[RMC] Trabalhadores terceirizados sofrem com descaso das empresas e do Governador do estado do Piauí

 O ano de 2018 está sendo marcado pelos constantes atraso de salário, ticket de alimentação, férias, dos terceirizados do Estado do Piauí. O governador Estadual Wellington dias  ( PT ) junto com as empresas faz descaso com 16 mil terceirizados que prestam serviço para o Estado, deixando os trabalhadores sem receber seu  salário  durante meses .  Nesse vídeo os terceirizados da Universidade Estadual do Piauí  denunciam as dificuldade que eles vem passando

*foram feitas edições no vídeo para dificultar o reconhecimento dos terceirizados para evitar perseguições

Vídeo produzido por:

RECC – Rede Estudantil Classista e Combativa

FOB – Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil

RMC – Rede de Mídia Classista

                            EFETIVAÇÃO DOS TERCEIRIZADOS JÁ!

 

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[CP-RECC/SP] DEBATE: “O Papel do Movimento Estudantil Frente ao Conservadorismo”

Por CP-RECC

O Comitê de Propaganda da Rede Estudantil Classista e Combativa de São Paulo (RECC), a Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil (FOB) e o Movimento Estudantil Insurreição Popular (MEIP) convida a todos/as para uma atividade aberta de discussão sobre o avanço do conservadorismo no Brasil e a fundamental resistência do movimento estudantil frente a este cenário político atual. Pretendemos avançar no debate e propor formas de resistência auto-organizadas. Utilizaremos como base para o debate três textos da FOB. São eles:

1º) Organizar os Comitês Antifascistas: autodefesa popular diante da vitória eleitoral da extrema direita e do acirramento da violência política. Link: https://lutafob.wordpress.com/2018/10/31/fob-organizar-os-comites-antifascistas-autodefesa-popular-diante-da-vitoria-eleitoral-da-extrema-direita-e-do-acirramento-da-violencia-politica/

2º) A farsa eleitoral e o avanço da extrema-direita: organizar os comitês anti-fascismo. Link: https://lutafob.wordpress.com/2018/10/19/fob-a-farsa-eleitoral-e-o-avanco-da-extrema-direita-organizar-comites-anti-fascismo/

3º) Ação direta para resistir ao autoritarismo. Link: https://lutafob.wordpress.com/2018/10/26/acao-direta-para-resistir-ao-autoritarismo/

A atividade de discussão será realizada na Universidade Federal do ABC (UFABC), no campus de São Bernardo do Campo, dia 30/11/2018 (sexta-feira), às 17:30, no Hall do Bloco Beta.

Endereço: Alameda da Universidade, s/nº – Bairro Anchieta, São Bernardo do Campo – CEP: 09606-045. Um outro endereço mais acessível e fácil de encontrar: rua Arcturus, nº 03, Jardim Antares, São Bernardo do Campo.

[RECC/PARNAÍBA]: Movimento Estudantil e Saúde Mental

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A discussão sobre saúde mental, embora não seja nova, tem se intensificado ultimamente, seja na Universidade ou fora dela. No capitalismo, a busca por eficiência e alta produtividade exige dos trabalhadores e estudantes grande esforço físico e psicológico, o que dificulta nossas vidas e naturaliza o adoecimento. Nós rompemos com essa lógica, e nos opomos a uma estrutura social que tenta justificar a doença e a desigualdade. Em uma sociedade onde os direitos têm sido destituídos, com cortes de bolsas e auxílios estudantis frequentes, aumento nas taxas de desemprego e exploração, é necessário e urgente que os estudantes debatam o assunto e busquem construir uma sociedade mais justa e saudável.

Diante disso, nós do Coletivo Autonomia e Luta, da UFPI de Parnaíba (CAL/UFPI), filiado à Rede Estudantil Cnassista e Combativa (RECC) convidamos todas e todos para um debate sobre Movimento Estudantil e Saúde Mental, que será realizado dia 21 de Setembro, às 18:30h, atrás da quadra da UFPI de Parnaíba.

[RECC-SC] O governo de SC deve pagar pela morte de Kelvin e de todos os nossos irmãos!

No dia 15 de julho, o jovem Kelvin, de 16 anos, foi espancado e assassinado a tiros, depois teve seu corpo arrastado e suas roupas queimadas pela Polícia Militar, praticamente em frente à sua própria casa. O crime aconteceu na Vila Chico Mendes, no Monte Cristo, uma das comunidades de maior índice de vulnerabilidade social de Florianópolis. A versão da polícia é de que o garoto teria atirado contra os militares, os moradores contestam essa versão e afirmam que Kelvin sequer estava armado. 

