[FOB-RJ] LANÇAMENTO DO SINDICATO DE VÁRIOS RAMOS DO RIO DE JANEIRO

A Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil (FOB) convida todos/as os/as lutadores/as do povo para o lançamento do Sindicato de Vários Ramos do Rio de Janeiro.

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A conjuntura internacional e em especial a nacional se caracteriza pelo aprofundamento das desigualdades sociais e repressão do povo nas favelas e periferias e aos movimentos sociais. As reformas neoliberais em curso tendem a produzir num curto prazo o empobrecimento da classe trabalhadora e a perda de direitos com as Reformas Trabalhista e Previdenciária em curso. Nesse sentido, somente através da organização autônoma da classe é que poderemos resistir, barrar as reformas e conquistar direitos, além de ser a única saída para o socialismo.

Os movimentos sociais, sindicais e estudantis em geral estão quase todos dominados por organizações reformistas. Os reformistas entendem que as organizações populares e sindicatos tenham uma função secundária na luta de classes: são resumidas a currais eleitorais para os partidos que disputam cargos no Estado Burguês via eleições. Como consequência, há uma desmobilização das lutas, impedindo a formação de uma ação autônoma e de base da classe.

O sindicalismo social-democrata é o maior exemplo da prática mencionada acima. Este tipo de sindicalismo corporativista que só luta pelas pautas rebaixadas, sempre aceitando às imposições dos patrões e dos governantes. Essa é uma das principais causas da desmobilização da classe trabalhadora no país. Esses sindicatos são somente burocracias, direções afastadas das bases que servem aos interesses dos poderosos, pois aceitam, como pelegos que são, a conciliação com os poderosos.

Assim, a tarefa hoje é destruir essas burocracias sindicais acomodadas, reformistas e social-democratas. Esse é o primeiro passo para a (re)construção do Sindicalismo Revolucionário. Por isso, nós, trabalhadores/as, estudantes e desempregados/as da FOB, estamos convidando todos/as para constituição dos Sindicatos de Ramos Vários (SRV), que reunirá trabalhadores/as, estudantes e desempregados/as, lutadores/as do povo para promover uma ruptura com o corporativismo, com as burocracias sindicais, com o peleguismo e com o imobilismo.

Venha fazer parte dessa nova história da classe trabalhadora no Brasil!

Vida longa ao Sindicalismo Revolucionário!

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[BA] O PODER DO POVO VAI FAZER UM MUNDO NOVO: CONSTRUIR UMA ALTERNATIVA POPULAR E REVOLUCIONÁRIA

Carta de filiação da Casa da Resistência à Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil – FOB

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A Casa da Resistência é um centro de cultura e luta que existe desde 2009 na cidade de Feira de Santana (Bahia), uma ocupação urbana que funciona em um espaço recuperado no centro da cidade, como um centro de cultura autogestionário, comunitário e autônomo, voltado para a educação popular, cultura rebelde, formação militante e organização de lutas, que reivindica a concepção histórica do sindicalismo revolucionário, a tradição radical e comunitária do povo negro, nos organizando como família revolucionária e tomando parte na construção de um projeto político popular, revolucionário e anticolonial, contra o Estado, a barbárie capitalista, a supremacia branca e a dominação patriarcal.

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[RMC] Dois militantes do MST são assassinados em acampamento na Paraíba

José Bernardo da Silva e Rodrigo Celestino foram assassinados na noite do dia 08 de dezembro. Os dois eram militantes do Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores Sem Terra (MST) da Paraíba e estavam no acampamento Dom José Maria Pires, localizado no município de Alhandra

As testemunhas contam que as execuções foram feitas por um grupo de 4 homens armados invadiram o acampamento e atiraram nos militantes.

Segue a nota do MST:

Nota da Direção do MST Paraíba sobre o assassinato de dois militantes no Acampamento Dom José Maria Pires, município de Alhandra. 

“O que seria deste mundo sem militantes? Como seria a condição humana se não houvesse militantes? Não porque os militantes sejam perfeitos, porque tenham sempre a razão, porque sejam super-homens e não se equivoquem. Não é isso. É que os militantes não vêm para buscar o seu, vem entregar a alma por um punhado de sonhos”.

