[SP] NOTA DE REPÚDIO CONTRA AS 35 SINDICÂNCIAS NA UNESP DE MARÍLIA

Comunicado nº2 da Ação Direta Estudantil (ADE) – Filiada a RECC/FOB

Na noite de ontem (05/07/17), 35 militantes ativos da esfera política do M.E. de Marília, entre estudantes regulares de graduação e pós-graduação, foram notificados, através de um e-mail institucional, sobre uma reunião com a Direção da FFC nesta tarde (06/07/2017). O corpo da mensagem não descriminava o motivo do chamado encontro, ao se fazerem presentes, nossos companheiros foram informados da continuidade de seus processos de sindicância, abertos em 2015 por razão de um piquete realizado pelo M.E. da FFC em apoio às ocupações escolares de 2015 e pelas pautas de Permanência Estudantil.

Tal piquete foi deliberado nas instâncias válidas e reconhecidas do M.E., em Assembleia Geral dos Estudantes no dia 03/12/2015 – anterior ao dia do piquete –, aprovado devidamente pelos estudantes a partir das necessidades de luta pontuadas pelas bases. Agora, quase dois anos após o ocorrido, em um momento de novo acirramento das disputas e conflitos políticos da faculdade, a Direção volta a ameaçar os estudantes com processos de sindicância que podem resultar em sua perda de vínculo com a própria instituição, além da perda de bolsas acadêmicas e de permanência e a suspensão de suas atividades regulares para com a instituição. Esse processo, levado a portas fechadas desde sua abertura, foi uma das principais pautas do movimento de Greve e Ocupação de 2016, que exigia seu cancelamento imediato. Da maneira tão comum ao burocratismo universitário, a Direção da FFC informou não ter conhecimento do andamento desses processos, negando qualquer conhecimento de causa sobre os fatos relacionados a esse. Agora, após a organização estudantil contra a repressão policial no Campus e os atos da Greve Geral dos dias 28/05 e 30/06 – ambos compostos pelo bloco de estudantes da UNESP – a Direção volta a adotar a tática de intimidação direta sobre nossos camaradas.

Manifestação dos estudantes da UNESP em solidariedade aos 35 estudantes perseguidos políticos (13/07/2017)

A criminalização da luta estudantil, dos estudantes organizados e da ação direta através da intimidação, de processos institucionais e assédio moral é um sempre presente na vida dos que se colocam em luta. Mais uma vez, os estudantes combativos da FFC são chamados às barricadas da luta por nossa resistência na universidade. É necessário, nesse momento, compreendermos que tais ações repressivas não são isoladas ou terminadas em si, mas parte de um processo político que atravessa os anos e vem ganhando balanço nas lutas populares. O piquete de apoio às ocupações escolares de 2015 – que se colocavam contrárias à nefasta reorganização escolar do governo PSDB do Estado – e às pautas de permanência, não é uma criação local de uma vanguarda descolada das bases estudantis, a Ação Direta é uma forma de luta histórica do trabalhador contra os ataques burgueses impostos de cima para baixo.

Cabe compreendermos nosso lugar no corpo estudantil da universidade e, para além disso, na sociedade de classes: somos estudantes e membros da classe trabalhadora. Enquanto tanto, somos frequentemente chamados a defender aqueles que se põe ao lado da luta do proletariado. Aqueles que na universidade se põe ao lado das lutas por Permanência – moradia, alimentação, etc. – merecem nosso apoio e solidariedade em todo seu processo de lutas. É chegado o momento dos estudantes da FFC compreenderem que, aos ataques institucionais aos nossos, devemos apresentar respostas contundentes, enérgicas e baseadas na Ação Direta. É preciso organizar os estudantes para combater a repressão institucional e garantir a continuidade da luta estudantil na faculdade. A chamada de atos de protesto, trancaços e piquetes se comprovam, historicamente como formas efetivas da resistência estudantil e trabalhista. Se, em algum momento, é necessário superar o imobilismo e o burocratismo estudantil para garantir a continuidade de nossa luta, a hora é chegada!

