[DF] CORTE DE PONTO ATACA CONDIÇÕES BÁSICAS DE VIDA DOS PROFESSORES!

por Oposição de Resistência Classista (ORC), núcleo DF

Nessa sexta-feira (05/05/2017) saiu o contra cheque dos professores e professoras do DF. Estamos recebendo diversas notícias de colegas em todas as regionais que tiveram o anúncio do seu ponto cortado. A escolha de quem e de quantos dias seriam cortados ao que tudo indica foi aleatória e/ou persecutória. Mas o fato é esse: milhares de professores terão mais da metade ou quase a totalidade de seus salários cortados! Muitos professores estão relatando que receberão menos de 500,00 reais para esse mês!! A situação é dramática e indignante!!

Porém, chorar sozinho ou reclamar pelos corredores não vai resolver, esperar a resolução do TJ (como vem sendo orientado pelos diretores do Sinpro) também não! É necessário organizar a indignação contra o governo Rollemberg (PSB) e essa “justiça” que esmagam o trabalhador e impõe a fome à professores e professoras do DF! A resistência não é uma opção, é uma necessidade! Continuar lendo

[ORC-DF] NÃO RECUAR! Derrotar o GDF com a força das ruas!

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por Oposição de Resistência Classista – ORC, filiada ao FOB

A greve deve continuar. Esse é o primeiro ponto a ser defendido por aqueles que prezam pela unidade. E mais, a nossa greve deve adotar métodos de ação mais contundentes e radicais. Esses são os primeiros pontos de unidade porque essa é a determinação coletiva da nossa categoria. O papel de cada professor e professora, de cada membro do comando de greve, é construirmos os meios para transformar essa determinação em prática, em um calendário de mobilização, atos de rua e pressão real sobre o governo Rollemberg.

SER RESPONSÁVEL É DEFENDER A RADICALIZAÇÃO

Muitos diretores do Sinpro enchem a boca para tachar de “irresponsáveis” aqueles que defendem a continuidade da greve e a radicalização das ações. Querem aparecer como “prudentes” e “conciliadores”. Representam, no entanto, um velho sindicalismo que está condenado a morte. Não por que nós estamos dizendo, mas porque na prática não cumprem mais as tarefas que a situação social e política coloca para o nosso movimento. São incapazes de se elevar (para além da fraseologia oca) às necessidades do momento. O GDF está usando novas táticas, não é possível travarmos essa batalha com as velhas armas.

Ao nos mantermos pacíficos fazemos o jogo do GDF. Isso está claro: não ganharemos demonstrando uma atitude “dócil” e “legalista” frente as mesas de enrolação. Estamos em um cabo de guerra, e cada vez que afrouxamos a corda, com a ilusão que o inimigo também ceda, mais ele tem nos puxado. Só ganharemos esse cabo de guerra com a firme decisão de derrubar o inimigo.

Além disso, está claro que o Rollemberg não quer acabar apenas com a nossa categoria, mas ameaça todos os movimentos populares e sindicais do DF. Temos uma grande responsabilidade de não apenas aprofundar a radicalização, mas criar os meios de massificar as ações, extrapolando os limites corporativos, atraindo a comunidade escolar e outras categorias para o diálogo e para as ruas: através de Plenárias abertas nos bairros e escolas, e Grandes Atos pela Educação. Chamar a responsabilidade de todos e todas!

E isso não pode ser apostando que “figuras notáveis” (bispos, reitores, políticos, etc) irão resolver nosso problema. Ter apoio de personalidades públicas não é algo ruim, mas não devemos superdimensionar seu papel, nem servir de palanque para políticos oportunistas. Devemos confiar e preparar a nossa força coletiva, baseada na ação direta, que é a nossa única certeza de vitória hoje e a preparação de uma nova prática para os enfrentamentos futuros.

Por isso foi importante a última Assembleia Geral (06/04) negar a proposta de acampamento na Praça do Buriti. Um acampamento centralizaria as ações da greve com uma tática de baixíssimo poder de pressão, levando ao desgaste e desmobilização. Outra crítica que devemos fazer é as vigílias, que tem atropelado os calendários e proposto uma ação passiva e inócua de espera pelos “resultados” das mesas de enrolação.