(Ex-presidente Uruguaio, Pepe Mujica)

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST-PB) perde nesta noite de sábado (08) por volta das 19:30 dois militantes: José Bernardo da Silva, conhecido por Orlando e Rodrigo Celestino. Foram brutalmente assassinados por capangas encapuzados e fortemente armados. Isso demonstra a atual repressão contra os movimentos populares e suas lideranças. O ataque aconteceu no Acampamento Dom José Maria Pires, no município de Alhandra na Paraíba. Área da Fazenda Garapu, pertencente ao Grupo Santa Tereza, ocupada pelas famílias em julho de 2017.

Exigimos justiça com a punição dos culpados e acreditamos que lutar não é CRIME. Nestes tempos de angústia e de dúvidas sobre o futuro do Brasil, não podemos deixar os que detém o poder político e econômico traçar o nosso destino. Portanto, continuamos reafirmando a luta em defesa da terra como central para garantir dignidade aos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.

Justamente dois dia antes das comemorações do Dia Internacional dos Direitos Humanos, 10 de dezembro, são assassinados de forma brutal dois trabalhadores Sem Terra. Neste sentido, convocamos a militância, amigos e amigas, aos que defendem os trabalhadores e trabalhadoras, denunciar a atual repressão e os assassinatos em decorrências de conflitos no campo.

Solidariedade à família de Orlando e Rodrigo.

Direção do MST – PB

Lutar, Construir Reforma Agrária Popular!

[RMC] Trabalhadores terceirizados sofrem com descaso das empresas e do Governador do estado do Piauí

 O ano de 2018 está sendo marcado pelos constantes atraso de salário, ticket de alimentação, férias, dos terceirizados do Estado do Piauí. O governador Estadual Wellington dias  ( PT ) junto com as empresas faz descaso com 16 mil terceirizados que prestam serviço para o Estado, deixando os trabalhadores sem receber seu  salário  durante meses .  Nesse vídeo os terceirizados da Universidade Estadual do Piauí  denunciam as dificuldade que eles vem passando

*foram feitas edições no vídeo para dificultar o reconhecimento dos terceirizados para evitar perseguições

Vídeo produzido por:

RECC – Rede Estudantil Classista e Combativa

FOB – Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil

RMC – Rede de Mídia Classista

                            EFETIVAÇÃO DOS TERCEIRIZADOS JÁ!

 

[RMC] Projeto Resistência Kaingang

Por RMC

Divulgamos aqui o Projeto Resistência Kaingang Este projeto vem da necessidade de alguns Kaingang em retraçar sua luta pela terra. São duas obras audiovisuais: a biografia da liderança política-espiritual Alcindo Peni Nascimento, que participou nas retomadas das Terras Indígenas de Nonoai (RS) e Mangueirinha (PR); e outra abordando as retomadas atuais no Alto Uruguai (RS).

https://memoriaterritorioeperseguicao.wordpress.com/

https://memoriaterritorioeperseguicao.wordpress.com/2018/10/17/ensaio-fotograficoluta-e-resistencia-kaingang/

[MS] CONTRA O DESPEJO DE LARANJEIRA NHANDERU II: SOLIDARIEDADE E RESISTÊNCIA!

No dia 31 de outubro, famílias da retomada de Laranjeira Nhanderu decidem avançar em sua caminhada pela recuperação do tekoha, como se referem a suas terras ancestrais, e ocupam a sede da fazenda Santo Antônio, no município de Rio Brilhante. Rompendo as cercas do latifúndio, ergueram suas casas de lona preta em meio ao gado, principal atividade econômica dos fazendeiros que usurparam a terra hoje recuperada.