A chamada para Assembleia Estudantil, dia 12/07/2017, é parte integrante desse necessário momento de organização dos estudantes. É nesse espaço que podemos nos fazer presentes e pensar, coletivamente, as saídas combativas para os Estudantes. Esse não é o momento de escondermo-nos nas inefetivas esquinas do burocratismo, mas sim de organizar a luta direta e combativa dos nossos pelos nossos. É o momento de paralisar a faculdade, de ocupar seus espaços e de não retroceder, nem mesmo um passo, na defesa de nossos camaradas. Somente a organização estudantil por via da ação direta pode garantir a efetividade e a vitória de nossas lutas. O momento é de ação , cabe a nós tomarmos em nossas mãos as lutas que nos pertencem, sem medo da repressão de nossos inimigos, que só visam nos desarticular e silenciar.

SÃO 30 ANOS SEM DITADURA E A REPRESSÃO AINDA CONTINUA!
NINGUÉM FICA PRA TRÁS, MEXEU COM UM MEXEU COM TODOS!
LUTAR NÃO É CRIME!

ASSINAM ESSA NOTA:
Ação Direta Estudantil – RECC/FOB
Nós Por Nós – Santa Catarina – RECC/FOB
Oposição Classista Combativa e Autônoma – Mato Grosso do Sul – RECC/FOB
Oposição Combativa Classista e Independente ao DCE da UNB – Distrito Federal – RECC/FOB
Oposição Classista Combativa e Autônoma ao DCE da UFG – Goiás – RECC/FO
B
Coletivo Tempo de Luta – Mato Grosso do Sul – RECC/FOB
Coletivo Tempo de Luta – Goiás – RECC/FOB
Coletivo Pedagogia em Luta – Brasília – RECC/FOB
Coletivo Pedagogia em Luta – Goiás – RECC/FOB
Rede Estudantil Classista e Combativa – Rio de Janeiro – RECC
Oposição de Resistência Classista – Distrito Federal – FOB
Oposição de Resistência Classista – Rio de Janeiro – FOB
Aliança Classista Sindical – Rio do Janeiro – FOB
Liga Sindical Operária e Camponesa – LSOC

Liga de Defesa da Educação- LDE

[GO] FORMAÇÃO SOBRE O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO

O Coletivo Pedagogia em Luta – UFG e o Coletivo Tempo de Luta – História UFG que compõem a OCCA / UFG Oposição Classista Combativa e Autonôma fizeram nesta última semana uma formação histórica sobre o Sindicalismo Revolucionário, desde a Associação Internacional dos Trabalhadores até a Confederação Operária Brasileira na Primeira República.

A formação teve caráter mais restrito, contando com a presença de um companheiro do DF e um secundarista. O objetivo da formação é elucidar e aperfeiçoar a teoria e a prática das formas de luta mais avançadas que surgiram no seio do proletariado, de resistência e solidariedade de classe, extremamente necessários no contexto atual de Ajustes Fiscais e ataques deliberados à classe trabalhadora, em especial a fração do proletariado marginal, que são os que mais necessitam de formas eficientes e combativas de organização.

Desta forma, o Movimento Estudantil dos filhos e filhas da classe trabalhadora deve agir de forma conjunta com o movimento classista e combativo sindical e popular, na busca por vitórias contra o Estado e os capitalistas pela construção de uma nova sociedade. Como a ação deve orientar a teoria e a teoria aperfeiçoar a ação, é fundamental o estudo e a formulação prática do Sindicalismo Revolucionário.

LUTAR PARA ESTUDAR, ESTUDAR PARA LUTAR!
AVANTE O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!

[RECC] Violência, encarceramento e racismo: 4 anos da prisão de Rafael Braga Vieira.

