[RMC] Campanha nacional contra a farsa eleitoral: “Não vote! Lute e construa o Sindicalismo Revolucionário!”

Rompendo com a polarização das eleições, militantes das organizações organizadas na FOB foram às ruas de todo o Brasil, no último dia 28 para divulgar a campanha “Não Vote! Lute e construa o Sindicalismo Revolucionário!”.

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[RMC-RJ] Boletim número 3 do Diário Classista

O coletivo Comerciários em Ação, lançou o terceiro número de seu boletim, o Diário Classista.

O coletivo está panfletando nas lojas e supermercados do Rio de Janeiro, atuando para conscientizar e mobilizar a categoria para a luta pelos seus direitos e reivindicações.

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Leia aqui o Diário Classista número 3: diário classista_3

MANIFESTO DA CAMPANHA NÃO VOTE, LUTE! Abaixo a Farsa Eleitoral, o Terrorismo de Estado e a Barbárie Neoliberal

Às lutadoras e lutadores do povo de todo o país;

Aos movimentos populares combativos, coletivos independentes, agrupações autônomas e às organizações revolucionárias;

Aos trabalhadores e trabalhadoras, estudantes pobres, mulheres do povo, desempregados, precarizados, ao povo negro, aos moradores das periferias e favelas, aos povos indígenas, às ocupações urbanas e rurais, à comunidade LGBT e aos camponeses pobres.

nao vote

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Toda solidariedade a Cacique Madalena Pitaguary!

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A liderança indígena Cacique Madalena Pitaguary sofreu um atentado ao levar um tiro em direção a sua cabeça. Isto ocorreu no dia 12 de setembro na Terra Indígena Pitaguary, em Maracanaú, município da Região Metropolitana de Fortaleza.

De acordo com relatos, ela estava acompanhada de crianças e uma outra mulher quando foi abordada violentamente por um sujeito. Madalena travou luta corporal antes de levar o tiro. Felizmente, a cacique não corre risco de morte. Ainda não se sabe quem praticou essa violência contra sua pessoa. Este não é um caso isolado. Outros Pitaguary passaram por situações extremas, como o caso do atentado a golpes de facada a outra liderança feminina e o de um homem da mesma etnia que foi queimado. Em todos esses casos, os Pitaguary resistiram.

Nós, da FOB, repudiamos as violências praticadas contra os Povos Indígenas e nos solidarizamos com Cacique Madalena e os Pitaguary, que travam importantes batalhas na defesa de seus direitos e pela regularização de suas terras.

Pela autodeterminação dos Povos Indígenas!

III Assembleia da Retomada Aty Jovem

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Entre os dias 10 a 14 de setembro, ocorreu a III Grande Assembleia da Juventude Guarani e Kaiowá, nomeada Retomada Aty Jovem (RAJ), na aldeia de Porto Lindo.

A aldeia está localizada no extremo sul do estado do Mato Grosso do Sul, fazendo fronteira com o Paraguai e o Paraná entre os municípios em suas proximidades. A aldeia é composta majoritariamente pela etnia Guarani. Em suas cercanias, está a retomada do Tekoha Yvy Katu, que também nomeia a Terra Indígena que abrange a aldeia Porto Lindo.

Yvy Katu é considerada a “mãe de todas as retomadas”, pelos processos históricos que conduziram a luta pela sua recuperação, onde estão presentes 13 retomadas abrangendo mais de 9.000 hectares.

A RAJ está ativa desde 2016, quando ocorreu seu primeiro encontro na retomada de Paraguassu e vem mobilizando os jovens Guarani e Kaiowá para a luta pela terra, assim como, para a recuperação de si mesmos, para que se reconheçam enquanto povo e em suas lutas.

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Eles vivem em um contexto onde a falta de perspectivas de vida se mescla aos processos de proletarização marginal, conduzindo consideráveis massas do povo para o corte de cana-de-açúcar, a construção civil, a colheita de maçãs, a coleta de lixo, prostituição, trabalho doméstico não remunerado, entre outros.

Esse contexto reflete os efeitos devastadores da colonização, associados a um número elevado de suicídios e da guerra fratricida, que divide importantes frações da juventude em meio a inserção do tráfico e do uso de drogas e álcool nas Reservas.

Compreendemos que este quadro é consequência da desterritorialização imposta pelo Estado e da reterritorialização em condições precárias, que através da entrada de empresas e da consolidação do agronegócio causou a expulsão dos Guarani e Kaiowá de suas terras tradicionais, gestando a guerra produzida pelo latifúndio.

A RAJ aponta no documento final da assembleia que “o modo de vida que se tem nas reservas é o objetivo do Estado para nos controlar, mas nesses espaços, como o da RAJ, aprendemos com os jovens das retomadas que precisamos lutar”.

O fragmento acima, que consta na carta final, coloca em evidência o intenso e permanente trabalho de base que resulta na construção e nas resoluções finais das assembleias, para o estabelecimento de uma atuação contínua no seio do povo.

Como parte dos objetivos da RAJ, a juventude Guarani e Kaiowá se levanta pela recuperação de suas terras e expandindo suas reivindicações para o campo da educação, da saúde, da luta antirracista e anticolonial, e pela autodemarcação dos Tekoha, expressando a sua consciência da falência do Estado brasileiro no que diz respeito ao cumprimento dos processos de demarcação e respeito ao modo de vida Kaiowa e Guarani.

Todos esses elementos, assim como suas reivindicações centrais, foram debatidas longamente nos Grupos de Trabalho durante a assembleia.

Nesse processo floresce também a construção da insurgência das mulheres jovens, pautando reivindicações de seus direitos e construção da autonomia frente ao sistema patriarcal.