No dia 16, os moradores protestaram contra o assassinato, fechando as vias de acesso à vila com barricadas. Depois da manifestação, a polícia voltou a invadir a comunidade, reprimindo os moradores com bombas e balas de borracha.

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[CCI-UnB] POR UMA FEDERAÇÃO AUTÔNOMA DE ESTUDANTES DA UNB

por Organização Estudantil CCI – Combativa, Classista e Independente da UnB (filiada à RECC/FOB)

Ano XI, Edição nº 48 – Agosto de 2018   [BAIXE EM PDF – formato livreto] 

POR UMA FEDERAÇÃO AUTÔNOMA DE ESTUDANTES DA UNB

Acumular as experiências de lutas combativas para combater o neoliberalismo e defender os direitos do povo

“Ainda que nos prendam, ainda que nos matem, mesmo assim voltaremos e seremos milhões.” Honestino Guimarães

Começamos o ano com a construção de uma importante jornada de lutas na UnB. As lutas articularam estudantes e trabalhadores, levaram para a rua e para o enfrentamento as demandas da comunidade, ocorreram ocupações (FNDE e Reitoria), greves, piquetes, panfletagem, barricadas, passagem em sala, sabotagem, colagem de cartazes, assembleias, reuniões executivas, autodefesa, etc. A experiência e conhecimento coletivo alcançado nessas jornadas de lutas supera meses ou anos de conhecimento puramente teórico, advindo de panfletos e discursos. No entanto, muitos desafios aindase colocam para os estudantes do povo. Não podemos ter uma análise derrotista nem triunfalista para agradar esse ou aquele interesse (ou o nosso próprio ego), devemos ter uma análise correta e verdadeira.

Nesse texto nós pretendemos analisar alguns elementos do avanço do neoliberalismo na educação, a onda de ocupações em 2016, as últimas eleições do DCE, essa importante e recente jornada de lutas em 2018, bem como e apontar algumas tarefas que consideramos necessárias para a reorganização do movimento estudantil classista e combativo da UnB e do DF, em especial a construção de uma Federação Autônoma de Estudantes da UnB. Para tal objetivo é fundamental realizar não apenas uma crítica aos setores oportunistas de esquerda e de direita, mas também realizar uma autocrítica sobre a atuação dos setores combativos e independentes, no qual nos incluímos.

Breve balanço do neoliberalismo na educação e na UnB

A educação brasileira sofreu duras derrotas nos últimos anos, e a tendência desde o golpe parlamentar é o aprofundamento dos retrocessos de uma forma brutal. Mas os profundos retrocessos que falamos não podem ser datados apenas a partir do impeachment de Dilma. A macropolítica educacional dos governos Lula-Dilma (PT-PCdoB-PMDB) foi baseada desde o seu princípio a partir das orientações do Banco Mundial. O que vimos na última década foi um processo profundo de privatização da educação superior através do aumento das faculdades e cursos técnicos privados por meio do Prouni, Pronatec, FIES, o que levou a uma proliferação de faculdades de baixa qualidade descomprometidas com a pesquisa e extensão (as famosas fábricas de diploma), endividamento e abandono estudantil; da privatização interna das universidades públicas através das fundações privadas e das terceirizações, de cursos pagos, etc.; precarização das condições de estudo e trabalho com o aumento exponencial de cursos ultra-precarizados e tecnicistas, cursos à distância sem qualidade, problemas recorrentes na Assistência Estudantil, corte de verbas; o fortalecimento do discurso neoliberal de “gerenciamento de recursos escassos” pelas reitorias de direita ou de “esquerda”, colocando o problema da educação meramente como um problema de “gestão eficiente”; criação do Enem que também ampliou o ranqueamento nacional, colocando os “melhores estudantes” nas “melhores universidades” (com mais verbas) não alterando a lógica elitista do vestibular.

De fato, devemos reconhecer, durante os governos do PT houve um aumento das matrículas nos cursos técnicos e superiores (principalmente do setor privado), e é em cima disso que se ampara todo o discurso marqueteiro dos partidos reformistas (PT, PCdoB) e suas entidades estudantis (UNE,UBES[1]). Porém, esses assumem um discurso quantitativista e formal (número de matrículas, etc.) que despolitiza as contradições criadas e acima citadas, ou seja, o processo de privatização e precarização da educação e condições de vida.Por isso não compreendem porque a base social que foi “beneficiada” por esses programas não tenha virado mecanicamente base de apoio dos seus governos ou de seu discurso oportunista. O mesmo ocorre em relação ao mercado de trabalho, tendo em vista que a maior parte dos empregos criados nas últimas décadas são empregos precários (vide o aumento gigantesco da terceirização).

