[FOB-RJ] LANÇAMENTO DO SINDICATO DE VÁRIOS RAMOS DO RIO DE JANEIRO

A Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil (FOB) convida todos/as os/as lutadores/as do povo para o lançamento do Sindicato de Vários Ramos do Rio de Janeiro.

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A conjuntura internacional e em especial a nacional se caracteriza pelo aprofundamento das desigualdades sociais e repressão do povo nas favelas e periferias e aos movimentos sociais. As reformas neoliberais em curso tendem a produzir num curto prazo o empobrecimento da classe trabalhadora e a perda de direitos com as Reformas Trabalhista e Previdenciária em curso. Nesse sentido, somente através da organização autônoma da classe é que poderemos resistir, barrar as reformas e conquistar direitos, além de ser a única saída para o socialismo.

Os movimentos sociais, sindicais e estudantis em geral estão quase todos dominados por organizações reformistas. Os reformistas entendem que as organizações populares e sindicatos tenham uma função secundária na luta de classes: são resumidas a currais eleitorais para os partidos que disputam cargos no Estado Burguês via eleições. Como consequência, há uma desmobilização das lutas, impedindo a formação de uma ação autônoma e de base da classe.

O sindicalismo social-democrata é o maior exemplo da prática mencionada acima. Este tipo de sindicalismo corporativista que só luta pelas pautas rebaixadas, sempre aceitando às imposições dos patrões e dos governantes. Essa é uma das principais causas da desmobilização da classe trabalhadora no país. Esses sindicatos são somente burocracias, direções afastadas das bases que servem aos interesses dos poderosos, pois aceitam, como pelegos que são, a conciliação com os poderosos.

Assim, a tarefa hoje é destruir essas burocracias sindicais acomodadas, reformistas e social-democratas. Esse é o primeiro passo para a (re)construção do Sindicalismo Revolucionário. Por isso, nós, trabalhadores/as, estudantes e desempregados/as da FOB, estamos convidando todos/as para constituição dos Sindicatos de Ramos Vários (SRV), que reunirá trabalhadores/as, estudantes e desempregados/as, lutadores/as do povo para promover uma ruptura com o corporativismo, com as burocracias sindicais, com o peleguismo e com o imobilismo.

Venha fazer parte dessa nova história da classe trabalhadora no Brasil!

Vida longa ao Sindicalismo Revolucionário!

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[RMC] Em Memória dos Operários da Greve da CSN 1988

Por RMC

Ao longo do dia 09 de novembro de 1988, três operários da Companhia Siderúrgica Nacional foram mortos pela ação do Exército Brasileiro. Foram eles: Carlos Augusto Barroso (19 anos), Walmir Freitas Monteiro (27 anos) e William Fernandes Leite (22 anos).

Eram trabalhadores que reivindicavam melhorias nas suas condições de vida e trabalho. Mas em seu caminho, estava o Exército do genocida Duque de Caxias com suas armas prontas para matar o povo e manter os privilégios dos ricos.

Em 7 de novembro de 1988, cerca de um mês após a promulgação da Constituição “Cidadã”, trabalhadores da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda/RJ, decidiram entrar em greve. Suas pautas? Reajuste salarial, estabilidade no emprego, jornada de trabalho de 40 horas semanais e readmissão dos demitidos em 1987.

Através da ocupação da CSN e do bairro de Vila Santa Cecília, os trabalhadores iniciaram uma das mais combativas greves do período do pós-ditadura com a larga utilização de métodos de autodefesa.

O Estado Brasileiro, fruto de um acordo entre setores da burguesia e o setor militar, visando destruir o movimento grevista utilizaram o Exército. Durante a ação dos militares, três trabalhadores foram mortos. As mortes dos trabalhadores até hoje são lembradas como O “Massacre de Volta Redonda” e são uma clara demonstração de como os militares atuam contra o povo.

O Massacre de Volta Redonda deve ser relembrado, principalmente no contexto atual de Intervenção Militar no RJ e com a eleição de Jair Bolsonaro/Mourão(PSL/PRTB) e Witzel (PSC), onde a atuação dos militares se desenvolve em larga escala e que abre o caminho para a repressão contra o povo.

