversas outras ações repressivas e anti-populares – pode ser identificado com a assinatura da Lei Antiterrorista.

As entidades e juventudes partidárias reformistas (base de apoio ao governo federal), como UNE e UBES reivindicam apenas na memória as táticas combativas do Movimento Estudantil (ME) na ditadura. Porém, condenam essas práticas na atualidade, na ilusão de que a disputa eleitoral tornaria desnecessária a preparação do ME contra a repressão do Estado. Nós da RECC entendemos que é essencial relembrar e também preservar os métodos de luta combativos dos estudantes (piquetes, ocupações, enfrentamento direto, etc.). Não somente por que foi através da luta combativa que se conseguiu importante oposição ao regime militar, mas principalmente porque o Estado ainda opera com dinâmica de forte repressão aos movimentos sociais. E esta repressão não pode ser segurada ou superada pela atuação “domesticada” no parlamento. Assim, a vitória das pautas estudantis só podem ser obtidas pelos enfrentamentos diretos contra a ordem repressora capitalista!

Após 54 anos do golpe militar, mais especificamente o estado do Rio de Janeiro vem sofrendo com uma intervenção militar na segurança pública, fato esse que levou o General Braga Neto a comandar todo o setor de polícias do estado, intensificando ainda mais a repressão e o massacre nas periferias cariocas. No mês em que se levanta a bandeira pela luta da mulher trabalhadora, foi assassinada a vereadora Marielle Franco e o trabalhador motorista, Anderson Gomes. O assassinato de Marielle foi político, motivado  pela sua atuação em defesa do povo negro e contra a brutalidade repressiva imposta pelas forças de segurança nas favelas do Rio de Janeiro. O claro intuito do assassinato é intimidar e censurar, além de ser uma demonstração de poder  frente aos companheiros que atuam dentro das periferias para denunciar a truculência estatal imposta ao povo.

Em decorrência de mais um assassinato político pelas mão do Estado, e este ano completar 50 anos do assassinato de Edson Luiz, a RECC todos os anos faz questão de manter viva a memória do camarada Edson Luís e de todos aqueles que foram perseguidos, torturados ou assassinados enfrentando a sanguinária ditadura civil-militar da burguesia. Convocamos os estudantes do Brasil para celebrarem a data, realizando em suas escolas e cidades atividades entre a semana de 25 a 31 de Março. Não podemos permitir que apaguem nossa história e nossa luta, tal como assassinaram nossos camaradas. O esquecimento é a morte. A luta é a vida.

 

EDSON LUÍS VIVE! MARIELLE FRANCO, PRESENTE!

NÃO VOTE, LUTE E CONSTRUA O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!

 

 

 

 

 

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POR UMA ASSOCIAÇÃO DE TRABALHADORES REVOLUCIONÁRIA!

A FOB compartilha com entusiasmo o documento produzido por um grupo de trabalhadores e estudantes do estado de São Paulo que solicitam a filiação em nossa Federação. Desde já a FOB está disposta a iniciar este diálogo para a construção do Sindicalismo Revolucionário em SP e no Brasil. Nesse sentido, convocamos todos @s trabalhadores do campo e da cidade de nosso país, a se somar nesta iniciativa de construção da Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil (FOB).

Segue o documento:

Por uma Associação de Trabalhadores Revolucionária

Atualmente está acontecendo uma crise econômica internacional, que é uma grave crise estrutural do sistema capitalista. Nessa situação, no mundo todo, os donos das indústrias, dos bancos, das grandes propriedades rurais, das empresas de comércio ou serviços, dentre outros grupos com grande poder econômico e político, para manter ou aumentar os seus lucros, avançam e intensificam os ataques contra a classe trabalhadora. Esses ataques pioram ou retiram condições de trabalho e de vida fundamentais que foram sendo conquistadas pelos trabalhadores com muita luta no decorrer de muito tempo.

No Brasil não é diferente. As reformas trabalhista e da previdência são os exemplos atuais mais contundentes desses ataques contra a classe trabalhadora brasileira. A crise econômica está acontecendo junto com uma crise política nacional, aonde existe cada vez mais descrédito e desinteresse pela política eleitoral. Por isso, precisamos estar organizados para nesse contexto agir em nossa defesa e avançar rumo a uma nova sociedade, essa deve ser a nossa atitude diante da crise. Para isso, é necessário construir instrumentos para organizar e mobilizar os trabalhadores através de um programa sindicalista revolucionário.