Tal como esperado, as políticas neoliberais entraram em alta velocidade depois do golpe parlamentar. Em pouco menos de 2 anos o governo Temer (PMDB-PSDB) já aprovou diversas medidas que atacam profundamente a educação e os direitos da classe trabalhadora. Primeiramente devemos citar a aprovação da “PEC da Morte” (hoje Emenda Constitucional 95) que congela por 20 anos os investimentos em áreas sociais (educação, saúde, seguridade social, etc.) e seus efeitos já são sentidos nas instituições federais de ensino, e que anuncia para os próximos anos a tendência de uma profunda precarização e privatização que atingirá tudo e todos. Diretamente relacionada estão a “Reforma do Ensino Médio” e a “Base Nacional Comum Curricular” aprovadas durante o governo Temer (mas que já era uma política prevista no documento “Pátria Educadora” do governo Dilma/PT). Ambas as políticas aprofundam a precarização das condições de estudo (retirando a obrigatoriedade de diversas matérias e conhecimentos); afetando as licenciaturas das universidades; estabelecendo parcerias com instituições de ensino à distância “com notório reconhecimento” para complementar a grade curricular; aprofundando o tecnicismo e a formação de mão-de-obra barata para o mercado (orientando as escolas para parcerias com cursos técnicos privados); aprofundando o autoritarismo através da avaliação e punição das escolas, estudantes e servidores que não alcançarem índices governamentais; perda das especificidades regionais. Somado a essa situação ainda tivemos a aprovação da Reforma Trabalhista que aprofundará a superexploração da classe trabalhadora nos próximos anos.

Todas essas políticas têm impactos sociais profundos na vida do povo e dos estudantes. Os impactos se fazem sentir nas ações das Reitorias, empresas ou governos estaduais, municipais ou distrital. Na UnB a reitoria de Marcia Abrahão/PT cumpre o papel de aplicar e gerenciar a política neoliberal do governo Temer e do MEC. No entanto, nenhuma dessas políticas das classes dominantes e exploradoras tem sido aceita pacificamente pela classe trabalhadora. Um novo ciclo da luta de classes se abriu em junho de 2013, e é necessário compreender as recentes lutas populares e o lugar do movimento estudantil da UnB.

As ocupações de escolas e universidades em 2016: ação direta-federalismo X reformismo-burocratismo

Nos últimos anos aconteceram lutas nacionais que mobilizaram milhares de estudantes. Essas lutas fazem parte de um processo histórico e de experiência coletiva do povo brasileiro. Elas não podem ser pensadas como coisas separadas. Podemos citar alguns fatos: A revolta popular por direitos coletivos em junho de 2013; as greves insurgentes (garis do RJ em 2014, rodoviários em 2014, nas obras no PAC, etc.); as ocupações de escolas em São Paulo em 2015 contra a “reorganização” de Alckmin (PSDB); as ocupações de escolas e universidades no Brasil em 2016 contra a Reforma do Ensino Médio(MP 746) e a PEC da Morte (EC 95);as paralisações nacionaise o “Ocupa Brasília” em 2017. Obviamente, frente a esse processo se levantaram as forças reacionárias (políticas, econômicas, religiosas, militares) e as forças do reformismo e das burocracias sindicais e partidárias.

No ano de 2016 a UnB e várias escolas do DF se juntaram às ocupações que atingiram mais de mil escolas e centenas de universidades no Brasil contra a Reforma do Ensino Médio e a PEC da morte. Em outubro, alguns dias depois das primeiras escolas serem ocupadas, a UnB teve diversos prédios ocupados (incluindo a Reitoria) por cerca de 45 dias. Além disso, dezenas de escolas e institutos federais foram ocupados em Planaltina, Samambaia, Gama, São Sebastião, Plano Piloto, e outros bairros periféricos. Apesar de não ter barrado tais medidas as ocupações foram processos de resistências fundamentais contra o governo Temer (PMDB), governos locais e também contra direções escolares e universitárias. Muitas escolas no Brasil conquistaram reivindicações locais relativas à estrutura, democracia, etc. Geraram uma importante experiência de mobilização que atingiu centenas de milhares de estudantes. Demonstraram a força da ação direta em contraste com as práticas oportunistas e eleitoreiras da UNE e UBES. Continuar lendo

[RMC-TERESINA] Todo apoio a Greve dos trabalhadores da Educação do Piauí!

