2º ENOPES (2017)

 

Acesse o site do Encontro: www.enopes2017.wordpress.com


CONVITE AO II Enopes

Olá camaradas,

É com satisfação que nós do FOB – Fórum de Oposições pela Base encaminhamos um convite especial para se fazerem representados em nosso II ENOPES – Encontro Nacional de Oposições Populares, Estudantis e Sindicais, a ser realizado em 2017 no Brasil. Reconhecemos o trabalho realizado pelos camaradas e, guardando possíveis diferenças, estamos certos que avançar o nível de cooperação e solidariedade entre organizações de base e combativas não é mero desejo, mas uma imposição da conjuntura atual. Reivindicamos a presença dos camaradas na categoria de convidados, com amplo direito de voz, para afunilarmos o diálogo e um possível plano de luta e organização comum, sem nenhum apelo autoproclamatório ou atropelado para fusões subordinadas ou alianças sem o respeito à autonomia das partes. Imediatamente, construir lutas reais do povo juntos. Nos colocamos desde já, através desde canal de comunicação, abertos ao diálogo para dúvidas e contribuições no plano político e logístico de construção do II ENOPES.

Saudações sindicalistas revolucionárias,

Coordenação Nacional do FOB.


O Brasil atravessa uma de suas principais crises políticas e econômicas da história. E a história não deve passar sem a intervenção popular direta. A crise econômica de 2007 marcou um avanço burguês. A conjuntura nacional e internacional é de consolidação de uma nova rodada de reestruturação política, econômica e repressiva. Isto ocorre através da flexibilização de direitos trabalhistas, da subordinação ou fusão de empresas ao capital ultramonopolista internacional e de forte repressão jurídica e militar às lutas sociais. Técnicas de repressão são inovadas e buscam com brutalidade e sofisticação parar as revoltas populares existentes frente ao cenário de piora das condições de vida, crise alimentar, energética e socioambiental.

Internacionalmente, guerras imperialistas diretas e indiretas, ressurgimento do fascismo, manutenção do controle dos países periféricos via dívida pública, novas potências capitalistas em ascensão como Rússia e China iludindo setores socialdemocratas. No Brasil, o quadro de ajuste fiscal tem aprofundado a retirada de direitos historicamente conquistados e precarização dos serviços públicos com o encaminhamento de diversas medidas como congelamento de investimentos públicos com a PEC55, na Educação a Reforma do Ensino Médio, no trabalho com a Lei de Terceirização, Reforma da Previdência e propostas de alteração no sistema de demarcação de terras indígenas. Junto à estas medidas também se opera o recrudescimento do aparato repressivo e de criminalização das e dos lutadores através da Lei Antiterrorismo, da Garantia da Lei e da Ordem, da ação das Força Nacional, Exército e novas técnicas e armamentos. Vivemos um Estado de exceção permanente, um neocolonialismo do Estado contra seu povo, sobretudo contra jovens negros e os povos do campo que vivem o massacre e extermínio nas vielas da periferia e na luta pela terra.

Entre as reformas neoliberais do governo PMDB e a campanha “Lula 2018”, o povo no Brasil se vê diante do aprofundamento da crise social no país. Com a expulsão da esquerda reformista (PT/PCdoB) do bloco de alianças estratégicas do grande capital, o reformismo tem buscado novas formas de se moralizar frente aos trabalhadores, mesmo mantendo sua estratégia política centrada no Estado burguês, através da convocação de manifestações de fachada para desgastar seus opositores no parlamento e impedir a ocorrência de lutas autônomas que poderiam assumir formas insurrecionais (como o levante de junho de 2013) e ameaçar o espetáculo eleitoral que está por vir.

É urgente que se construa vias revolucionárias e combativas de massa que rompam com este ciclo de ilusões reformistas e impulsione a organização autônoma do povo, arrancando pela ação direta de massas suas vitórias. As alternativas autônomas hoje existentes ainda se encontram em estágio embrionário se colocarmos em perspectiva uma população de mais de 200 milhões no Brasil. É preciso que o setor autônomo saia do seu nicho de pequenos coletivos e ultra localizados para dar lugar a um movimento nacional de massas, que organize não dezenas ou centenas, mas centenas de milhares e milhões de trabalhadores para resistir e derrubar o capitalismo. Fora do poder do movimento real de massas, tudo é ilusão, não há socialismo nem revolução.

Neste sentido, a perspectiva internacionalista está em nosso horizonte, uma vez que o Brasil possui forte importância geopolítica regional na América Latina e em escala internacional, vide sua área, sua localização, seu potencial econômico, que hoje mescla a subordinação militar e econômica às grandes potências com um exercício de país subimperialista, como mostra a presença de grandes empresas brasileiras em países da África e América do Sul e sua presença militar no Haiti desde 2004. O avanço da revolução no Brasil não sobrevive sem uma Internacional de Trabalhadores sindicalista revolucionária. Por outro lado, o avanço da revolução no Brasil pode desencadear novas eclosões populares no mundo.

No centenário da greve geral e da Revolução Russa de 1917, é preciso retomar sua combatividade e mobilizar toda a classe para ser protagonista de sua própria história. Para tanto, é preciso construir esta alternativa revolucionária, consolidando e ampliando uma organização de massa nos diversos níveis da luta de classes, no movimento estudantil, popular e sindical. É com este objetivo que preparamos, em 2017, o II ENOPES – Encontro Nacional de Oposições Populares, Estudantis e Sindicais, retomando a tradição do sindicalismo revolucionário contra a precarização da vida e do trabalho e em defesa da terra, do trabalho, da justiça e da liberdade ao povo.

A EMANCIPAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA É OBRA DA PRÓPRIA CLASSE!

CONSOLIDAR A TENDÊNCIA CLASSISTA E INTERNACIONALISTA!

RECONSTRUIR O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!