[CPL] Abaixo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC): Por um projeto de educação construído pela base

Comunicado Nacional do Coletivo Pedagogia em Luta (CPL) filiado a RECC

Para acessar em pdf: Comunicado BNCC

Os ataques à educação pública por meio de precarização e privatização tiveram sua ascensão no governo Lula e Dilma/PT com políticas neoliberais como o REUNI, o Novo Enem, a expansão de recursos para instituições superiores privadas bem como a ampliação das avaliações externas do ensino básico e superior. Essas políticas que vem ocorrendo na educação brasileira são materializadas no Plano Nacional de Educação (PNE) que foi construído a partir das diretrizes dos organismos multilaterais (Banco Mundial, UNESCO e FMI) e que estão sendo aprofundadas no governo Temer/PMDB.

Da mesma maneira que a Reforma do Ensino Médio e a Reforma das Diretrizes Curriculares para o curso de Pedagogia, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), estando em sua terceira versão em 2017 é uma política prevista no documento “Pátria Educadora” do Secretário de Assuntos Estratégicos de Dilma/PT, Mangabeira Unger, adepto do desenvolvimentismo, ou seja, um projeto para o sistema educacional de cunho liberal, aprovada em seu governo e continuada no documento “Pontes para o futuro” de Temer/PMDB.

O desmonte do currículo e das práticas pedagógicas no chão da escola

A BNCC prevê 60% dos conteúdos a serem desenvolvidos pelos professores obrigatoriamente em sala, tornando-se um documento impositivo que nega a autonomia do professor. Apesar dos 40% restante dos conteúdos serem de livre escolha do professor, nas avaliações nacionais (avaliações homogeneizadoras e mercadológicas) serão cobrados apenas aqueles conteúdos impostos pela BNCC, ou seja, os conteúdos que apenas servem para a inserção do jovem no mercado de trabalho com a mão de obra barata.Dessa forma, a BNCC causa um profundo esvaziamento científico no processo de ensino nas salas de aula.

A BNCC nega a ideia integral de currículo se tornando um documento normatizador, que desconsidera o processo de ensino pensando apenas no resultado final. A forma de construção e imposição dessas bases dispensa ainda a diversidade que encontramos em sala de aula, seja de gênero, condição social, nível de aprendizagem, corroborando para uma educação homogeneizadora e tecnicista.

Fortalecer nosso local de estudo e/ou trabalho com ação direta para derrotar o projeto da BNCC

Nesse sentido, ao definir as aprendizagens a serem desenvolvidas durante as fases de educação básica, as bases nacionais também influenciarão diretamente nas diretrizes para os cursos formação de professores no ensino superior, levando ao esvaziamento cientifico nos cursos de Pedagogia e demais licenciatura. A BNCC e as outras reformas implantadas são ataques diretos a educação pública, pois precarizam e privatizam o que é direito básico do povo.

É dever de todos os estudantes de Pedagogia, coletivos de cursos, CA’s, EXNEPe (Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia) e demais licenciaturas, em conjunto com os trabalhadores da educação, se mobilizarem em seus locais de estudo e trabalho a fim de debater e lutar contra a BNCC.

É necessária a organização desses setores para combater as políticas neoliberais e construír um projeto de educação pela base, articulado nacionalmente com os movimentos de cursos e professores classistas e combativos.

PARA BARRAR A PRECARIZAÇÃO: GREVE GERAL, GREVE GERAL NA EDUCAÇÃO!

ABAIXO AS REFORMAS NEOLIBERAIS DE TEMER/PMDB!

PEDAGOGIA É SENSACIONAL, PUXANDO A GREVE, GREVE GERAL!

PEDAGOGIA É PROFISSÃO, NÃO DEIXA O MEC ACABAR COM A EDUCAÇÃO!

 

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[RECC-RJ] CONTRA A PRECARIZAÇÃO, OCUPAÇÃO!

Nota da Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC)
Oposição Classista Combativa e Independente/UERJ

No dia 26/09, estudantes independentes se organizaram e ocuparam o bandejão da UERJ maracanã, que se encontrava há mais de 1 ano fechado. A ocupação aconteceu por volta das 18h e contou com a presença de mais de 50 pessoas, cantando palavras de ordem contra o sucateamento da educação pública, cobrando a reabertura do bandejão no Maracanã e a implantação do bandejão nos campi externos.

