[RECC-SC] TODA FORÇA À CAMARADA LORENA CASTILLO!

A Oposição Nós por Nós (RECC/UFSC) considera de fundamental importância posicionar-se diante do processo de perseguição política movido pela reitoria da UFRGS contra a estudante Lorena Castillo, desligada da instituição sob acusações fraudulentas, e contra a organização da qual a camarada faz parte, a Federação Anarquista Gaúcha.

Manifestações de autoritarismo como as da UFRGS não devem ser entendidas de maneira isolada, mas como componentes de um quadro geral de acirramento da crise política e social em que se observa um aumento da ferocidade dos ataques da burguesia contra o povo e a intensificação da caçada aos opositores desta ordem social desigual.

Há anos e, principalmente depois de 2013, a Federação Anarquista Gaúcha sofre com a perseguição por parte do Governo Estadual e das elites que o controlam. Há anos os companheiros resistem à detração pública, criminalização de suas atividades, invasões à sua sede, prisão de militantes e diversas outras investidas. Agora, o Governo Sartori (PMDB) e a reitoria de Rui Oppermann (PCdoB) se articulam para coibir a atuação combativa no movimento estudantil universitário, através da humilhação e expulsão da camarada Lorena, em um processo forjado e inquisitório que a condena à interrupção dos estudos simplesmente por ser pobre e militante.

Sabemos bem que a perseguição política se coloca como tentativa de aplacar o empenho daqueles que não fogem à luta, que não se afastam da guerra de classes encastelados em gabinetes, protegidos no alto dos carros de som e atrás de bate paus contratados para conter a insubmissão autônoma. Por isso, nos declaramos solidários à companheira Lorena e à Federação Anarquista Gaúcha, repudiamos as medidas tomadas pela UFRGS e corroboramos a exigência da imediata reintegração da companheira ao corpo discente da universidade.

Mais do que nunca, é imprescindível defender a liberdade de organização e atuação política em nossos locais de estudo, pois cada vez mais se agudiza a perseguição aos lutadores que não abaixam as vozes mediante financiamento de campanha e não sujam as mãos no lamaçal das burocracias sindicais, partidárias e estudantis que são cúmplices da burguesia. Mas a resistência nas universidades e nas ruas tem dado o recado: As perseguições não podem deter a reorganização da revolta popular! Não permitiremos que sigam roubando nossos direitos, nem que tentem silenciar nossos lutadores!

Greve geral contra as reformas e contra a repressão!

Toda solidariedade à companheira Lorena!

[CASTELLANO] Tesis para la construcción de una Tendencia Clasista y Internacionalista

Difundimos ahora para los camaradas la traducción en castellano de las “Tesis para la construcción de una Tendencia Clasista y Internacionalista”, del Fórum de Oposições pela Base (FOB – Brasil). El intuito es profundizar el debate y la comprensión de las tareas necesarias para reorganizar el sindicalismo revolucionario en todos los niveles de la lucha de clases: en cada empresa/fabrica, en todos los países, hacia la reorganización internacional del sindicalismo revolucionario, como una herramienta efectiva de lucha y organización para las masas trabajadoras.

Reconstruir una Internacional del Sindicalismo Revolucionario!

Contra la exploración capitalista y la opresión estatal!

Todo el poder al pueblo!

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TESE 1: LA CLASE TRABAJADORA Y SUS DILEMAS ACTUALES 

TESE 2: FUNCIÓN, OBJETIVOS HISTÓRICO-ESTRATÉGICOS Y PRÁCTICAS DE UNA TENDENCIA CLASISTA E INTERNACIONALISTA

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Vea abajo tambien otros materiales en português sobre el FOB:

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[FOB-DF] Ações Diretas, Já! Combater o ajuste fiscal e a ilusão eleitoral!

por Fórum de Oposições pela Base, seção DF/Entorno

Protesto durante Greve Geral de 28 de Abril, Rio de Janeiro

AÇÕES DIRETAS, JÁ!
COMBATER O AJUSTE FISCAL E A ILUSÃO ELEITORAL!