Segundo a Agência Pública, desde 2010, 32 pessoas foram mortas pelas Forças Armadas em ações de Garantia de Lei e Ordem (GLO). Todas as vítimas eram pobres e moradores de favelas. Em toda a sua história, o Exército demonstra seu caráter genocida contra o povo, desde os massacres realizados na Cabanagem até a recente Ditadura Militar.

Os trabalhadores da CSN demonstraram o caminho para a luta do povo contra o Exército: Ação Direta. As máscaras utilizadas pelos trabalhadores amotinados em 1988 devem ser recuperadas e vestir o rosto das trabalhadoras e trabalhadores dos dias de hoje.

Que Carlos, Walmir e William não sejam esquecidos. Não esquecemos, Não perdoamos!

Que Raimunda, Matheus e Marco Aurélio, assassinados pelo Exército nos anos 2000, não sejam esquecidos. Não Esquecemos, Não Perdoamos!

PUNHO CERRADO AO INIMIGO, MÃO ESTENDIDA AO COMPANHEIRO!!!

[FOB-RJ] Ação Direta para Resistir ao Autoritarismo!!!

Por FOB – RJ

Numa ação orquestrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelos Tribunais Reginais Eleitorais (TREs), cerca de 17 instituições de ensino, entre universidades e institutos federais, sofreram no dia de ontem (25 de outubro) intervenção judicial.

Com apoio das forças policiais, fiscais dos TREs retiraram ou exigiram a retirada faixas, cartazes e bandeiras, apreenderam panfletos e proibiram eventos cujos temas fossem: “Antifa”, “Luta contra o fascismo”, “Em defesa da democracia”, entre outros. O principal alvo foram as manifestações políticas com a bandeira “Antifa”.

Segundo os juízes eleitorais, a propaganda “Antifa” é explicitamente uma posição contrária à candidatura da chapa de extrema direita, Bolsonaro-Mourão/PSL/PRTB.
Essa ação orquestrada e truculenta é mais uma prova de que as autoridades do judiciário fazem parte do bloco reacionário de extrema direita. Ao mesmo tempo em que assume a forma e o conteúdo fascista da chapa Bolsonaro-Mourão/PSL/PRTB.

Essa ofensiva autoritária do judiciário exige uma resposta classista. Temos que resistir! Essa violência contra o direito da livre opinião pública, camuflado de fiscalização de propaganda política irregular, não pode ser admitida passivamente.

Ação Direta e Resistência contra o Avanço do Fascismo!!!
Construir Comitês Antifas! Pela Autodefesa popular!!!

[FOB-RJ] O incêndio do Museu Nacional e o avanço do neoliberalismo

A tragédia do Museu Nacional da UFRJ (MN-UFRJ) revela a precariedade das condições das instituições públicas de ensino, pesquisa e cultura pelo país. Na mídia corporativa, não faltam matérias, desde pelo menos 1978, ainda na Ditadura Empresarial-militar, sobre as péssimas condições que se encontravam as instalações do MN-UFRJ. Na UFRJ, desde pelo menos 2011, já ocorreram 5 incêndios, evidenciando a precariedade das instalações e o risco que correm trabalhadoras e trabalhadores, estudantes e vistantes.

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Mais de 30 anos de política neoliberal no país só escancaram o projeto de país a serviço da classe dominante. Nos últimos anos gastaram bilhões para destruírem o Maracanã e nunca teve interesse em repassar recurso para o MN- UFRJ que fica a dois quilômetros do Estádio, destruído, mesmo tombado pelo IPHAN. Mas o projeto de cidade e governo do PMDB, atual MDB, e de seu parceiro, o PT, tinha como objetivo a realização de mega eventos do capitalismo global vinculado a FIFA e o COI, e não em melhorar e preservar museus e equipamentos públicos frequentados pela classe trabalhadora do subúrbio carioca e da baixada fluminense. A Polícia Militar e a Guarda Nacional atacou até os visitantes da Quinta da Boa Vista e do MN-UFRJ, no dia 16 de junho de 2013, abertura da Copa das Confederações da FIFA.

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