Seguindo os métodos de democracia que defendemos(democracia de base), realizou-se uma assembleia para definir os moldes da ocupação. A partir dessa assembleia, os estudantes se organizaram para garantir a segurança, limpeza e preservação do espaço da ocupação e dos ocupantes. Por unanimidade, a assembleia decidiu que é proibida a entrada da UNE no espaço.

No dia 27/09, às 14h, ocorreu a assembleia docente da UERJ, onde a base da categoria votou apoio à ocupação e foram recebidos no bandejão pelos estudantes com palavra de ordem e agradecimento. Durante a assembleia docente, o DCE da UERJ (PT/PCdoB) fez uma fala apontando a ocupação como ilegítima e sectária. É importante ressaltar que esse mesmo DCE foi convidado a participar da ocupação, mas não se movimentou nem para apoiar, mostrando assim que só atravancam a luta e servem aos interesses do estado burguês.

Hoje, a Ocupação do Bandejão (Ocupação Bruno Alves), pode afirmar com toda certeza de quem constrói verdadeiramente a luta,que o bandejão funciona de modo autônomo e suficiente, com opção vegana, e que com tal ação faz também evidenciar quais caminhos são de fato acertados para impedir o avanço da iniciativa privada e os ataques neoliberais em nossa Universidade. Combatemos qualquer atitude sectária e de atravancagem de luta. Nesse período, fizemos um chamado a todos os alunos e pessoas em geral que fazem parte direta ou indiretamente da vida uerjiana. E assim,viemos superando as dificuldades e conquistando vitórias que são apenas um esboço para barrarmos de fato o avanço neoliberal,que tem como laboratório para tal política no plano da educação o sucateamento sistemático da UERJ,universidade pioneira de cotas e uma das mais populares do país.

Entendemos que não é a estagnação e o comodismo que produzirão resultados para o avanço e amadurecimento da nossa luta. É através da mobilização pela base que vamos alcançar nossas pautas reais.

Contra a burocratização do movimento estudantil!
Por uma luta independente construída pela base!
Ocupar, resistir, lutar pra garantir!

Sobre a luta reivindicativa e o papel do trabalho de base combativo: nem subjetivismo, nem fatalismo.

Este texto é uma contribuição feita em outubro de 2013 pelo estudante José Antônio, militante da Oposição CCI ao DCE-UnB, à Plenária Nacional da RECC e ao 1º Encontro Nacional de Oposições Populares, Estudantis e Sindicais (ENOPES) que ocorreram em novembro do mesmo ano no Rio de Janeiro.

Por José Antônio

“… a ciência social, enquanto doutrina moral, não faz outra coisa senão desenvolver e formular os instintos populares. Mas entre estes instintos e esta ciência, há no entanto um abismo que é preciso preencher. Pois se os instintos justos fossem suficientes para a libertação dos povos, eles já estariam libertos há muito tempo. Estes instintos não impediram as massas de aceitar no decurso da sua história, tão melancólica e tão trágica, todos os absurdos religiosos, políticos, econômicos e sociais de que foram eternamente vítimas.” (Mikhail Bakunin)

O objetivo inicial desse texto era combater o subjetivismo na militância, aspecto este responsável em grande parte por erros no curso das lutas reivindicativas e que levam em muitos casos a posteriores “desilusões” ou sectarismos diversos, porém, com o desenrolar da reflexão vimos a importância de incluir o seu oposto na crítica (o fatalismo), tendo em vista dissolver mal entendidos e de fato apresentar uma análise mais “completa” (ainda que obviamente com diversas lacunas). 