Comunicado FOB-DF, nº 5 | http://www.lutafob.wordpress.com | 24/05/17

[Acesse o PDF]


  1. BARRAR A REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NEOLIBERAL!

A crise política no Brasil está ligada aos interesses econômicos da burguesia e a disputa interna entre suas frações pelo poder estatal. PT, PMDB e PSDB representam distintas frações, mas todos agem por um ajuste fiscal ao seu modo, operando quase sempre o mesmo esquema de propinas e corrupção junto às empresas. O centro de convergência dos capitalistas é a aprovação das Reformas Neoliberais que ampliam seus lucros na base do aumento da nossa exploração: combate-las com toda nossa energia é a pauta para unir os trabalhadores.

  1. ABAIXO O TERRORISMO DE ESTADO!

Durante Greve Geral de 28A, táticas de autodefesa são utilizadas no Rio de Janeiro [foto] e várias cidades do Brasil

As violências política, jurídica e militar aumentam a cada dia para manter a ordem capitalista e suas tramoias. Os governos do PT são também responsáveis por isso: UPPs, “Lei Antiterrorismo”, Força Nacional etc. Não podemos lutar contra as Reformas sem denunciar os conciliadores e promotores deste terror de Estado. A hora é de preparar as TÁTICAS DE AUTODEFESA DE MASSAS para as greves e atos, a partir de cada base sindical e do movimento estudantil e popular.

  1. CONSTRUIR UMA GREVE GERAL INSSURRECIONAL E O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!

Temer deve cair pela força popular, mas não basta derrubá-lo. Nenhuma substituição nos cargos de Estado vai barrar a ofensiva do capital. O Estado está casado com o poder econômico, e somente a luta do povo vigorosa e independente destas elites partidárias e empresariais pode barrar as Reformas. A Greve Geral do dia 28A foi um ensaio defensivo: é preciso avançar para uma GREVE GERAL OFENSIVA. Colocar a burguesia em cheque, e não reivindicar novas eleições, um jogo comprovadamente controlado por propinas e traições. Temos uma crise da classe dominante no Brasil. Nossa tarefa histórica não é “estabilizar” sua ordem, mas sim desestabilizar seu poder, criando fissuras para sua superação.

CONSTRUIR O AUTOGOVERNO DA CLASSE TRABALHADORA!
IR AO COMBATE SEM TEMER! TODO O PODER AO POVO!


 

Leia os Comunicados do FOB-DF:

 

 

 

[RECC-SC] Realizado curso de formação política em Sindicalismo Revolucionário

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Nos dias 20 e 21 de Maio a Oposição Estudantil Nós por Nós (NPN) realizou em Florianópolis o curso de formação política em Sindicalismo Revolucionário. O objetivo do curso foi o de apresentar, de forma mais aprofundada,porém acessível, a nossa estratégia Sindicalista Revolucionária para aqueles que estão nas lutas juntos conosco.

Nesse sentido fizemos o convite não só para indivíduos, mas também coletivos de Santa catarina, Paraná e Rio Grande do sul. Durante os dois dias de curso contamos com trabalhadores/trabalhadoras da educação, indústria, comércio, autônomos e estudantes que proporcionaram um debate rico em diversidade de experiências e conhecimentos de vida e luta.

Todo o conteúdo foi construído de forma a mostrar, através de uma análise histórica das práticas de luta da classe trabalhadora, que a organização dos trabalhadores é a única forma possível de resistir às injustiças e exploração impostas por patrões e governantes, e que essa organização também pode e deve proporcionar aos trabalhadores a perspectiva de construção de uma nova sociedade, uma sociedade Socialista!