Comunicado Nacional da Rede Estudantil Classista e Combativa, julho de 2017.


“VOCÊ SÓ OLHA DA ESQUERDA PARA A DIREITA, O ESTADO TE ESMAGA DE CIMA PRA BAIXO” Violência, encarceramento e racismo: 4 anos da prisão de Rafael Braga Vieira.

“Que se espalhe a fúria e a ira,
que se levantem as vozes e as piras que iluminam a luta
Que não se calem as turbas quando a dor surgir em pilhas
Que não se acovardem os meninos e as meninas quando surgir a trilha,
Façam ação nas entradas das cadeias, desmanchem celas com seus punhos” (Hamilton Borges Onirê – Ira)

          A realidade Brasileira sempre foi – e segue sendo – a da desigualdade social, reconhecer o enorme abismo imposto entre as classes em nossa nação é o primeiro passo para compreendermos como o Estado estrutura e operacionaliza a contenção da luta pela libertação dos trabalhadores. Como bem sabemos, é papel principal de qualquer militante revolucionário comprometido combater com feracidade tal desigualdade imposta de cima para baixo. Devemos, para além de entender a efetiva e precária situação da classe trabalhadora em nosso país, nos dedicarmos em encontrar as saídas combativas para a estruturação da luta pela libertação do trabalhador, contra seu assassinato e aprisionamento. Porém, junto ao avanço e a radicalização da luta de classes no país, o Estado responde, cada vez mais, à mesma moeda. A violência policial, enquanto ferramenta para o assassinato irrestrito, o encarceramento e a repressão dos trabalhadores, intensifica-se cada vez mais. Exemplo patente disso é o genocídio cotidiano dos moradores de diversas favelas e periferias pelas mãos da polícia e, também, a ofensiva policial nos atos de rua contra manifestantes. A polícia que mais mata no mundo, segundo a própria Anistia Internacional, segue com um perfil sistemático de alvo: pretos e pobres. O documento exposto da PM de Campinas, que orienta a priorização de abordagens em negros, desvela essa realidade a quem quiser ver. A repressão diária sofrida pelo povo negro e pobre se escancara nos períodos onde a contradição da nossa sociedade de classes mais se acirra. O caso de Rafael Braga Vieira é exemplo disso.

   A polícia no Brasil surge, historicamente, como um braço armado, primeiramente dos grandes fazendeiros escravistas e do Estado colonial, e, posteriormente, da burguesia e do Estado burguês. Sua função primária é defender os mais ricos, exploradores da sociedade, e, ao mesmo tempo, reprimir cotidianamente e violentamente os mais pobres. Se, em um passado colonial e Imperial, perseguiam-se os escravizados, indígenas e quilombolas, hoje se reprimem os descendentes diretos desses: negros, indígenas e pobres,favelados e periféricos. Tal repressão, que sempre aconteceu às margens da sociedade, emerge com o acirramento da luta de classes e desce para o asfalto, onde tropas de choque e batalhões de operações especiais de vários cantos do país mostram seu verdadeiro dever: espancar, torturar e perseguir o povo. Assim foi nasJornadas de Junho de 2013, nas lutas contra os Megaeventos de 2014 e 2016 e nas paralisações gerais de 2017, nas quais, novamente, se colocou diante das câmeras o massacre exercido pelos novos capitães do mato.

      A política do Estado brasileiro está mais do que posta a quem quiser vê-la: encarcerar ou matar. Porém, enquanto o Lobby financeiro da segurança pública segue lucrando com suas pesquisas sobre aumento da violência, criminalidade e afins, a marcha fúnebre do trabalhador assassinado prossegue!Isso porque as pesquisas parciais escondemos verdadeiros criminosos: o Estado e o Capital. Documentos oficiais e pesquisas relativamente apresentam, mas pouco alteram, a realidade racista e violenta do cotidiano.Afinal, essa não é uma questão passível de resolução através das saídas de conciliação de classes oferecidas pela Política Institucional e a Burguesia: políticas públicas assistencialistas, filantropia, caridade, etc. Tais violência e a insegurança são resultados da Guerra de Classes e, nessa Guerra bem sabemos que não podemos contar com o estado e seus operadores, é ‘nós por nós’.

