[ORC-DF] A solidariedade de classe e seus dilemas atuais

Oposição de Resistência Classista (ORC-DF) | Trabalhador@s da Educação

Estamos vendo a cada dia um avanço da repressão e da tirania em nosso país em diversas esferas: em protestos, em ambientes de lazer, nos locais de trabalho, de estudo, no ambiente virtual, em nossas comunidades, na vida íntima e familiar. Essa repressão vem aumentando como causa e efeito das disputas burguesas pela ampliação da acumulação de capital e, nas condições de um país semiperiférico latino-americano, essa repressão toma contornos racistas, machistas e ditatoriais, atingindo especialmente as parcelas mais marginalizadas da classe trabalhadora (mas que tende a expandir para outras parcelas significativas do povo, a exemplo do OcupaBrasíia onde a violência letal foi utilizada em um protesto sindical-popular em plena esplanada dos ministérios). A repressão atual, portanto, não é abstrata, ela diz respeito a uma configuração específica da luta de classes e o seu aprofundamento é uma necessidade/exigência direta de controle e disciplina da burguesia sobre as massas populares para aplicação das reformas anti-povo (trabalhista, previdenciária, energética, etc) e evitar insurgências como junho de 2013.

Dito isso, a nossa intenção é refletir como as reações da burocracia sindical, no que tange a essa repressão, não só não tem praticado a solidariedade de classe como tem sido um entrave para o desenvolvimento desta. É um texto que responde a uma necessidade da luta de trabalhadores da educação na busca por uma nova prática sindical, que retifique os desvios em nossa categoria e combata a burocracia sindical que reproduz, aprofunda e se utiliza desses desvios para se perpetuar no poder. Continuar lendo

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[ORC-DF] A repressão na câmara legislativa na paralisação dia 05/09: combater o governo e as mentiras da mídia com solidariedade e mobilização

Oposição de Resistência Classista (ORC/DF) – Trabalhador@s da Educação

“Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.” (Bertolt Brecht)

No dia 05/09 (terça-feira) os professores paralisaram e se juntaram ao ato em frente à Câmara Legislativa que reuniu mais de dois mil servidores contrários à reforma da previdência do governo Rollemberg (PSB). O ato aconteceu no dia de votação do famigerado Projeto de Lei Complementar (PLC) 122/17. Seguranças, policiais legislativos e logo atrás uma fileira de policiais militares faziam a segurança dos deputados que iriam votar um projeto de lei contra o povo.

Com o avançar da hora centenas de servidores tentaram forçar a barreira de seguranças e policiais com o objetivo de entrar no prédio da câmara, onde a seção de votação seria supostamente aberta ao público. Mas foram reprimidos e empurrados. Até então nada grave havia ocorrido.

Depois de muita pressão a entrada foi liberada oficialmente, mas a polícia e os seguranças fizeram uma contenção absurda que obrigava os servidores a se apertarem e pressionarem ainda mais a entrada. Poucas pessoas haviam passado quando a polícia legislativa começou uma agressão absurda contra apenas um professor que também tentava passar, com o objetivo de prendê-lo. Alguns professores ainda tentaram soltar o camarada, mas também foram agredidos pelo número muito superior de policiais e seguranças.

A prisão do professor foi completamente injusta, covarde e arbitrária. Enquanto o nosso camarada estava detido na Coordenadoria de Polícia Legislativa (Copol), a polícia, por não possuir uma justificativa para efetuar a prisão acusou-o inicialmente de arremessar uma garrafa no cordão policial (mentira reproduzida pela mídia sensacionalista, tal como o fez o Correio Braziliense), porém, a mentira dessa versão logo veio à tona. Não havia nenhuma prova, não havia nenhuma testemunha, nem mesmo a suposta “vítima da garrafada” teve coragem de acusar o professor. Não tendo qualquer acusação real e com o acompanhamento do advogado do Sinpro, o professor foi liberado, mas tudo isso depois de ter sido agredido física e verbalmente, e ainda ter seu nome difamado nos jornais… eis a justiça imunda do estado brasileiro, sustentada ideologicamente pela mídia!

Portanto, está claro que foi um circo montado unicamente para achar um bode expiatório e reprimir a manifestação. Poderia ter sido qualquer outro servidor ou servidora, ou mesmo algum dirigente sindical, tal como ocorreu na repressão no eixão sul no dia 28 de outubro de 2015.

Não podemos aceitar mais essa agressão a nossa categoria! É fundamental reforçarmos a solidariedade de classe e a combatividade na luta contra a reforma da previdência do governo Rollemberg (PSB), sem cair no jogo manipulador da mídia e nas falsas ilusões criadas por deputados “aliados”. É necessário aumentar a nossa mobilização para exercer pressão real. Nossa conquista será do tamanho da nossa luta.