O sindicalismo revolucionário propõe que os trabalhadores protagonizem as suas lutas através de suas próprias organizações de maneira que se fortaleçam não só para se defenderem, mas também para que tenham o poder para destruir o capitalismo, a exploração do trabalho e a dominação da burguesia. Ao mesmo tempo, essa militância e suas organizações desenvolvem-se gerando a sociedade socialista, baseada na federação livre de comunas e de organizações populares e de trabalhadores. Esse é o principal motivo dessa prática e concepção de sindicalismo.

Para contribuir com a construção de uma via sindicalista revolucionária no Brasil, visamos criar e desenvolver uma associação de trabalhadores do estado de São Paulo que será parte da Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil, a FOB. A associação propõe organizar trabalhadores de várias categorias que compartilharão um programa, se apoiarão mutuamente para potencializar as suas participações nas lutas reivindicativas e vão agir juntos e estrategicamente de modo a fortalecer essa via.

Pretendemos atuar na organização e mobilização de várias categorias em defesa de suas condições de trabalho e de vida, combinando e avançando essa defesa com um programa para gerar um amplo movimento sindical e popular rumo a sociedade socialista, aonde exista realmente igualdade e liberdade. Começaremos essa jornada e esse projeto durante o ano de 2018, formando um pequeno núcleo que iniciará a associação e irá consolidá-la durante os próximos anos. Isso precisa ser feito de modo que, planejando no longo prazo, a nossa militância consiga alcançar e influenciar milhares de trabalhadores do estado de SP.

Em nosso projeto, a associação discutirá e decidirá coletivamente sobre a sua atuação militante, que será coordenada e estratégica para alcançar os seus objetivos e estar acordo com a sua finalidade. Será uma organização financiada pelos seus próprios integrantes, e além disso terá os seus canais de comunicação para fazer contatos e divulgar a sua atuação, análises e notícias.

Assim sendo, formaremos um núcleo para iniciar uma associação filiada à FOB, visando desenvolver uma organização capaz de colaborar efetivamente com o surgimento de um movimento sindical revolucionário de massas. Na situação em que estamos, é ainda mais necessário construir esse movimento, é através dessa construção e com a força dele, que conseguiremos defender as nossas condições de trabalho e de vida contra a ofensiva dos governos, patrões e da burocracia sindical e criar uma nova sociedade. Por isso, fazemos um convite para aqueles que querem se dedicar para essa construção: venham conhecer a nossa proposta e fazer parte do nosso projeto!

VIVA O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!

 

[FOB – BRASIL] II ENOPES: A new revolutionary and mass syndical alternative arises! / II ENOPES: Une nouvelle alternative syndicale révolutionnaire de masse surgit! / II ENOPES: Surge una Nueva alternativa sindical de masas e revolucionária! / II ENOPES: Surge uma nova alternativa sindical de massas e revolucionária!

Traduções voluntárias para para todos idiomas são muito bem vindas!!!

estamos recebendo em lutafob@protonmail.com


 II ENOPES: A new revolutionary and mass syndical alternative arises!
It is created the Federation of the Revolutionary Syndicalist Organisations of Brazil – FOB

In the year of the commemoration of the centenary of the Russian Revolution and of the first General Strike of Brazil, occurred in 1917, on October 12, 13, 14 and 15 was carried out the II Enopes. Counting with more than a hundred participants, among delegates and observers, of ten Brazil states, the II Enopes discussed the national and international political conjuncture and the struggle and organization strategies for the next period.

The II Enopes had as its major decision the transformation of the Forum of  Oppositions by the Base into Federation of the Revolutionary Syndicalist Organisations of Brazil. The change is not only of nomenclature but also organizative. Continuar lendo

[FOB] Estatutos de organizações sindicalistas revolucionárias do mundo

Disponibilizamos os Estatutos de algumas das organizações sindicalistas revolucionárias do mundo aderentes à atual refundação da AIT, processo o qual a FOB (Brasil) saúda e acompanha. O objetivo é conhecer e estudar seus princípios, finalidades, modelos de ação e organização. Além de estatutos de organizações atuais, acrescentamos estatutos históricos da 1º Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT). Todos estatutos aqui reunidos estão disponível virtualmente nos sites das próprias organizações.

Lutar, Estudar, Trabalhar!

Construir o Sindicalismo Revolucionário!