rafa braga

        A violência policial se intensifica após grande incentivo, financiamento e militarização do setor de segurança nos últimos anos. A criação da Força Nacional pelo Governo Lula/PT, a aprovação da Lei Antiterrorismo pelo Governo Dilma/PT e os recentes investimentos gigantescos no setor de Segurança pelo governo Temer/PMDB, bem como a convocatória do Exército para reprimir a manifestação do dia 24 de maio em Brasília, nos mostram que essa não é uma questão de um ou outro governo, mas sim de uma política sistemática de Estado. As inúmeras chacinas ocorridas por todo o país, realizadas por grupos de extermínio e milícias, demonstram a quem realmente servea militarização. A chacina em Manaus em 2015, que causou a morte de 37 pessoas em um fim de semana, as recorrentes chacinas no Pará, como a mais recente de Pau D’Arco – que resultou na morte de 10 camponeses -,a Chacina de Messejana no Ceará, Chacina do Cabula na Bahia, de Osasco em São Paulo, a Chacina de Acari e as cotidianas mortes nas favelas do Rio de Janeiro expressam que nossos mortos não têm lugar nas estatísticas do estado!

       Ainda assim, os partidos da ordem seguem saindo em defesa dessa mesma polícia genocida, bem como as políticas de (in) segurança pública, como exemplo: PSTU, PSOL, PCR, PCB, PC do B e congêneres. Esses grupos apoiam as greves policiais por melhores condições para repressão, controle e extermínio. É possível citar como exemplo o PSOL e seu apoio à implantação de UPP’s nas favelas do RJ. Não bastasse o PT e a direita oficial (PMDB, DEM, PSDB, etc) apoiando a militarização e tornando a questão de segurança pública cada vez mais como uma questão de Estado, as linhas auxiliares deixam a marca da sua covardia e de sua face anti povo.

         Além desse genocídio aberto, execuções sumárias, chacinas e massacres, outra característica dessa guerra contra o povo é o encarceramento. A completa submissão de seres humanos aos interesses e vontades do Estado. E não há garantia constitucional que efetive melhores condições, isso por que as prisões não são uma crise, mas sim um projeto. O Brasil possui hoje a 4º maior população carcerária do país, contando com 646,6 mil presos em 2016 – segundo o Conselho Nacional de Justiça -, onde 56% são jovens entre 18 e 29 anos e desses mais de 60% são negros. E apesar de estarmos em 4º lugar em quantidade de pessoas presas, seguimos sendo o país que mais prende no mundo.

            As prisões são máquinas de moer gente, por isso todas as tentativas de “humaniza-las” são falhas, assim como as tentativas de “humanizar” a polícia. A superlotação das penitenciárias, a falta de condições mínimas de higiene e os abusos sofridos dentro das cadeias são alguns dos problemas que os internos sofrem. Tais problemas não serão sanados com políticas públicas, pois fazem parte da nossa sociedade de classes e da lógica punitivista estatal em relação aos pobres, considerados insubordinados por sua brava resistência cotidiana aos ataques do Estado e do Capital. Reformar o sistema de genocídio do povo não é a solução!

            As tentativas de humanização do sistema prisional são falhas, pois ignoram, ou colocam como apenas mais um elemento, as contradições de classe do nosso sistema. Logo, a via reformista de mudança do sistema prisional é geralmente debatida entre altos cargos do Sistema Judiciário e apoiado pelos setores reformistas da política nacional. Em 2013 a Campanha “Cárcere cidadão” reuniu, em campanha pela humanização das prisões, um ministro do STF e o diretor do Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça (DEPEN) onde se discutiram formas de reintegração dos presos à sociedade e uma nova organização do sistema penitenciário. Até em privatização do setor se falou, mostrando mais uma vez o projeto político que é o encarceramento da população. As prisões não estão passando por problemas, elas são o problema! São resultado de um projeto estatal que pretende controlar o ódio e revolta gerados pelos desmandos do Capital e do Estado.