NÃO DESMOBILIZAR, NÃO SE INTIMIDAR, AUMENTAR A LUTA!

ABAIXO A REPRESSÃO, A MÍDIA SENSACIONALISTA E A REFORMA DA PREVIDÊNCIA!

NINGUÉM FICA PRA TRÁS!

[ORC-DF] SOMOS TOD@S CATITU | Não à perseguição política na Caesb

Oposição de Resistência Classista (ORC) / Trabalhador@s da educação

Nós trabalhadoras e trabalhadores da educação do DF, organizados na Oposição de Resistência Classista (ORC/FOB), viemos declarar toda a nossa solidariedade ao camarada Pedro Catitu, uma liderança sindical que tem cerca de 27 anos de serviço à Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal – Caesb, e que vem sendo perseguido desde 2014 pela direção da empresa que busca a sua demissão na justiça, como forma de desmobilizar a luta dos trabalhadores e trabalhadoras da Caesb e do DF.

A perseguição que começou em 2014 buscou a demissão de cinco dirigentes do Sindágua à época, em função de uma ocupação de mais de 100 trabalhadores que solicitavam o andamento das negociações daquela data-base que se fechou somente em outubro de 2015. Dos cinco dirigentes, quatro foram absolvidos e somente o camarada Catitu teve a sua demissão confirmada em segunda instância por 2 votos a 1.

Esse ataque não é apenas a uma pessoa ou uma instituição corporativa, mas um ataque a toda a classe trabalhadora e como tal deve ser abraçado de corpo e alma por todos os militantes e organizações populares comprometidos com a justiça e a luta pelos direitos do povo. A perseguição política feita pela Caesb às lideranças sindicais é um passo no caminho da privatização da empresa e faz parte do aumento da repressão anti-sindical que os governos e patrões vem utilizando para tentar enfraquecer as lutas em todo o país.

Em meio a crise, tudo que o Estado e os patrões querem é a classe trabalhadora dividida. Querem que fiquemos com medo. Querem que fiquemos arrependidos de lutar. Querem que deixemos de ocupar os órgãos públicos, fazer greves e fechar as ruas. Mas os trabalhadores podem e devem reverter essa situação através de táticas que promovam a solidariedade de classe. Nos momentos de dificuldade é importante ter coragem e decisão para contra-atacar os inimigos do povo. É necessário em cada local de trabalho, em cada greve, construir o Poder Popular contra o poder injusto e podre do Estado, sem nenhuma ilusão na justiça burguesa e nas promessas dos burocratas do estado e da empresa. E principalmente: nesses momentos percebemos que romper o corporativismo sindical não é uma opção, é uma necessidade!

O que a experiência recente das lutas vem nos mostrando (e a perseguição ao Catitu demostra cabalmente, assim como o corte de ponto aos professores do DF) é que devemos unir em todas as categorias a luta econômica (por aumento salarial, data-base, etc.) com a luta política (contra as perseguições e práticas anti-sindicais). Fragmentar a classe, fragmentar suas reivindicações, é a receita da burguesia e dos governos para derrotar a classe trabalhadora. O nosso papel de lutadores do povo é demonstrar na prática a relação entre a luta política e econômica, onde uma depende da outra. E a correta articulação entre elas depende não apenas a vitória dos trabalhadores da Caesb, mas do país inteiro. Por isso devemos unir aquilo que o governo quer dividir! É nosso papel fazer os burocratas do Estado se arrependerem de um dia pensarem em demitir um trabalhador honrado, um camarada que tanto lutou e derramou seu suor pelo saneamento de água do DF e pelos direitos do povo. A situação pode e deve se reverter até o ponto que sejam as ratazanas que hoje roubam a Caesb e o povo que sintam medo da mobilização popular.

Por isso nos somamos a campanha #SomosTodosCatitu e convocamos todos os trabalhadores e trabalhadoras do DF e Brasil a fazer o mesmo! “Quem não pode com a formiga, não assanha o formigueiro”!

NINGUÉM FICA PRA TRÁS!

SOLIDARIEDADE E AÇÃO DIRETA CONTRA AS PERSEGUIÇÕES POLÍTICAS NA CAESB!

[DF] CORTE DE PONTO ATACA CONDIÇÕES BÁSICAS DE VIDA DOS PROFESSORES!

por Oposição de Resistência Classista (ORC), núcleo DF

Nessa sexta-feira (05/05/2017) saiu o contra cheque dos professores e professoras do DF. Estamos recebendo diversas notícias de colegas em todas as regionais que tiveram o anúncio do seu ponto cortado. A escolha de quem e de quantos dias seriam cortados ao que tudo indica foi aleatória e/ou persecutória. Mas o fato é esse: milhares de professores terão mais da metade ou quase a totalidade de seus salários cortados! Muitos professores estão relatando que receberão menos de 500,00 reais para esse mês!! A situação é dramática e indignante!!