Greve educação Piauí RECC FOB Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil - Rede Mídia Classista RMC.png

 

Trabalhadores da educação pública do Estado do Piauí entraram em greve depois da quebra de acordo por parte do Governador do Piauí, Wellington Dias (PT). Depois de um acordo entre os trabalhadores da educação e representantes do Estado, que cederam aumento de 6,81% para os professores e 3,95% para os demais servidores da educação, o governador do Piauí, junto com sua base na Assembleia Legislativa, de forma covarde, determinou um projeto de lei que o reajuste para os servidores não passe de 2,95%, quebrando a decisão feita com os trabalhadores da educação do Estado do Piauí.

Na manhã do dia 21, trabalhadores da educação manifestaram contra e aprovação do novo projeto de lei que diminui os seus salários, e foram recebidos com a repressão da polícia militar do Piauí, que se encontrava na Assembleia Legislativa, deixando vários professores feridos, sendo que uma professora teve o fêmur fraturado.

 PRECARIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO PÚBLICA NO PIAUÍ

A greve dos trabalhadores da educação pública do Piauí está dentro de um contexto de precarização de trabalho, tomando como base o caso de atrasos do pagamentos dos professores substitutos que no ano de 2018,  que passaram  até mais de dois meses sem receber, além de ganhar um salário abaixo do piso nacional dos professores. As escolas piauienses também sofrem com falta de docentes. O ultimo concurso para professores efetivos do estado foi feito no ano de 2014, e até o ano de 2018 nem todos os professores que passaram no concurso foram convocados, correndo risco de o concurso expirar.

ELEIÇÃO É ILUSÃO! CONSTRUIR A GREVE GERAL!

Mais um período de eleição se aproxima, e com ele vários candidatos, com as mesmas propostas vagas: “vamos melhorar a educação, saúde, segurança!” – mas já sabemos que os políticos não governam para melhoria da vida dos trabalhadores; eles servem os interesses dos ricos. Não podemos colocar nossas esperanças de mudanças na farsa eleitoral; o poder de mudança não está nas urnas, mas sim em nós, trabalhadores e trabalhadoras que se organizam e lutam. Diante disso, é necessário a unidade com outras categorias, para construção de uma Greve Geral ofensiva para barrar todos os ataques e conseguir nossos direitos.

CONSTRUIR COMITÊ DE AUTODEFESA DA CLASSE TRABALHADORA!

PARA BARRAR O AJUSTE FISCAL, CONSTRUIR A GREVE GERAL!

NÃO VOTE, CONSTRUA O PODER POPULAR!

[RECC-PI] TERESINA: TODOS ÀS RUAS, PRECISAMOS PARAR A EXPLORAÇÃO DO POVO!

A LUTA DO CAMINHONEIRO É A LUTA DO POVO
Desde terça-feira (22), caminhoneiros autônomos retém suas cargas em Teresina. O ínicio da movimentação que acontecia próximo ao Posto de Fiscalização do bairro Tabuleta foi deslocado para o Terminal de Petróleo no Bairro Dirceu nas proximidades com a BR 343. Na sexta-feira (26) as movimentações no Terminal começava, no novo ponto de greve o número de caminhoneiros já era menor mas 16 caminhões de abastecimento de combustível pararam pelo movimento de greve que avança.

Se existe um movimento de trabalhadores que questionam a alta dos preços dos combustíveis, algo que afeta principalmente os autônomos que tiram de cada frete a sobrevivência de suas famílias, devemos apoiar os trabalhadores. Assim também pensou o povo que foi ao local, logo mais de 180 populares se reuniram para se solidarizar com os caminhoneiros montando uma barricada para impedir que os policiais conseguissem retirar os caminhões no ínicio da tarde.

Como já sabemos, o governo do Estado do Piauí no entanto não pensa o mesmo. Nenhum apoio ao trabalhador foi prestado, pelo contrário, um intenso policiamento foi montado ao redor das barricadas e junto dos caminhões. A desproporcionalidade e política de repressão era tamanha, mais de 35 viaturas de diferentes níveis (Força Nacional, Civil, Tática, DOE, BOPE, GTOP) foram colocadas para nos ameaçar. O que o Estado nos diz é que não está aqui pra resolver o que nos aflige e nos matariam enquanto estamos lutando por nossos direitos.