Primeiramente, devemos entender que as lutas reivindicativas não são logicamente construídas, elas não ocorrem ou deixam de ocorrer simplesmente por serem consideradas mais “justas” ou não, ou seja, as lutas reivindicativas não se formam unicamente por meio da argumentação lógica da justeza de uma causa “X” ou “Y” (o mesmo vale para a revolução: ela não é construída por meio da propaganda e da explicação lógica para os trabalhadores de que a revolução é necessária para acabar com seus males). As lutas reivindicativas ocorrem pelas condições objetivas e históricas que se encontra determinada fração de classe específica (no caso de reivindicações específicas), e o que determina se elas são lutas reivindicativas avançadas ou atrasadas é determinado nesse sentido por estes fatores históricos e objetivos, ou seja, relativos. Por exemplo, a luta internacional pela jornada de trabalho de 8 horas, ocorrida desde o século XIX, não nos torna mais avançados por lutarmos pela jornada de 6h atualmente. O mesmo pode ocorrer em algum local do país onde os estudantes estejam reivindicando o meio-passe, ao invés do passe-livre. Ou trabalhadores rurais que reivindicam o pagamento do salário atrasado, da marmita estragada, ou demais lutas reativas e defensivas, ao invés do salário mínimo indicado pelo DIEESE. Estudantes que defendem a não adesão ao ENEM, ou o fim das taxas do vestibular, ao invés do fim do vestibular. Talvez realmente em termos políticos estas sejam reivindicações “atrasadas”, porém, o são relativamente ao que está em pauta nas frações ou setores mais avançados do proletariado brasileiro, mas não, muitas vezes, em relação as condições particulares de determinado local de trabalho, estudo ou moradia.  

As conjunturas de refluxo ou assenso colocam toda a classe trabalhadora nestas condições, até mesmo seus setores mais combativos. Não é uma simples escolha própria (uma questão de decisão) fazer lutas “defensivas” ou “ofensivas”. Devemos sim compreender nossas tarefas na atual conjuntura internacional, nacional, estadual, em cada curso, escola, etc. e a partir das condições que encontramos nestes locais, buscar, a partir do nível de organização, da consciência da fração de classe, do nível de conflito social, disputar (isso sim!) o curso do desenvolvimento da luta reivindicativa. O que significa “disputar o curso da luta”? Significa dar a nossa opinião, a nossa orientação, propor métodos e formas de organização combativas, desfazer ilusões e desmascarar os oportunistas aos olhos da base, demonstrando que uma direção combativa pode levar as massas para as vitórias imediatas e históricas. E tudo isso especialmente pela prática, pela ação, pelo exemplo. 

Isso significa então que não devemos nos adaptar, estagnar, aceitar como “dado” o nível da consciência aparentemente “atrasada” de um determinado setor (nem desanimar frente a possíveis concepções conservadoras do povo), mas devemos trabalhar em cima dela para avançá-la, e não dar um salto mortale entre aquilo que achamos correto e aquilo que está dado. Um exemplo bem prático: uma escola que não possui grandes experiências de luta e os estudantes fazem um abaixo-assinado ou um “plebiscito” por alguma demanda, acredito que nós (militantes combativos) devemos participar e ajudar, mesmo sabendo que muito provavelmente esse método de luta não terá grandes efeitos. Ou seja, a greve estudantil, a manifestação de rua, a ocupação de órgãos públicos e demais métodos de ação direta de massas nem sempre são possíveis e, portanto, nem sempre devem ser defendidos, mesmo que saibamos que apenas eles poderão resolver um determinado problema pois, por outro lado, podem levar a grandes derrotas se organizadas de forma irresponsável (sem base e apoio real), podendo levar a grandes retrocessos políticos para os setores combativos (demissão, prisão, etc. sem uma retaguarda preparada). Continuar lendo

Hoje mais do que nunca, construir o braço feminista do sindicalismo revolucionário!

Este texto é uma contribuição do estudante Edson Guimarães, militante da Oposição CCI ao DCE-UnB, escrito em junho de 2014 para o debate amplo e coletivo sobre luta pela libertação da mulher.
Por Edson Guimarães

“A luta de classes, fato histórico e não a afirmação teórica, é refletida no nível do feminismo. As mulheres, como os homens, são reacionárias, centristas ou revolucionárias. Elas não podem, portanto, travar a mesma batalha juntas.” (Mariátegui, Reivindicações Feministas.)

A construção do feminismo classista no Brasil hoje é um tema explosivo que vem gerando em diversas frentes de luta questionamentos, repulsa ou fortalecimento de um polo de mulheres combativas. Frente a uma sociedade fortemente marcada pelo conservadorismo patriarcal e pela mercantilização crescente do trabalho e do corpo da mulher, a luta feminista classista se demonstra uma necessidade inadiável. Apesar disso, tal construção bate de frente a um movimento feminista pequeno-burguês hegemônico e terá de se afirmar em uma dura convicção frente a uma “maioria” afundada em confusões teóricas, práticas e oportunistas, sob a pena de vencer ou se arruinar no pântano da luta fraticida (homens x mulheres) e/ou reformista.   