Porém, chorar sozinho ou reclamar pelos corredores não vai resolver, esperar a resolução do TJ (como vem sendo orientado pelos diretores do Sinpro) também não! É necessário organizar a indignação contra o governo Rollemberg (PSB) e essa “justiça” que esmagam o trabalhador e impõe a fome à professores e professoras do DF! A resistência não é uma opção, é uma necessidade! Continuar lendo

[ORC-DF] NÃO RECUAR! Derrotar o GDF com a força das ruas!

CLIQUE NA IMAGEM PARA BAIXAR O PANFLETO EM PDF

por Oposição de Resistência Classista – ORC, filiada ao FOB

A greve deve continuar. Esse é o primeiro ponto a ser defendido por aqueles que prezam pela unidade. E mais, a nossa greve deve adotar métodos de ação mais contundentes e radicais. Esses são os primeiros pontos de unidade porque essa é a determinação coletiva da nossa categoria. O papel de cada professor e professora, de cada membro do comando de greve, é construirmos os meios para transformar essa determinação em prática, em um calendário de mobilização, atos de rua e pressão real sobre o governo Rollemberg.

SER RESPONSÁVEL É DEFENDER A RADICALIZAÇÃO

Muitos diretores do Sinpro enchem a boca para tachar de “irresponsáveis” aqueles que defendem a continuidade da greve e a radicalização das ações. Querem aparecer como “prudentes” e “conciliadores”. Representam, no entanto, um velho sindicalismo que está condenado a morte. Não por que nós estamos dizendo, mas porque na prática não cumprem mais as tarefas que a situação social e política coloca para o nosso movimento. São incapazes de se elevar (para além da fraseologia oca) às necessidades do momento. O GDF está usando novas táticas, não é possível travarmos essa batalha com as velhas armas.

Ao nos mantermos pacíficos fazemos o jogo do GDF. Isso está claro: não ganharemos demonstrando uma atitude “dócil” e “legalista” frente as mesas de enrolação. Estamos em um cabo de guerra, e cada vez que afrouxamos a corda, com a ilusão que o inimigo também ceda, mais ele tem nos puxado. Só ganharemos esse cabo de guerra com a firme decisão de derrubar o inimigo.

Além disso, está claro que o Rollemberg não quer acabar apenas com a nossa categoria, mas ameaça todos os movimentos populares e sindicais do DF. Temos uma grande responsabilidade de não apenas aprofundar a radicalização, mas criar os meios de massificar as ações, extrapolando os limites corporativos, atraindo a comunidade escolar e outras categorias para o diálogo e para as ruas: através de Plenárias abertas nos bairros e escolas, e Grandes Atos pela Educação. Chamar a responsabilidade de todos e todas!

E isso não pode ser apostando que “figuras notáveis” (bispos, reitores, políticos, etc) irão resolver nosso problema. Ter apoio de personalidades públicas não é algo ruim, mas não devemos superdimensionar seu papel, nem servir de palanque para políticos oportunistas. Devemos confiar e preparar a nossa força coletiva, baseada na ação direta, que é a nossa única certeza de vitória hoje e a preparação de uma nova prática para os enfrentamentos futuros.

Por isso foi importante a última Assembleia Geral (06/04) negar a proposta de acampamento na Praça do Buriti. Um acampamento centralizaria as ações da greve com uma tática de baixíssimo poder de pressão, levando ao desgaste e desmobilização. Outra crítica que devemos fazer é as vigílias, que tem atropelado os calendários e proposto uma ação passiva e inócua de espera pelos “resultados” das mesas de enrolação.

Os próximos calendários da greve devem corresponder as expectativas de radicalização da base. E quando dizemos isso, devemos antever duas posições oportunistas: 1) Aqueles que acreditam que devemos fazer alguma ação desesperada e mal preparada, para lançar os professores como vítimas na opinião pública, e assim acabar com a greve; 2) Aqueles que irão colocar qualquer fechamento de rua como algo inatingível, “apenas no final de greve”, “é muito perigoso”, e ao primeiro sinal defender o fim da greve.

Contra essas duas posições, nós devemos opor a concepção de que o nosso movimento grevista possui uma potencialidade grande, mas que vem sendo mal utilizada. Devemos construir um calendário consistente de radicalização nas ruas (combinando ações descentralizadas e grandes atos unificados), bem como ocupações de órgãos públicos por tempo indeterminado, e a convocação da comunidade e outras categorias para as ações. A concepção deve ser de uma construção estratégica de curto e médio prazo.

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[ORC-DF] Chega de ilusão, é hora de ação!