O programa do curso foi elaborado de modo a levar o público questionar se: Ainda é possível fazer uma luta autônoma e transformadora hoje em dia? Os sindicatos e outras estruturas de organização que existem hoje podem e querem realmente cumprir esse papel de ferramenta de emancipação para dos trabalhadores? Quais são as táticas usadas pelos patrões, governos e sindicatos? Podemos atuar de outra forma? O que significa se posicionar como oposição à as burocracias sindical/estudantil/popular? O Sindicalismo é a arma mais adequada para avançarmos na luta contra o capital?

Todos esses questionamentos foram dissecados coletivamente através de uma metodologia pensada para atender todos os graus de instrução e experiências militantes, com utilização de recursos audiovisuais  e dinâmicas coletivas.

Na atual conjuntura de crise político-econômica e de tentativas de reorganização da classe consideramos essencial possibilitarmos espaços de formação como esse para fortalecemos o arcabouço político-teórico daqueles que se lançam na luta de classes numa perspectiva classista e combativa como nós, ainda mais num período difícil como o que se apresenta para os de baixo. Por isso queremos agradecer todos e todas que se esforçaram até o último instante para virem de outros estados (nesse momento de crise econômica) e principalmente que aos compareceram mesmo debaixo de chuva incessante nos dois dias do curso, pois com certeza contribuíram não só com a troca de experiências, mas  para o sucesso geral do curso. Esperamos ter contribuído para todos e todas intensificarem a luta em seus locais de atuação.

Estudar, trabalhar e Lutar contra o Capital!
Avante o Sindicalismo Revolucionário!
Construir o Poder Popular!

[FOB] II ENOPES (2017)

II ENOPES-4

Camaradas, a conjuntura atual, nacional e internacionalmente, é de graves ataques ao povo trabalhador. No Brasil, o quadro de ajuste fiscal tem aprofundado a retirada de direitos historicamente conquistados e precarização dos serviços públicos com o encaminhamento de diversas medidas como  congelamento de investimentos públicos com a PEC55, na Educação a Reforma do Ensino Médio, no trabalho com a Lei de Terceirização, Reforma da Previdência e propostas de alteração no sistema de demarcação de terras indígenas. Junto à estas medidas também se opera o recrudescimento do aparato repressivo e de criminalização das e dos lutadores através da Lei Antiterrorismo.

Entre as reformas neoliberais do governo PMDB e a campanha “Lula 2018”, o povo se vê diante do aprofundamento da crise social no país. Com a expulsão da esquerda reformista do bloco de alianças estratégicas do grande capital, o reformismo tem buscado novas formas de se moralizar frente aos trabalhadores, mesmo mantendo sua estratégia política centrada no Estado burguês, através da convocação de manifestações de fachada para desgastar seus opositores no parlamento e impedir a ocorrência de lutas autônomas que poderiam assumir formas insurrecionais (como o levante de 2013) e ameaçar o espetáculo eleitoral que está por vir.

II ENOPES-3É urgente que se construa vias revolucionárias e combativas de massa que rompam com este ciclo de ilusões reformistas e impulsione a organização autônoma do povo, arrancando pela ação direta de massas suas vitórias. No centenário da greve geral de 1917, é preciso retomar sua combatividade e mobilizar toda a classe para ser protagonista de sua própria luta. Para tanto, é preciso construir esta alternativa revolucionária, consolidando e ampliando uma organização de massa nos diversos níveis da luta de classes, no movimento estudantil, popular e sindical. É com este objetivo que preparamos, em outubro de 2017, o II Encontro Nacional de Oposições Populares, Estudantis e Sindicais, retomando a tradição do sindicalismo revolucionário contra a precarização da vida e do trabalho e em defesa da liberdade e justiça ao povo.

CONSOLIDAR A TENDÊNCIA CLASSISTA E INTERNACIONALISTA!

RECONSTRUIR O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!