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Esta mesma juventude, como linha de frente das grandes revoltas de seu povo, também batalha por uma outra ecologia, reivindicando floresta e água em oposição a destruição promovida pela territorialização da monocultura, pelas empresas multinacionais e indústrias que devastam o território indígena através de ataques químicos com agrotóxicos, envenenando a terra e as nascentes, como anunciam também na carta final do encontro do RAJ.

A assembleia definiu que será criada uma Rede de Jovens Kaiowá e Guarani em cada Tekoha, acompanhando o movimento com as lideranças locais, os rezadores (Nhanderu) e as rezadoras (Nhandesy), assim como uma rede de comunicação através de materiais audiovisuais.

A RECC/FOB esteve presente na assembleia, através de nosso Comitê de Propaganda e de outros núcleos do país, saudando a resistência jovem Guarani e Kaiowá, e participando dos espaços concedidos, respeitando a autonomia dos companheiros e companheiras da RAJ, que abriram as rodas dos Grupos de Trabalho para nossa participação nos debates sobre território, saúde, educação e autonomia.

Nosso intuito foi nos solidarizar às ações do povo na luta pela terra, e aprender junto ao povo, por considerarmos a resistência indígena uma das expressões mais radicais da luta contra o capital que avança sobre os últimos territórios para promover a barbárie da exploração.

Desde suas crianças, até os mais antigos anciões e anciãs, a luta cotidiana e o conhecimento de sua história nos ensinaram valiosas lições para a luta revolucionária. Com a força de suas rezas e da mobilização de base, a luta continuará.

Cada conversa ao redor da escuridão das noites de celebração e partilha após longos dias de debate e formação, nos faz recordar a frase de um pequeno guerreiro, que nos afirmou: “não tenho medo de morrer. Se eu morrer na luta, outro vai nascer no meu lugar. O que eu temo é a morte do meu povo. Mas nós vamos lutar até o último sangue derramado”.

Defendemos a construção de comitês de apoio à luta indígena em cada local de estudo e trabalho, para a efetivação de uma rede de solidariedade nacional entre os povos do campo e da cidade, com o intuito finalista da revolução social, que não pode escapar a aliança operário-camponesa-indígena.

Viva a resistência da juventude Guarani e Kaiowá!

Por um mundo onde caibam muitos mundos!

Terra e Liberdade!

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SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL AOS 23!

Divulgamos abaixo as notas de solidariedade publicadas pela Confederação Nacional do Trabalho (CNT – Espanha) e União Sindical Italiana (USI – Itália) contra a condenação aos 23 ativistas do Rio de Janeiro.

Saudamos o fortalecimento da solidariedade internacional entre as organizações sindicalistas revolucionárias e da classe trabalhadora em geral, como a principal arma para combater os ataques dos Estados e dos Patrões!

AVANTE A REORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL D@S TRABALHADORES/AS E DO SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!

LIBERDADE AOS 23! SOMOS TOD@S JORGE E PABLO!

Nota da CNT:

http://www.cnt.es/noticias/cnt-se-solidariza-con-los-23-compa%C3%B1eros-y-compa%C3%B1eras-condenadas-prisi%C3%B3n-en-brasil-por-su-pa

 

Nota da USI:

http://www.usi-cit.org/index.php/163-nazionale/1535-solidarieta-ai-23-condannati-brasiliani

 

[Espanha] Somos Tod@s Pablo e Jorge!!

No dia 4 de setembro os camaradas Jorge e Pablo, da Espanha, foram condenados a prisão por supostos acontecimentos da  greve geral de 14 de novembro de 2012 com base somente em acusações realizadas por Policiais. Reproduzimos abaixo o comunicado da CNT. A Federação de Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil (FOB) se solidariza com os camaradas e daremos toda publicidade e solidariedade possível. A nossa luta é internacional! Mão Estendida ao Companheiro, Punho Cerrado ao Inimigo. Para mais informações sobre o caso Pablo e Jorge: https://stoprepresionlarioja.wordpress.com/

Somos Tod@s Pablo e Jorge!!

Pare as perseguições as/os Sindicalistas!!

#NoCaso14N

         Na manhã de 4 de setembro, mais de cinco anos após os eventos ocorridos suposições e digo suposta porque a acusação não conseguiu fundamentar as suas acusações com provas, exceto o policiales- testemunho, finalmente nos encontramos a sentença para o julgamento de 14-N, que condena nossos camaradas Jorge e Pablo a um ano e quatro anos e nove meses de prisão, respectivamente.

A notícia caiu na CNT como um banho de água fria, não tanto pela questão jurídica em si – ainda há recurso, mas pela moral. Nossa desconfiança do que é conhecido como “Justiça” foi confirmada. E embora desejássemos poder dizer o contrário desse NÃO-CASO, vemos reafirmar nossa posição sobre instituições que, se por algo são caracterizadas, é por sua hostilidade em relação ao movimento operário.

Que esperamos? Justiça. Mas não é um processo novo e exaustivo em que os personagens teoricamente neutros avaliam alguns testes e testemunhos. O que queremos é o reconhecimento público de que nossos dois camaradas foram falsamente acusados. A absolvição. Nós não acreditamos em palavras e testemunhas policiais, nós estávamos lá e também vimos os vídeos do que aconteceu naquela demonstração.

Esta senteça foi um passo atrás. Agora dá três para a frente, começando com a demonstração, chamado por StopRepresionRioja, no último sábado, 8 de setembro de às 18:30, onde foi executado a partir do tribunal chamado Logroño. Nossa única defesa é que mais e mais ouvidos estão cientes dessa NÃO-Justiça.

Declaração de resposta à sentença de StopRepresionRioja. (https://stoprepresionlarioja.wordpress.com/)