Para nós este é um debate central hoje não só na UnB como no Brasil. Atualmente dentro da esquerda e principalmente dentro de círculos universitários é comum escutarmos a defesa da importância do movimento de gênero, assim como do movimento de classe. Isto é fundamental e básico, pois o feminismo e a liberdade sexual assim como a igualdade social são elementos essenciais para qualquer organização revolucionária. Apesar disso, são costumeiramente tratados de forma separada. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Pautas de classe (“salariais”) e pautas de gênero (“liberdade corporal”).

Em nossa visão está na raiz dessa separação a concepção pequeno-burguesa de feminismo e do determinismo econômico que secundariza as opressões. Não adianta falarmos da sua transversalidade se ela não é pensada e colocada em prática. As deformações surgem dessa separação e o pós-modernismo e o marxismo reformista reproduzem este problema. A esquerda oportunista que elegeu o operário industrial como o único guia da revolução no Brasil, enxerga nos movimentos de gênero, assim como no movimento estudantil e camponês, setores pequeno-burgueses dispostos a apoiar o movimento revolucionário. Dessa forma pré-concebem a característica supostamente pequeno-burguesa (ou policlassista) do movimento de gênero e a potencializam, destinam-se assim a ser movimentos de apoio, e apenas isso, pois não é considerada a possibilidade se constituírem como autênticos movimentos de classe. Continuar lendo

[RECC] O mercado da educação: O que o capital deseja ensinar aos filhos do povo?

versão em pdf

O mercado da educação: O que o Capital deseja ensinar aos filhos do povo?

“Em suma, se queremos que o país seja mais competitivo, teremos que fazer com que nossas escolas preparem os alunos para enfrentar a competição”

Fábio Giambiagi (economista do BNDES)[1]

Ser estudante não é uma tarefa tão simples, especialmente quando a maioria vem de família pobre, além de estudar e trabalhar. No Brasil, há cerca de 8.027.297 alunos matriculados no ensino superior, sendo 82,63% em cursos presenciais e 17,36% em cursos a distância (EaD)[2]. Destes, 14,5% concluem a graduação e apenas 3,8% de estudantes estão na pós-graduação (mestrado e doutorado).

As pessoas que estão no ensino superior, em sua maioria, estão na faixa etária de 18-24 anos correspondendo a 43,5%, seguido 20,1% com 25-29 anos dos alunos matriculados. Nessa faixa etária, segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) cerca de 60% cumprem uma dupla jornada, trabalhando e estudando. Quando não cumprem tripla jornada por serem mães, pois além de estudar, trabalhar fora de casa também realizam as tarefas domésticas de cuidar da casa, dos filhos e até mesmo do marido.

Os empregos que os estudantes universitários pobres conseguem, geralmente são os informais ou terceirizados. Estes são os empregos com a carga horária mais flexível para poderem, minimamente, conciliar o trabalho com o estudo. Já que o emprego é a condição para poder ter o básico para sobreviver (pagar aluguel, ter o que comer, beber e vestir, pagar o transporte) e permanecer estudando, custeando o material que vai das xerox aos equipamentos mais técnicos, dependendo do curso.

Essa flexibilização quer dizer: trabalhar aos finais de semana e feriado, horário de almoço reduzido, desconto no salário quando fica doente e falta, turnos na madruga, dobras/plantão, freelancer, vender comida na universidade, corrigir trabalhos acadêmicos, revender cosméticos, dentre tantas outras formas encontradas para permanecer estudando. Inclusive porque as políticas de permanência na Universidade funcionam para serem insuficientes: burocratização dos processos de assistência estudantil (você tem que provar que é pobre e precisa de assistência!), faltam bolsas e aqueles que conseguem as vezes precisam cumprir uma carga horária de trabalho na universidade, moradia estudantil inexistente ou com infraestrutura ruim, bolsas de pós-graduação sem critério socioeconômico e unicamente por produção acadêmica/notas.

A terceirização para o estudante pobre que, na sua maioria gritante são negros, indígenas e descendentes destes, é a condição de emprego para se manter na universidade. E aqueles estudantes que conseguem bolsas e auxílio de permanência estudantil e/ou também são cotistas, também são majoritariamente negros e pobres. E mais do que isso, estar cursando uma graduação ou pós-graduação é a forma para qualificar a mão-de-obra e assim se manter no mercado de trabalho para ter como sobreviver. Diferentemente, daquela minoria de estudantes que ao estarem no Ensino Superior, é para se capacitarem melhor e serem gestores, além de tomar seus cargos de comando. Afinal, a carreira profissional destes está sempre estável e em ascensão antes mesmo de conseguir um diploma.