            Dentro dessa política de “Segurança Pública”, racista e que criminaliza a pobreza, temos o caso emblemático de Rafael Braga Vieira, que no dia 20 de junho de 2013, em meio às combativas Jornadas que se estenderam por todo o país, foi abordado por policiais, e após revista foi levado preso. Segundo a mesma polícia que mais mata no mundo, seus crimes eram portar duas garrafas de desinfetante Pinho-Sol e um frasco de água sanitária. Rafael ficou cinco meses preso até o julgamento, e mesmo após um laudo detalhado que atestava que os produtos encontrados por Rafael não poderiam ser usados na criação de nenhum tipo de arma (como dito pelos seus algozes), ele foi condenado a cinco anos de prisão, sob a alegação de que Pinho-Sol e água sanitária seriam utilizados para fabricar uma bomba.

            Assim, em 2014, após uma acirrada disputa judicial, Rafael passou para o regime semiaberto, onde começou a trabalhar como auxiliar de serviços gerais. Porém, no dia 30 de outubro, quando voltava ao presídio de Niterói, posou para uma foto, ao lado de uma pichação em um muro que continham os seguintes dizeres: “Você só olha da esquerda para a direita, o Estado te esmaga de cima pra baixo”. Rafael foi punido por essa foto com 10 dias na Solitária, além da tentativa de regressão na sua pena.

            Em 2015 foi permitido que Rafael Braga cumprisse o restante de sua pena, fora da prisão, com a utilização de uma tornozeleira eletrônica, mas no dia 12 de janeiro de 2016 voltou a ser preso por policiais/milicianos da UPP (a mesma defendida pelos partidos da ordem) da Vila Cruzeiro, por tráfico de drogas e associação ao tráfico. Segundo a acusação, o jovem estaria portando 0,6 g de maconha, 9,3 g de cocaína e um rojão. Rafael negou estar em posse desses materiais desde o seu primeiro depoimento,na 22º Delegacia da Penha, alegando que as drogas e o rojão teriam sido plantados pelos próprios policiais, após dizer que não teria informações sobre supostos traficantes da região. O Kit-flagrante é algo extremamente comum no meio policial, e inúmeras pessoas inocentes foram presas por conta disso todas com o mesmo perfil: pretos e pobres. Após essa prisão, no dia 20 Abril de 2017, Rafael Braga Vieira foi condenado a 11 anos de cárcere por tráfico de drogas e associação ao tráfico, sendo as únicas testemunhas de acusação os policiais que o prenderam. Houve também uma testemunha de defesa, que viu Rafael ser agredido pelos policias, e disse não ter avistado nenhum dos objetos que o acusavam de portar. Essa testemunha não foi aceita pelo juiz sob a justificativa de que esta seria parte interessada, por ser vizinha de Rafael.

            A condenação de Rafael Braga confirma o caráter racista do Estado, que condena um jovem pelo fato dele ser negro e favelado. O genocídio do povo negro, pobre e favelado não é programa desse governo, ou daquele: é um programa de Estado. Os pobres são empurrados para periferia e depois sumariamente assassinados, ou presos. A violência policial contra o povo trabalhador se torna cada vez mais forte, e só com organização e luta poderemos avançar. Como disse Malcom X: por qualquer meio necessário. É preciso demarcar o inimigo do povo, e esse é o Estado. O mesmo Estado que promove o genocídio, esse que entra nas favelas e assassina nossos filhos e filhas, irmãos e irmãs. Precisamos ter em mente que a polícia é o Estado, pois é seu braço armado. Por isso, não podemos nos iludir com a disputa eleitoreira, o objetivo dela é só dar cargos para partidários e gerenciar o Estado contra o povo. Eleição é farsa! Logo é preciso combater aqueles que defendem os agentes desse genocídio, partidos como: PT, PC do B, PSTU, PSOL, PCR, PCB e afins, que dizem estar ao lado do povo, mas defendem greve de policiais e demais políticas genocidas. Fazer esse verdadeiro “jogo da direita” é gritar por melhores armas para matar o povo, melhores salários pelos assassinatos em massa.