Por uma Tendência Classista e Internacionalista!

https://uniaoanarquista.files.wordpress.com/2012/09/4-140-ait.jpg?w=940&h=198&crop=1

 

 

 

[FOB – BRASIL] II ENOPES: Une nouvelle alternative syndicale révolutionnaire de masse surgit! / II ENOPES: Surge una Nueva alternativa sindical de masas e revolucionária! / II ENOPES: Surge uma nova alternativa sindical de massas e revolucionária!

Traduções voluntárias para para todos idiomas são muito bem vindas!!!

estamos recebendo em lutafob@protonmail.com


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[FOB-Brasil] II ENOPES: Surge uma nova alternativa sindical de massas e revolucionária!

II ENOPES: Surge uma nova alternativa sindical de massas e revolucionária!

Criada a Federação das Organizações sindicalistas Revolucionárias do Brasil – FOB

No ano de comemoração do centenário da Revolução Russa e da primeira Greve Geral no Brasil, ocorridas em 1917, nos dias 12,13,14 e 15 de outubro foi realizado o II Enopes. Contando com mais de uma centena de participantes, entre delegados e observadores, de dez estados do Brasil, o II Enopes discutiu a conjuntura política internacional e nacional e as estratégias de organização e luta pra o próximo período.

O II Enopes teve como sua principal decisão a transformação do Fórum de Oposições pela Base em Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionarias do Brasil – FOB. A mudança não é apenas de nomenclatura mas sim organizativa.

A partir de agora a FOB construirá federações de sindicatos autônomos de base, organizações populares e estudantis, para contrapor às centrais oficiais, burocratizadas e reformistas. O sindicalismo revolucionário, organizado federativamente, fará o enfrentamento do Capital e do Estado, bem como do sindicalismo de Estado, força auxiliar da dominação burguesa. Para isso lançaremos a convocação da construção de comitês e círculos sindicais, estudantis e populares autônomos em todo o Brasil.

O II Enopes aprovou também a participação crítica da FOB ao processo de reconstrução da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), convocado pela Confederación Nacional del Trabajo (CNT-Espanha), pela Unione Sindacale Italiana (USI-Itália) e Freie Arbeiterinnen-und Arbeiter-Union (FAU-Alemanha). A FAU, CNT e a RELL (Resistência Estudantil Luta e Liberdade – Portugal) mandaram mensagens de saudação e apoio ao II Enopes e a Federación Obrera Regional Argentina (FORA) enviou observadores ao mesmo.

Nesse sentido o II Enopes consolidou o processo de organização internacionalista dos trabalhadores e do sindicalismo revolucionário.

Não vote: lute! Construa o sindicalismo revolucionário!
Pelas federações autônomas e criação de sindicatos revolucionários de massas para realizar a resistência!!!

Nota de Pesar – Falecimento de Santiago Maldonado

O Fórum de Oposições pela Base manifesta seu profundo pesar ao receber a confirmação de que o corpo encontrado nas margens do rio Chubut é mesmo de Santiago Maldonado. Prestamos também toda nossa solidariedade à família até que esta termine seu calvário na busca de respostas e justiça.

Jovem de 28 anos, militante e tatuador nascido na província de Buenos Aires e residindo em El Bolsón, Santiago Maldonado se aproximou e se dedicou à luta dos Mapuches e foi exatamente se dedicando a tal luta, em um protesto no dia 1 de agosto pela libertação de Huala que o militante sofreu sob o terrorismo de Estado e “desapareceu forçadamente”.

Diante disso, nos colocamos ao lado de cada um dos que lutam contra o avanço dos Estados genocidas, seja na argentina com Santiago, seja no Brasil com Amarildo, Rafael Braga e tantos outros de nossa classe que sofrem o jugo impiedoso de nossos inimigos.

Mais uma vez o Estado se utiliza de sua ferramenta recorrente e “faz sumir” um companheiro de classe e luta para fazer avançar cada vez mais os desmandos do capital, tenhamos claro que tais ações servem a empresas como o grupo Benetton e outras mais que fazem valer seus interesses por cima de qualquer um que esteja em seu caminho.

Nesse contexto aonde a repressão dos governos e da burguesia internacional avança Cada vez mais se faz necessário que a resistência e solidariedade da classe trabalhadora também seja internacional. É preciso também que as organizações da classe trabalhadora preparem e intensifiquem a autodefesa do nosso povo para que juntos possamos construir a resistência tão imprescindível em nossas lutas diárias nos locais de trabalho, estudo e moradia.

Aos nossos mortos, nenhum minuto de silêncio, mas toda uma vida de luta!

Santiago Maldonado Vive e vencerá!