Bloco autônomo e combativo durante a assembleia geral e protesto dos professores. (04/04/2017)

Para baixar o panfleto em PDF, clique aqui.

O governo de Rollemberg/PSB vinha ignorando a greve dos professores desde que se iniciou. A mídia se manteve igualmente calada. Porém, no sábado (25/3) durante o aniversário da Ceilândia o quadro mudou: os professores ocuparam o desfile proclamando palavras de ordem contra o governador que estava presente no evento. Nesse mesmo dia, o governador constrangido pelo ato e demonstrando sua infantilidade política, entrou com uma ação para decretar a justa greve como ilegal! Ou seja, de um dia para o outro a greve passou de inexistente, para ilegal [sic].

A PEQUENA POLÍTICA DO SINPRO/CUT E AS TAREFAS DA LUTA

Ao contrário da linha dada pelo Sinpro/CUT o objetivo do nosso movimento não é negociar com o Governador, mas sim conquistar a isonomia salarial prevista na meta 17 e barrar a reforma da previdência. A diretoria do Sinpro (que é majoritária no comando de greve) insiste em inverter a ordem das coisas: a negociação não é um fim em si mesmo, só se negocia com o governo se ele tiver propostas, e só se arranca propostas com mobilização de massas.

Além disso, o Sinpro/CUT acredita que devemos ceder à chantagem do governo e da mídia e desocupar as ruas “para melhorar a negociação”. Ora! Mas não foi ocupando as ruas e na greve que pressionamos o governo? Por um acaso acreditamos que teremos conquistas fazendo o jogo do governo? Seguindo essa lógica da ideologia burguesa, o Sinpro incorreu em um erro brutal, pois desmarcou um ato em Taguatinga aprovado pela assembleia geral, modificando através de uma reunião do comando de greve, a decisão soberana da categoria. Além de um erro estatutário, pois mais uma vez atropela nossa instância máxima de deliberação, é também um erro tático gravíssimo! Ao aceitarmos a regra do governo e recuarmos da rua, nos desmobilizamos. Temos que entender que não ganharemos essa guerra jogando nas regras do inimigo!! Continuar lendo

TODA SOLIDARIEDADE AOS MUNICIPÁRIOS DE CACHOEIRINHA (RS)!

CONTRA A REPRESSÃO E OS ATAQUES AOS DIREITOS DO POVO!

por Oposição de Resistência Classista – ORC, filiada ao FOB

Nós trabalhadoras/es da educação organizados na Oposição de Resistência Classista (ORC-DF), e em greve no DF desde o dia 15 de abril, viemos declarar nosso apoio irrestrito aos trabalhadores e trabalhadoras municipais de Cachoeirinha (RS) que estão em uma greve histórica à cerca de um mês contra uma série de propostas do prefeito do município, Miki Breier (PSB), que pretende retirar direitos e precarizar ainda mais os serviços públicos. Nessa luta os municipários ocuparam a Prefeitura e a Câmara de Vereadores, fizeram greve de fome. Queremos dizer aos camaradas que a sua luta também é nossa, é de toda a classe trabalhadora que nesse momento busca construir formas de luta para resistir contra os ataques aos direitos do povo nos níveis federal, estadual e municipal!

No dia 30 de março os municipários de Cachoeirinha foram brutalmente reprimidos pela Brigada Militar durante uma manifestação na Câmara de Vereadores. A Brigada reprimiu professores, assistentes sociais, serventes de escolas, técnicos de enfermagem, auxiliares de serviços gerais e o conjunto da categoria, que resultou em dezenas de pessoas feridas. Além disso, alguns trabalhadores foram presos, mas foram libertos.

No DF nós também estamos enfrentando a ação repressiva (policial, judiciária e midiática) do governo de Rodrigo Rollemberg, também membro do PSB, partido oportunista e inimigo do povo, que de socialista só tem o nome. Só com a ação popular faremos esses oportunistas dobrarem a língua e pagarem pelos seus crimes contra o povo!

A luta de Cachoeirinha não está descolada da construção da greve geral e da defesa mais ampla dos direitos da classe trabalhadora do campo e da cidade. Além disso, demonstra que para barrar os projetos anti-povo em curso será necessário enfrentar outro problema: a repressão, perseguição e criminalização por parte do Estado brasileiro. O poder popular se enfrentará com o poder burguês! Nessa guerra devemos unir os batalhões da classe trabalhadora em uma grande corrente de solidariedade e resistência. CHEGA DE APANHAR CALADO! Cada sindicato e movimento popular deve organizar a autodefesa, como direito inalienável de todos e de cada um.

SOMOS TOD@S MUNICIPÁRI@S DE CACHOEIRINHA!
É BARRICADA, GREVE GERAL, AÇÃO DIRETA QUE DERRUBA O CAPITAL!