            Rafael Braga Vieira está preso há 4 anos, injustamente, longe de sua mãe Adriana Braga e de sua família, sem poder ajudá-la, como fazia antes. Ele é mais uma vítima do racismo estrutural e da violência de classe. Como Rafael, existem milhares nos presídios brasileiros, pois a justiça burguesa só serve ao burguês. A história nos mostra que a organização popular é o caminho da resistência, nos mostrou a quem servem os partidos eleitoreiros, e quais as consequências de suas politicas covardes de conciliação e de disputa do Estado. As favelas são os quilombos modernos, e é necessário queimar a Casa Grande, e não disputá-la!


LIBERDADE PARA RAFAEL BRAGA VIEIRA, PRESO POR SER POBRE E PRETO!
CRIAR COMITÊS DE SOLIDARIEDADE A RAFAEL BRAGA VIEIRA!
CONTRA O GENOCÍDIO DO POVO NEGRO: AUTONOMIA E COMBATIVIDADE!
A JUSTIÇA NÃO É CEGA, É RACISTA E BURGUESA!
ABAIXO A FARSA ELEITORAL! NÃO VOTE, LUTE!

 

 

 

 

[RECC-DF] A Luta pela permanência

Por Oposição Combativa, Classista e Independente (CCI) ao DCE-UnB

Lutar pela assistência estudantil é a lutar pela sobrevivência dentro da universidade, daqueles que necessitam do beneficio para continuar estudando. Compreendemos a necessidade de uma assistência que busca garantir a estabilidade emocional e econômica dos estudantes, para que possamos ter força para travar as demais lutas e garantir uma universidade que esteja a serviço do povo e não do capital.

A precariedade que permeia a assistência estudantil não é uma situação exclusiva em nossa instituição, mas também ocorre em diversas universidades nos fazendo entender um pouco da complexidade do problema. Atualmente mais de 10 Universidades Estaduais já declaram risco de falência, mas afinal o que nós temos haver com isso?

A precarização nas universidades, a falsa “crise econômica”, leva ao corte de gasto, aos ajustes, mas claro as elites não serão afetadas, quem sofrerá as conseqüências desta crise, que não criamos, somos nós trabalhadoras/res e filhas/os da desigualdade social. O corte de gasto, com recorte elitista, nos atinge diretamente e de forma cruel e desumano, o que leva no âmbito universitário evasão de alunas/os por falta da assistência. Em situações constrangedoras vivem as/os alunas/os da assistência. Atualmente em nossa universidade existem casos de alunxs em situação de rua, calouros que já caminham para o final do semestre sem se quer ter o resultado do seu estudo socioeconômico, o que infelizmente não é um problema novo, afinal essa “crise econômica” para pobre sempre existiu. Continuar lendo

[RECC-SC] TODA FORÇA À CAMARADA LORENA CASTILLO!

A Oposição Nós por Nós (RECC/UFSC) considera de fundamental importância posicionar-se diante do processo de perseguição política movido pela reitoria da UFRGS contra a estudante Lorena Castillo, desligada da instituição sob acusações fraudulentas, e contra a organização da qual a camarada faz parte, a Federação Anarquista Gaúcha.