Tem se tornado comum aos estudantes pobres, mesmo depois de formados, terem empregos precarizados e vínculos cada vez mais informais. Esses empregos não garantem (e quando fazem isso é mínimo) os direitos trabalhistas conquistados, anos atrás, por outros trabalhadores. A carteira assinada, o 13º terceiro salário, a licença maternidade, o auxílio alimentação e vale transporte, o pagamento de hora extra, entre outros, estão indo para o ralo e o único beneficiado com isso é o patrão, empresários, banqueiros, políticos e governos – todos os nossos sanguessugas!

Portanto, não nos enganemos: o que passamos na universidade expressa a luta de classes que vivemos na sociedade e essa luta de classes é demarcada pela cor! Os estudantes negros, indígenas e seus descendentes apesar de ser a maioria da população do Brasil são expulsos sistematicamente pela porta de trás das universidades! Continuar lendo

[SP] NOTA DE REPÚDIO CONTRA AS 35 SINDICÂNCIAS NA UNESP DE MARÍLIA

Comunicado nº2 da Ação Direta Estudantil (ADE) – Filiada a RECC/FOB

Na noite de ontem (05/07/17), 35 militantes ativos da esfera política do M.E. de Marília, entre estudantes regulares de graduação e pós-graduação, foram notificados, através de um e-mail institucional, sobre uma reunião com a Direção da FFC nesta tarde (06/07/2017). O corpo da mensagem não descriminava o motivo do chamado encontro, ao se fazerem presentes, nossos companheiros foram informados da continuidade de seus processos de sindicância, abertos em 2015 por razão de um piquete realizado pelo M.E. da FFC em apoio às ocupações escolares de 2015 e pelas pautas de Permanência Estudantil.

Tal piquete foi deliberado nas instâncias válidas e reconhecidas do M.E., em Assembleia Geral dos Estudantes no dia 03/12/2015 – anterior ao dia do piquete –, aprovado devidamente pelos estudantes a partir das necessidades de luta pontuadas pelas bases. Agora, quase dois anos após o ocorrido, em um momento de novo acirramento das disputas e conflitos políticos da faculdade, a Direção volta a ameaçar os estudantes com processos de sindicância que podem resultar em sua perda de vínculo com a própria instituição, além da perda de bolsas acadêmicas e de permanência e a suspensão de suas atividades regulares para com a instituição. Esse processo, levado a portas fechadas desde sua abertura, foi uma das principais pautas do movimento de Greve e Ocupação de 2016, que exigia seu cancelamento imediato. Da maneira tão comum ao burocratismo universitário, a Direção da FFC informou não ter conhecimento do andamento desses processos, negando qualquer conhecimento de causa sobre os fatos relacionados a esse. Agora, após a organização estudantil contra a repressão policial no Campus e os atos da Greve Geral dos dias 28/05 e 30/06 – ambos compostos pelo bloco de estudantes da UNESP – a Direção volta a adotar a tática de intimidação direta sobre nossos camaradas.

Manifestação dos estudantes da UNESP em solidariedade aos 35 estudantes perseguidos políticos (13/07/2017)

A criminalização da luta estudantil, dos estudantes organizados e da ação direta através da intimidação, de processos institucionais e assédio moral é um sempre presente na vida dos que se colocam em luta. Mais uma vez, os estudantes combativos da FFC são chamados às barricadas da luta por nossa resistência na universidade. É necessário, nesse momento, compreendermos que tais ações repressivas não são isoladas ou terminadas em si, mas parte de um processo político que atravessa os anos e vem ganhando balanço nas lutas populares. O piquete de apoio às ocupações escolares de 2015 – que se colocavam contrárias à nefasta reorganização escolar do governo PSDB do Estado – e às pautas de permanência, não é uma criação local de uma vanguarda descolada das bases estudantis, a Ação Direta é uma forma de luta histórica do trabalhador contra os ataques burgueses impostos de cima para baixo.