A greve geral do 28-A e suas lições

A greve geral do 28

A greve geral do 28-A e suas lições:

É preciso avançar na organização autônoma para derrotar as reformas neoliberais e o terrorismo de Estado

O dia 28 de Abril, dia da Greve Geral, foi um dia histórico para a classe trabalhadora brasileira. Esse dia explicitou, em termos nacionais, que a classe trabalhadora começa a se libertar das amarras da burocracia sindical e confrontar de forma efetiva o Estado. Começa a se libertar também da letargia. Essa reação, feita pela ação direta, sob a forma de piquetes e barricadas, foi fundamental.

A ação direta, realizada pelas categorias, foi determinante para colocar a luta de classes em novo patamar. A greve geral provocou um prejuízo de cinco bilhões em todo o Brasil, segundo as associações empresariais. Isso mostra que a greve tem um grande poder de pressão. O poder de afetar o capital. Mas é preciso aprender as lições claramente. Porém essa ação é insuficiente. Por isso é preciso compreender como essa luta se dá e como é preciso trava-la. Pois apesar de existir uma tendência, ela não é inevitável. Cabe às minorias ativas elevarem o patamar organizativo

1 – Terrorismo de Estado no Rio de Janeiro: laboratório da política nacional

O Rio de Janeiro está sendo um laboratório da política de reformas e ataques da burguesia comandados pela quadrilha do PMDB. No dia 28 de Abril não foi diferente. O terrorismo de Estado é o método escolhido para lidar com movimentos de massa. A questão social é, de agora em diante, e mais uma vez, caso de polícia.

O dia 28 de Abril foi marcado por três tipos de ato: 1) os piquetes e bloqueios de rodovia e sistema de transporte, realizados por diferentes categorias; 2) a Marcha combativa, com concentração na Alerj; 3) o “Ato Show”, agendado para Cinelândia pelas centrais sindicais.

  Esses três tipos de ato foram resultado da luta de classes dentro do movimento sindical e popular, de que falaremos abaixo. Mas a ação do Estado, sua lógica de repressão, indica um ponto fundamental da conjuntura.

Vivemos sob um regime de terrorismo de Estado. Esse terrorismo de Estado manifesto, construído com apoio do PT e do reformismo nos últimos anos, sempre foi visível nas favelas e periferias urbanas e no campo. Mas agora ele alcançou parcela da classe trabalhadora “protegida”.

 Ficou claro, para todos os ingênuos e indecisos, a polícia atacou uma multidão na Alerj, por volta das 16h, com uma guerra química indiscriminada. Foi um ataque covarde. A manifestação foi atacada pelas costas, quando se dirigia para a candelária. Caiu o mito, de uma vez por todas, de que a polícia “reage” a uma violência de minorias. Ou que qualquer ato isolado explique a violência policial.

Milhares de pessoas foram encurraladas com as armas químicas. Pessoas caiam sufocadas, foram pisoteadas, atingidas na cabeça por bombadas lançadas fumegantes. Só não foi pior porque uma rápida resistência se organizou. A manifestação seguiu combativa. Não foi completamente desarticulada. Ao contrário, a marcha seguiu com a fúria e o senso de unidade que somente a injustiça e opressão é capaz de produzir tão rapidamente. A perseguição e covardia policial não parou. Os manifestantes foram resistindo e se reagrupando. Blindados e motocicletas da polícia disparavam bombas e balas de borracha. Essa resistência, que se prolongou por todo o trajeto, impediu que a polícia chegasse à Cinelândia ainda mais rápido.

Outro episódio: o “Ato Show”, que tinha um palanque armado na Cinelândia, foi atacada covardemente. Milhares de pessoas, despreparadas, devemos dizer, apáticas, assistiam de longe uma repressão brutal como se não tivesse nada a ver com elas. É preciso uma autocrítica profunda de quem, ouvindo o barulho de bombas e vendo uma repressão generalizada, alimenta a ilusão de que não será atingido por ela. Obviamente, a polícia dispersou com violência. Os apelos realizados pelos deputados e burocratas apenas se tornaram patéticos, mostrando que a violência da polícia é uma política de Estado.