Os próximos calendários da greve devem corresponder as expectativas de radicalização da base. E quando dizemos isso, devemos antever duas posições oportunistas: 1) Aqueles que acreditam que devemos fazer alguma ação desesperada e mal preparada, para lançar os professores como vítimas na opinião pública, e assim acabar com a greve; 2) Aqueles que irão colocar qualquer fechamento de rua como algo inatingível, “apenas no final de greve”, “é muito perigoso”, e ao primeiro sinal defender o fim da greve.

Contra essas duas posições, nós devemos opor a concepção de que o nosso movimento grevista possui uma potencialidade grande, mas que vem sendo mal utilizada. Devemos construir um calendário consistente de radicalização nas ruas (combinando ações descentralizadas e grandes atos unificados), bem como ocupações de órgãos públicos por tempo indeterminado, e a convocação da comunidade e outras categorias para as ações. A concepção deve ser de uma construção estratégica de curto e médio prazo.

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[ORC-DF] Chega de ilusão, é hora de ação!

Bloco autônomo e combativo durante a assembleia geral e protesto dos professores. (04/04/2017)

Para baixar o panfleto em PDF, clique aqui.

O governo de Rollemberg/PSB vinha ignorando a greve dos professores desde que se iniciou. A mídia se manteve igualmente calada. Porém, no sábado (25/3) durante o aniversário da Ceilândia o quadro mudou: os professores ocuparam o desfile proclamando palavras de ordem contra o governador que estava presente no evento. Nesse mesmo dia, o governador constrangido pelo ato e demonstrando sua infantilidade política, entrou com uma ação para decretar a justa greve como ilegal! Ou seja, de um dia para o outro a greve passou de inexistente, para ilegal [sic].

A PEQUENA POLÍTICA DO SINPRO/CUT E AS TAREFAS DA LUTA

Ao contrário da linha dada pelo Sinpro/CUT o objetivo do nosso movimento não é negociar com o Governador, mas sim conquistar a isonomia salarial prevista na meta 17 e barrar a reforma da previdência. A diretoria do Sinpro (que é majoritária no comando de greve) insiste em inverter a ordem das coisas: a negociação não é um fim em si mesmo, só se negocia com o governo se ele tiver propostas, e só se arranca propostas com mobilização de massas.

Além disso, o Sinpro/CUT acredita que devemos ceder à chantagem do governo e da mídia e desocupar as ruas “para melhorar a negociação”. Ora! Mas não foi ocupando as ruas e na greve que pressionamos o governo? Por um acaso acreditamos que teremos conquistas fazendo o jogo do governo? Seguindo essa lógica da ideologia burguesa, o Sinpro incorreu em um erro brutal, pois desmarcou um ato em Taguatinga aprovado pela assembleia geral, modificando através de uma reunião do comando de greve, a decisão soberana da categoria. Além de um erro estatutário, pois mais uma vez atropela nossa instância máxima de deliberação, é também um erro tático gravíssimo! Ao aceitarmos a regra do governo e recuarmos da rua, nos desmobilizamos. Temos que entender que não ganharemos essa guerra jogando nas regras do inimigo!! Continuar lendo

TODA SOLIDARIEDADE AOS MUNICIPÁRIOS DE CACHOEIRINHA (RS)!

CONTRA A REPRESSÃO E OS ATAQUES AOS DIREITOS DO POVO!

por Oposição de Resistência Classista – ORC, filiada ao FOB

Nós trabalhadoras/es da educação organizados na Oposição de Resistência Classista (ORC-DF), e em greve no DF desde o dia 15 de abril, viemos declarar nosso apoio irrestrito aos trabalhadores e trabalhadoras municipais de Cachoeirinha (RS) que estão em uma greve histórica à cerca de um mês contra uma série de propostas do prefeito do município, Miki Breier (PSB), que pretende retirar direitos e precarizar ainda mais os serviços públicos. Nessa luta os municipários ocuparam a Prefeitura e a Câmara de Vereadores, fizeram greve de fome. Queremos dizer aos camaradas que a sua luta também é nossa, é de toda a classe trabalhadora que nesse momento busca construir formas de luta para resistir contra os ataques aos direitos do povo nos níveis federal, estadual e municipal!