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O caminhoreiro, “B.”, há mais de 40 dias longe de casa, é um dos que pararam sua atividade de frete. Ele nos conta sobre infiltrados dentro da manifestação que desde o começo tentam atrapalhar a retenção dos veículos e as negociações pressionadas pelos donos de posto que querem a liberação do combustível. Para os empresários e ricos, a miséria do povo não importa e farão de tudo para que nossa revolta não tome conta das ruas. Pro caminhoneiro a alta dos preços do combustível é pura ganância e ele nos explicou o que influencia no preço, “cada estado cobra seu ICMS, o mínimo que cobra é 12 por cento, tem alguns que cobram 17 outros cobram 20, aí depois vem outros PIS e CONFIN que é mais 7 por cento, aí tudo isso aí vai em cima no preço final principalmente do combustível. O valor do que alcool que eu trouxe pra cá tá 2,10 mas quanto que tá na bomba hoje? 4,00 reais ou 3,90. Além disso aí eles lucram quase cem por cento em cima de nós. Isso é o mínimo, eu carreguei gasolina de 1,74. Quanto que tá a gasolina hoje?”

 

OS INIMIGOS DO POVO SÃO OS OPORTUNISTAS: DESDE OS PATRIOTAS AJOELHADOS EM BANDEIRAS ATÉ OS DONOS DOS POSTOS
Não esquecemos que entre os manifestantes, haviam 10 há 15 “patriotas”, conservadores e nacionalistas. Era a direita que tentava pautar em cima do movimento suas palavras de ordem conservadoras. Não esquecemos também que eram eles os escolhidos – e várias vezes se voluntariavam – pela mídia burguesa para discursar. Em todas as TVs do Piauí que cobriram o acontecimento, ao menos um deles apareceu. Na TV Clube (filiada a rede globo) eram eles inclusive os líderes da movimentação. Pois nós estivemos lá e afirmamos, o povo não eram eles, o povo esteve presente construindo consciência de classe. Mesmo muito a noite por volta das 20 horas quando a Força Tática resolveu aplicar seu discurso de terror de “ou sai ou leva, mas estou só fazendo o meu trabalho”, mesmo quando os conservadores diziam que a vitória já tinha sido conquistada pois a reinvidicação estava na televisão e era perigoso estar ali, o povo resolveu continuar.

O discurso terrorista e piedoso da Polícia, os que se ajoelharam diante da bandeira e foram embora antes do povo, os donos de postos de gasolina que enchem seu bolso as custas do precário trabalho do caminhoneiro e do aumento de preço na revenda são nossos inimigos. Eles se oportunizam de discursos diferentes, dispersam e diminuem nossas lutas. Eles inclusive conseguem facilmente estar na televisão sem suas falar serem cortadas pois tem o mesmo caráter da mídia que trabalha sob o viés de um discurso de resguarde de privilégios. Pra nenhum desses interessa a insurgência do povo trabalhador.

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Vimos diversas vezes quando os conservadores e nacionalistas faziam seu discurso anti-corrupção e anti-político na caixa de som e logo em seguida agiam como os próprios políticos que ignoram a voz da maioria do povo. No final da noite, entre às 19 e 20 horas, somente os 20 sujeitos consensuaram e se levantaram pra retirar os troncos de árvores que fazia a barricada do local. Queriam empregnar de desânimo ou outros que estavam no lugar. Como se fosse um espetáculo, cinco deles se ajoelharam em frente a uma bandeira do Brasil e tiraram fotos. Logo saíram e nos deixaram emboscados pelas viaturas e pelos policiais.

Infelizmente éramos poucos, apenas centenas e muitas mulheres com crianças de colo e pequena. Não tinhamos força pra levar bala de borracha ou bombas de gás. Os caminhoneiros sabiam disso e depois da reunião que durou mais de 6 horas, a maioria dos veículos cedeu. Um dos caminhões era conduzido por um policial.
Não podemos desanimar, a luta que travamos é histórica, é a luta do trabalhador contra o dono da riqueza. Por isso mesmo não podemos nos deixar levar por aqueles que mentem dizendo estar com o povo, que só estão interessados em desviar a luta dos trabalhadores para seus próprios interesses.

A pauta que deve ser seguida é aquela que combate a política criminosa que tem roubado os direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores e produzido a piora das condições de vida. A GREVE GERAL combativa é o meio de avançar nesse sentido. E o momento de fazê-la é agora. Sem aparelhamento das centrais sindicais. Sem apelar para o vago combate à corrupção. Sem temer a repressão. Sem conciliação com governos e patrões. Sem militarização. Todos às ruas parando toda a produção e circulação, pondo de joelhos os ladrões e exploradores do povo.

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NÃO TEMOS UMA DEMOCRACIA A DEFENDER, MAS UM AJUSTE A COMBATER
NÃO À INTERVENÇÃO! SIM À REVOLUÇÃO POPULAR!