O terrorismo de Estado se espalhou pelas ruas. A polícia atirou contra bares e restaurantes, pessoas foram atingidas por bombas em lugares fechados e mesmo ruas estreitas tornaram-se câmara de gás.

A primeira lição é: o terrorismo de Estado seletivo, que vigorava no campo, nas favelas e periferias está se tornando generalizado. Se antes era possível para uma parcela da classe trabalhadora fechar os olhos para ele por não ser diretamente atingido, esse período chegou ao fim.

 As ilusões da democracia liberal foram enterradas no dia 28 de abril de 2017. Quem se apegar a tais ilusões será sepultado politicamente com elas. E permanecer na retórica de que a resistência popular é vandalismo é, efetivamente, adotar um comportamento covarde e criminoso. Vivemos um Estado de Exceção pleno. Somente uma organização séria e profunda será capaz de dar respostas a conjuntura.

2 – “Marcha combativa vs Ato Show”: a luta de classes dentro do movimento sindical e popular
A greve explicitou duas frentes de luta que já existem há tempos: 1) a luta contra a burguesia, o PMDB, e as reformas; 2) a luta contra a burocracia sindical, o reformismo e sua estratégia suicida. 

Para compreender o dia 28 de abril é preciso compreender que a greve geral não foi o resultado de uma ação das centrais sindicais. Ela foi o produto de uma contradição criada em junho de 2013: entre bases (que precisam, por necessidades econômicas defensivas, realizar ações de resistência) versus direções sindicais e burocracias (que negociam com o Estado e as classes dominantes em nome de seus próprios interesses). Essa contradição se manifesta de diferentes formas, inclusive a luta interna dentro das categorias.

A greve geral foi evitada por todos os meios pelas centrais sindicais. Ela deveria ter sido chamada há muito tempo, mas certamente desde o final do ano passado já havia condições objetivas para tal. Em março, depois do 15M, o lógico seria chamar uma greve geral para o dia 28 de março. Mas ocorreu uma total desmobilização da parte da centrais.

A estratégia das centrais sindicais era fazer uma “greve” moderada, mais um blefe. A greve geral, entretanto, foi se impondo a partir de várias categorias e o dia 28 de abril foi convocado e construído pela base. De fato, só é possível uma greve geral efetiva pela base.

No Rio de Janeiro, a política de desmobilização das centrais foi a de convocar um “Ato Show”. O Ato Show, criado pela Força Sindical, símbolo maior do sindicalismo de resultados, é uma festa e um palanque, criado para não produzir nenhum enfrentamento. Essa foi a única ação deliberada pela Plenária das Centrais Sindicais.

Mas aqui foi fundamental o surgimento de dois tipos de oposição: de sindicatos e categorias das bases das centrais, que apontaram para a realização de piquetes e bloqueios do sistema de transporte (e de outras correntes de esquerda); o papel do sindicalismo revolucionário como oposição dentro das categorias.

Foi o FOB que, denunciando há anos o papel da burocracia sindical, denunciou a política de um Ato Show, e levou para diversas categorias a proposta de realizar uma Marcha Candelária-Alerj, exatamente porque entendemos que os atos devem ser marchas combativas contra os centros de poder. Essa proposta, refletindo o estado de espírito das categorias, rapidamente ganhou adesão e arrastou diversas forças políticas.

O Ato na Alerj explicita a necessária dualidade organizacional e de poder sindical: de agora em diante, é preciso que os setores combativos se agrupem em ações autônomas ao controle das centrais sindicais. O ato da Alerj foi uma construção da classe trabalhadora combativa do Rio de Janeiro. A sua proposta surgiu da oposição sindicalista revolucionária, que interpretou corretamente o estado de espírito da massa e formulou uma correta estratégia de ação.