Manifestações de autoritarismo como as da UFRGS não devem ser entendidas de maneira isolada, mas como componentes de um quadro geral de acirramento da crise política e social em que se observa um aumento da ferocidade dos ataques da burguesia contra o povo e a intensificação da caçada aos opositores desta ordem social desigual.

Há anos e, principalmente depois de 2013, a Federação Anarquista Gaúcha sofre com a perseguição por parte do Governo Estadual e das elites que o controlam. Há anos os companheiros resistem à detração pública, criminalização de suas atividades, invasões à sua sede, prisão de militantes e diversas outras investidas. Agora, o Governo Sartori (PMDB) e a reitoria de Rui Oppermann (PCdoB) se articulam para coibir a atuação combativa no movimento estudantil universitário, através da humilhação e expulsão da camarada Lorena, em um processo forjado e inquisitório que a condena à interrupção dos estudos simplesmente por ser pobre e militante.

Sabemos bem que a perseguição política se coloca como tentativa de aplacar o empenho daqueles que não fogem à luta, que não se afastam da guerra de classes encastelados em gabinetes, protegidos no alto dos carros de som e atrás de bate paus contratados para conter a insubmissão autônoma. Por isso, nos declaramos solidários à companheira Lorena e à Federação Anarquista Gaúcha, repudiamos as medidas tomadas pela UFRGS e corroboramos a exigência da imediata reintegração da companheira ao corpo discente da universidade.

Mais do que nunca, é imprescindível defender a liberdade de organização e atuação política em nossos locais de estudo, pois cada vez mais se agudiza a perseguição aos lutadores que não abaixam as vozes mediante financiamento de campanha e não sujam as mãos no lamaçal das burocracias sindicais, partidárias e estudantis que são cúmplices da burguesia. Mas a resistência nas universidades e nas ruas tem dado o recado: As perseguições não podem deter a reorganização da revolta popular! Não permitiremos que sigam roubando nossos direitos, nem que tentem silenciar nossos lutadores!

Greve geral contra as reformas e contra a repressão!

Toda solidariedade à companheira Lorena!

[RECC-SC] Realizado curso de formação política em Sindicalismo Revolucionário

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Nos dias 20 e 21 de Maio a Oposição Estudantil Nós por Nós (NPN) realizou em Florianópolis o curso de formação política em Sindicalismo Revolucionário. O objetivo do curso foi o de apresentar, de forma mais aprofundada,porém acessível, a nossa estratégia Sindicalista Revolucionária para aqueles que estão nas lutas juntos conosco.

Nesse sentido fizemos o convite não só para indivíduos, mas também coletivos de Santa catarina, Paraná e Rio Grande do sul. Durante os dois dias de curso contamos com trabalhadores/trabalhadoras da educação, indústria, comércio, autônomos e estudantes que proporcionaram um debate rico em diversidade de experiências e conhecimentos de vida e luta.

Todo o conteúdo foi construído de forma a mostrar, através de uma análise histórica das práticas de luta da classe trabalhadora, que a organização dos trabalhadores é a única forma possível de resistir às injustiças e exploração impostas por patrões e governantes, e que essa organização também pode e deve proporcionar aos trabalhadores a perspectiva de construção de uma nova sociedade, uma sociedade Socialista!

O programa do curso foi elaborado de modo a levar o público questionar se: Ainda é possível fazer uma luta autônoma e transformadora hoje em dia? Os sindicatos e outras estruturas de organização que existem hoje podem e querem realmente cumprir esse papel de ferramenta de emancipação para dos trabalhadores? Quais são as táticas usadas pelos patrões, governos e sindicatos? Podemos atuar de outra forma? O que significa se posicionar como oposição à as burocracias sindical/estudantil/popular? O Sindicalismo é a arma mais adequada para avançarmos na luta contra o capital?

Todos esses questionamentos foram dissecados coletivamente através de uma metodologia pensada para atender todos os graus de instrução e experiências militantes, com utilização de recursos audiovisuais  e dinâmicas coletivas.