No dia 30 de março os municipários de Cachoeirinha foram brutalmente reprimidos pela Brigada Militar durante uma manifestação na Câmara de Vereadores. A Brigada reprimiu professores, assistentes sociais, serventes de escolas, técnicos de enfermagem, auxiliares de serviços gerais e o conjunto da categoria, que resultou em dezenas de pessoas feridas. Além disso, alguns trabalhadores foram presos, mas foram libertos.

No DF nós também estamos enfrentando a ação repressiva (policial, judiciária e midiática) do governo de Rodrigo Rollemberg, também membro do PSB, partido oportunista e inimigo do povo, que de socialista só tem o nome. Só com a ação popular faremos esses oportunistas dobrarem a língua e pagarem pelos seus crimes contra o povo!

A luta de Cachoeirinha não está descolada da construção da greve geral e da defesa mais ampla dos direitos da classe trabalhadora do campo e da cidade. Além disso, demonstra que para barrar os projetos anti-povo em curso será necessário enfrentar outro problema: a repressão, perseguição e criminalização por parte do Estado brasileiro. O poder popular se enfrentará com o poder burguês! Nessa guerra devemos unir os batalhões da classe trabalhadora em uma grande corrente de solidariedade e resistência. CHEGA DE APANHAR CALADO! Cada sindicato e movimento popular deve organizar a autodefesa, como direito inalienável de todos e de cada um.

SOMOS TOD@S MUNICIPÁRI@S DE CACHOEIRINHA!
É BARRICADA, GREVE GERAL, AÇÃO DIRETA QUE DERRUBA O CAPITAL!

[DF] 28 de Março: colagem e de cartazes em memória a Edson Luís

No dia 28 de março ocorreu atividade de colagem de cartazes/murais no Gama (DF) como parte da Semana Nacional Classista e Combativa organizada nacionalmente pela RECC. A Semana é organizada toda ano na semana do dia 28 de março, dia em que o jovem estudante Edson Luis foi assassinado pela polícia em protesto por melhorias no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro em 1968, em plena ditadura civil-militar.

Desde então a data é sempre lembrada pelos estudantes combativos como dia de luta dos estudantes, onde é lembrada a valentia e combatividade dos estudantes na luta contra a ditadura e pelos direitos do povo, e também é organizado as tantas lutas atuais que ainda temos que fazer em defesa da educação e dos nossos direitos.

VIVA O 28 DE MARÇO – DIA DE LUTA DOS ESTUDANTES!

EDSON LUÍS, PRESENTE!

[ORC-DF] O governo se faz de louco? A greve continua!

por Oposição de Resistência Classista – ORC, filiada ao FOB

O Governo se faz de louco? A greve continua!

Brasília, 27 de Março de 2017

* Panfleto da ORC distribuido nas Assembleias Regionais, Comando Geral de Greve e Assembleia Geral [download]

O governo está de brincadeira com a nossa cara. No nível federal, ainda não cancelou a reforma da Previdência, fingiu recuar passando a bola para os Estados. E presenteou a grande burguesia com a lei de terceirização geral, que permite explorar muito mais o trabalhador.

No DF, Rollemberg ameaça cortar ponto e continua a dar calote nos professores de contrato temporário. E bota seus esbirros para reprimir o protesto no desfile de Ceilândia, bater em professoras e tentar impedi-las de falar a verdade para o povo. Só para completar, ainda diz que não estava ciente da nossa greve. O governo segue ajudando a elite a explorar ainda mais o povo como se nada estivesse acontecendo.

Isto quer dizer que nossa mobilização tem que melhorar e se fortalecer. Temos que parar de repetir alguns erros da última greve. O que seria preciso fazer?

1-PREPARAR COM ANTECEDÊNCIA: tem muita gente desinformada dos seus direitos, dos motivos para a greve, do funcionamento do sindicato. A diretoria deixa para informar e mobilizar quando a greve já começou! Isso devia estar sendo feito desde o ano passado!

2- FAZER TRABALHO DE BASE PERMANENTE: muitos professores ainda carecem de formação política e sindical. É preciso ter atividades regulares de formação para todos, não só para alguns.

3- DEMOCRATIZAR O SINDICATO: a diretoria quer ser dona do comando de greve e das assembleias. Só ela compõe a mesa, só ela decide o que vai ser votado ou não, tratorando os membros da base. Uma das dirigentes é sempre, invariavelmente a última a falar, em todas as reuniões e assembleias, replicando e censurando todas as falas que discordam dela.