Cabe compreendermos nosso lugar no corpo estudantil da universidade e, para além disso, na sociedade de classes: somos estudantes e membros da classe trabalhadora. Enquanto tanto, somos frequentemente chamados a defender aqueles que se põe ao lado da luta do proletariado. Aqueles que na universidade se põe ao lado das lutas por Permanência – moradia, alimentação, etc. – merecem nosso apoio e solidariedade em todo seu processo de lutas. É chegado o momento dos estudantes da FFC compreenderem que, aos ataques institucionais aos nossos, devemos apresentar respostas contundentes, enérgicas e baseadas na Ação Direta. É preciso organizar os estudantes para combater a repressão institucional e garantir a continuidade da luta estudantil na faculdade. A chamada de atos de protesto, trancaços e piquetes se comprovam, historicamente como formas efetivas da resistência estudantil e trabalhista. Se, em algum momento, é necessário superar o imobilismo e o burocratismo estudantil para garantir a continuidade de nossa luta, a hora é chegada!

A chamada para Assembleia Estudantil, dia 12/07/2017, é parte integrante desse necessário momento de organização dos estudantes. É nesse espaço que podemos nos fazer presentes e pensar, coletivamente, as saídas combativas para os Estudantes. Esse não é o momento de escondermo-nos nas inefetivas esquinas do burocratismo, mas sim de organizar a luta direta e combativa dos nossos pelos nossos. É o momento de paralisar a faculdade, de ocupar seus espaços e de não retroceder, nem mesmo um passo, na defesa de nossos camaradas. Somente a organização estudantil por via da ação direta pode garantir a efetividade e a vitória de nossas lutas. O momento é de ação , cabe a nós tomarmos em nossas mãos as lutas que nos pertencem, sem medo da repressão de nossos inimigos, que só visam nos desarticular e silenciar.

SÃO 30 ANOS SEM DITADURA E A REPRESSÃO AINDA CONTINUA!
NINGUÉM FICA PRA TRÁS, MEXEU COM UM MEXEU COM TODOS!
LUTAR NÃO É CRIME!

ASSINAM ESSA NOTA:
Ação Direta Estudantil – RECC/FOB
Nós Por Nós – Santa Catarina – RECC/FOB
Oposição Classista Combativa e Autônoma – Mato Grosso do Sul – RECC/FOB
Oposição Combativa Classista e Independente ao DCE da UNB – Distrito Federal – RECC/FOB
Oposição Classista Combativa e Autônoma ao DCE da UFG – Goiás – RECC/FO
B
Coletivo Tempo de Luta – Mato Grosso do Sul – RECC/FOB
Coletivo Tempo de Luta – Goiás – RECC/FOB
Coletivo Pedagogia em Luta – Brasília – RECC/FOB
Coletivo Pedagogia em Luta – Goiás – RECC/FOB
Rede Estudantil Classista e Combativa – Rio de Janeiro – RECC
Oposição de Resistência Classista – Distrito Federal – FOB
Oposição de Resistência Classista – Rio de Janeiro – FOB
Aliança Classista Sindical – Rio do Janeiro – FOB
Liga Sindical Operária e Camponesa – LSOC

Liga de Defesa da Educação- LDE

[GO] FORMAÇÃO SOBRE O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO

O Coletivo Pedagogia em Luta – UFG e o Coletivo Tempo de Luta – História UFG que compõem a OCCA / UFG Oposição Classista Combativa e Autonôma fizeram nesta última semana uma formação histórica sobre o Sindicalismo Revolucionário, desde a Associação Internacional dos Trabalhadores até a Confederação Operária Brasileira na Primeira República.

A formação teve caráter mais restrito, contando com a presença de um companheiro do DF e um secundarista. O objetivo da formação é elucidar e aperfeiçoar a teoria e a prática das formas de luta mais avançadas que surgiram no seio do proletariado, de resistência e solidariedade de classe, extremamente necessários no contexto atual de Ajustes Fiscais e ataques deliberados à classe trabalhadora, em especial a fração do proletariado marginal, que são os que mais necessitam de formas eficientes e combativas de organização.

Desta forma, o Movimento Estudantil dos filhos e filhas da classe trabalhadora deve agir de forma conjunta com o movimento classista e combativo sindical e popular, na busca por vitórias contra o Estado e os capitalistas pela construção de uma nova sociedade. Como a ação deve orientar a teoria e a teoria aperfeiçoar a ação, é fundamental o estudo e a formulação prática do Sindicalismo Revolucionário.

LUTAR PARA ESTUDAR, ESTUDAR PARA LUTAR!
AVANTE O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!