Na atual conjuntura de crise político-econômica e de tentativas de reorganização da classe consideramos essencial possibilitarmos espaços de formação como esse para fortalecemos o arcabouço político-teórico daqueles que se lançam na luta de classes numa perspectiva classista e combativa como nós, ainda mais num período difícil como o que se apresenta para os de baixo. Por isso queremos agradecer todos e todas que se esforçaram até o último instante para virem de outros estados (nesse momento de crise econômica) e principalmente que aos compareceram mesmo debaixo de chuva incessante nos dois dias do curso, pois com certeza contribuíram não só com a troca de experiências, mas  para o sucesso geral do curso. Esperamos ter contribuído para todos e todas intensificarem a luta em seus locais de atuação.

Estudar, trabalhar e Lutar contra o Capital!
Avante o Sindicalismo Revolucionário!
Construir o Poder Popular!

1º de MAIO: Combater a Burocracia Estudantil e Reconstruir o Sindicalismo Revolucionário

Boletim Nacional da RECC, nº 13

“Meu maior desejo é que os trabalhadores saibam quem são seus inimigos e quem são seus reais aliados.” (George Engel, um dos mártires de Chicago, em discurso antes de ser executado em 1886)

1º de Maio em meio a uma conjuntura de crises

Vivemos um período de aprofundamento das crises econômica e política no Brasil e como efeito direto sofremos uma ofensiva brutal contra os direitos adquiridos no último século pela classe trabalhadora.

A crise econômica no Brasil é resultado direto da crise internacional que estourou em 2008 e desde 2011 vem em um processo gradual de aprofundamento. Já a crise política possui como marco determinante o Levante Popular de Junho de 2013, o qual não só explicitou a ausência de credibilidade da classe trabalhadora nos partidos, instituições estatais e na democracia representativa em geral (como vem mostrando a chuva de abstenções desde as eleições de 2014), mas também expôs a descrença total da classe trabalhadora em relação a “suas” entidades representativas oficiais (centrais sindicais e uniões estudantis) algo que já vinha se colocando à mostra anteriormente a 2013.

O PT é o partido que mais vem tendo perdas políticas. Progressivamente foi perdendo o papel de gerenciador de conflitos sociais lhe confiado pela burguesia, perdeu boa parte de seu capital eleitoral e assim como sua tutela sobre os caminhos da luta de classes no Brasil. Como respectivas expressões dessas perdas políticas o PT viu-se traído pela burguesia ao ser tirado do governo através de um processo forçado de impeachment, viu-se perdendo os votos nas periferias do país e não tendo apoio popular algum na fracassada campanha contra o impeachment.

É nesse contexto pós-queda do governo Dilma, seguida da ascensão do governo Temer que se intensificou as retiradas de direitos iniciados e/ou esboçados durante os governos PT/PMDB. Trabalhadores e trabalhadoras passaram a se encontrar em uma situação extremamente delicada de perda dos direitos conquistados do passado, de precarização das condições de vida do presente e de falta de perspectivas com o futuro.

O trabalho terceirizado, que saltou de 4 milhões de postos em 2005 para 12,7 em 2013 durante os governos Lula e Dilma, foi expandido das “atividades meio” para todas “atividades fim” a partir do PL 4302 aprovado em março pelo Congresso. O PL da Reforma Trabalhista também recém aprovado, entre outros pontos, prevê que o negociado entre patrões e empregados possa sobrepor o legislado na CLT, tal qual a proposta em 2011 do sindicato Cutista dos Metalúrgicos do ABC com o ACE – Acordo Coletivo Especial. A Reforma da Previdência, já realizada em 1998 por FHC, em 2003 por Lula, e com alterações prejudiciais em 2015 pela MP 664 de Dilma, hoje promete pela PEC 287 de Temer a inviabilidade real para muitos trabalhadores de se aposentarem, ou seja, trabalhar até a morte. Continuar lendo