Realizada com mais de 120 pessoas, a retomada foi motivada pelas difíceis condições de existência na área em que estavam anteriormente, confinados em uma reserva legal de floresta onde não se pode plantar, no interior de fazenda produtora de soja. Em meio a constantes ameaças, ataques químicos por avião e máquinas agrícolas, ataques de pistoleiros e seguranças privados, resistem na floresta há 11 anos. Sofreram despejo em 2009, sendo obrigados a viver na beira da estrada, a BR-163, por 1 ano e 8 meses, retomando a floresta do tekoha novamente em 2011.

Agora, após nova caminhada de luta contra o Estado colonizador e o latifúndio, desde as crianças até anciãs centenárias que resistem em mais uma parte do tekoha retomado, a comunidade recebe ordem de despejo, cujo prazo para saída foi encerrado na segunda-feira, dia 19 de novembro de 2018. Os próximos dias e semanas, portanto, serão de constante tensão e incerteza. A nova retomada de Laranjeira Nhanderu já anunciou que não irá recuar, que não abrirão mão de seu território, colocando-se na linha de frente do combate às investidas dos de cima. Nos últimos dias, pistoleiros foram contratados pelos fazendeiros e realizaram ações de terrorismo e tentativas de assassinato, disparando tiros contra a cabeça de anciãs.

Não iremos nos calar frente ao aprofundamento da repressão à luta pela terra! Contra o genocídio, luta e resistência! É preciso construir solidariedade em cada local, entre todos os povos e movimentos combativos, para impedir que mais um massacre ocorra. Cada guerreiro que cair sobre a terra será semente: muitos se levantarão.

ABAIXO O DESPEJO CONTRA O AVANÇO DE LARANJEIRA NHANDERU!

TODO APOIO ÀS RETOMADAS GUARANI E KAIOWÁ!

MORTE AO LATIFÚNDIO!

[FOB- CE] Viva a resistência do acampamento Zé Maria do Tomé!

A região do Vale do Jaguaribe compõe o semiárido cearense. Desde a década de 1980 a cidade de Limoeiro do Norte e a Chapada do Apodi, localizadas na fronteira com o estado Rio Grande do Norte, sofrem com os projetos de expansão do agronegócio. Esses projetos propiciaram a instalação de multinacionais, expulsando famílias e comunidades camponesas através de parcerias entre o Estado, empresários e Banco Mundial.

 

O Brasil lidera internacionalmente a disseminação de agrotóxicos e a região da Chapada do Apodi  tem índices de câncer 38% maiores que no restante do Brasil. A disseminação de agrotóxicos no semiárido cearense tem dizimado trabalhadores/as; se relacionando aos casos de má-formação congênita, depressão, contaminação do lençol freático e mais uma série de impactos socioambientais. Em abril de 2010, o trabalhador rural e líder comunitário conhecido como Zé Maria do Tomé foi assassinado com 25 tiros de pistola por mobilizar a luta contra a pulverização e contaminação por agrotóxicos, bem como contra a grilarem de terras públicas em benefício do agronegócio.

 

 

Em maio de 2014, mais de cem famílias ocuparam uma área do perímetro irrigado Apodi Jaguaribe, que “pertence” ao DNOCS. O acampamento foi batizado em homenagem  ao lutador do povo Zé Maria do Tomé.

 

Essas famílias lutam por terra, água e trabalho que foram usurpados pelo agronegócio, além de produzirem e socializarem alimentos livres de veneno. O acampamento vem sofrendo reiteradas ameaças de despejo.

 

Os camponeses reivindicam 1.700 hectares de uma área de mais de oito hectares do DNOCS, uma terra que é pública!

 

Na noite do dia 20 de novembro, as forças policiais cercaram o acampamento no intuito de preparar o cumprimento da ordem de despejo no dia 21. Os camponeses, entre eles, mulheres, crianças e idosos/as construíram barricadas, interditaram a via principal de acesso ao acampamento e organizaram a resistência bravamente. A ordem de despejo foi suspensa, mas a resistência continua e se intensificará.

 

 

-Todo apoio ao acampamento Zé Maria do Tomé!!!

 

– A Chapada é nossa! A Chapada é do povo! É só lutando que se faz um mundo novo!!!

 

– Abaixo o extermínio no campo!!!