4- DESCENTRALIZAR E AMPLIAR AS LUTAS: as assembleias regionais tem que ter autonomia para criar as formas de luta mais apropriadas para seu caso. Deixar estas decisões para o comando local equivale muitas vezes a deixá-las para a diretoria. É preciso também convocar A BASE das outras categorias e também estudantes, mães e pais para a luta, a despeito de sindicatos e entidades pelegas.

5- APOSTAR NO PODER DO POVO E NÃO DOS PARLAMENTARES: quando o governo quer votar um novo ataque ao povo, temos que tornar a sessão parlamentar impossível, impedir a votação. No ato nacional contra a PEC 55 no ano passado (13/12/2016), tínhamos uma verdadeira multidão na Esplanada. Mas a multidão foi orientada pelas direções pelegas a ir embora quando o confronto começou. Imagina se tivesse ficado?

As críticas justas à diretoria do sindicato e seu peleguismo não podem ser uma desculpa para ficar desmobilizado. Temos motivos de sobra para agir. Professor(a), orientador(a), se organize e lute! Venha construir a O.R.C., construa outro coletivo já existente, crie uma nova proposta, mas se organize. É interesse seu, da sua família e da classe trabalhadora. E a pelegada já mostrou que não está aí para atendê-los. Precisamos nos unir também, para além de grupos e partidos, em comitês de mobilização que impulsionem a luta mais além dos limites estreitos em que se encontra.

Propomos à mesa:

1- A greve continua.

2- Acréscimo de pauta: contra a repressãopolicial, contra o corte de ponto e o calote

3- Assembleias Regionais deliberativas para as questões regionais;

4: Convocar e financiar caravanas para atos nacionais, como dia 31 (a confirmar)


O Que é um Comitê de Mobilização?

É um conjunto de pessoas que se propõe a realizar ações reivindicativas, agitativas e de propaganda. Essas pessoas podem (e devem, quando possível!) ser de diversos grupos e partidos, e também independentes. Podem ser de diversas categorias. Temos o exemplo do Comitê de Mobilização do Gama, que integra professores e alunos de diversas filiações políticas. Ou seja, o Comitê não é da O.R.C.: membros da O.R.C. compõem o Comitê junto com outras lutadoras e lutadores. A intenção do Comitê é ampliar e diversificar a luta. Acreditamos que nenhum sindicalista sincero pode se opor a isto.

Criar Comitês de Mobilização em todas as regionais! Avante!

TODA SOLIDARIEDADE A PROFESSORA LUIZA E A TODAS/OS AS/OS TEMPORÁRIAS/OS!

Nós da Oposição de Resistência Classista (ORC) viemos manifestar a nossa solidariedade à professora temporária Luiza Oliveira, da regional de Planaltina, que foi impedida de concorrer ao comando de greve por manobras burocráticas da diretoria do SINPRO-DF. Viemos também nos solidarizar com todas e todos os temporários que estão aderindo a greve, apesar de toda a pressão e perseguição do GDF, das regionais e das direções de escolas, por entenderem que essa greve é de toda a classe trabalhadora.

Porém, como nós já vínhamos afirmando: para vencer a batalha contra as reformas neoliberais é necessário derrotar a burocracia sindical. Na última semana tivemos, infelizmente, mais um exemplo disso. A professora Luiza foi impedida de participar da eleição para o comando de greve com a alegação de que não estaria lotada em nenhuma escola no momento!! Mesmo sendo filiada ao sindicato, ter participado e ter sido perseguida na última greve (2015), ter sido lotada e devolvida (por erros da regional) já de duas escolas esse ano, além de ter passado em primeiro lugar no último concurso de temporário para sua regional. Mesmo assim os diretores do SINPRO impediram uma temporária de concorrer ao comando de greve!!

A QUESTÃO É GRAVE: o SINPRO legitimou e SE UTIIZOU da situação de precarização e instabilidade que afeta todos os professores temporários para garantir seu poder. E isso é inadmissível para uma categoria que está em guerra contra um governo fascista que está perseguindo os temporários e tentando cassar seu direito de greve! O mínimo que o Sinpro deveria fazer é uma nova eleição do comando de greve em Planaltina e uma autocrítica sobre sua postura equivocada. Continuar lendo