Mas tanto nacionalmente, como localmente, a greve geral foi vitoriosa apenas em uma das frentes: a luta contra a burocracia sindical. As oposições das bases contra as direções, e a vitória pontual e realização de uma grande marcha, no RJ, não são suficientes para ter condições de derrotar a ofensiva burguesa. Isso exige que os trabalhadores estejam mais organizados, mais preparados, mais conscientes dos problemas, mais capazes de tomar decisões.

 
3 – Amanhã vai ser maior… mas somente com estratégia organizacional autônoma e classista

A greve do dia 28 de abril esboçou uma dualidade de poder dentro do movimento sindical. O poder das bases em luta contra o poder da burocracia sindical, primeira linha de defesa do Estado. Mas é preciso que uma parcela crescente dos trabalhadores e trabalhadoras tenham consciência dessa luta, e aprofunde a sua auto-organização.

Somente com um grande poder organizacional seremos capazes de te chance de derrotar as reformas. Mas só teremos esse poder organizacional lutando contra a burocracia sindical, o espontaneísmo e individualismo. A desorganização não é só culpa da burocracia sindical. É fruto do imobilismo e individualismo.

 Por isso é preciso hoje combater nas duas frentes: lutar contra a burocracia sindical e reformista das centrais; derrubar o Governo Temer e quadrilha do PMDB. Temos por isso, no Rio de Janeiro, algumas tarefas práticas.

Primeira tarefa: organizar uma Plenária sindical, estudantil e popular autônoma: essa plenária deve ser composta por todas as categorias de trabalhadores, estudantes e movimento popular que aceitem a necessidade de lutar por meio da ação direta e da greve geral. Deve ser composta por delegados de base das categorias. Essa plenária deve articular diversos sindicatos, ser autônoma do Estado e da burocracia sindical e coordenar as ações de construção da greve geral e da resistência.

A autodefesa de massas deve ser ampliada e generalizada. Cada sindicato, cada universidade, cada movimento popular, deve organizar sua brigada de autodefesa. Devemos ter, em grandes marchas, milhares de militantes nessas brigadas. Essas brigadas de autodefesa devem estar equipadas e preparadas para deter a violência policial e apoiar o movimento de massas na sua ação ofensiva. Também devem ser organizadas equipes de primeiros socorros e de apoio logístico.

Segunda tarefa: denunciar e boicotar o Governo Temer. É preciso denunciar o Estado de Exceção e o terrorismo de Estado, e a cumplicidade de todos os partidos políticos com o mesmo. Devemos organizar dossiês e encaminhar para organizações de trabalhadores em todo mundo, conclamando ações de solidariedade contra a diplomacia brasileira, as empresas brasileiras e a burguesia brasileira. Conclamar o boicote aos produtos das empresas brasileiras e também difundir as denúncias e exigir sanções ao governo brasileiro.

Precisamos intensificar a mobilização. A greve geral de 28 de abril foi uma greve geral de advertência e organização, ou seja, defensiva. É preciso realizar outras greves defensivas e de organização nos meses de maio para culminar com uma grande greve geral ofensiva por tempo indeterminado em junho. Uma grande greve geral com marcha nacional a Brasília na semana do dia 17 de Junho.

 Por isso conclamamos todos os setores combativos a adotar essa plataforma de luta. Somente aprofundando a organização autônoma seremos capazes de resistir.

Greve Geral contra a Terceirização e as Reformas da Previdência e Trabalhista!
Organizar uma Plenária Sindical, Estudantil e Popular Autônoma!!!

CONSTRUIR O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!!
PELA LIBERDADE DE RAFAEL BRAGA!!

28-A: Viva à Greve Geral!

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28-A: Viva à Greve Geral!

Avançar na Organização Autônoma das Trabalhadoras e Trabalhadores!!!

O dia 28 de Abril, dia da Greve Geral, foi um dia histórico para a classe trabalhadora brasileira. Esse dia explicitou, em termos nacionais, que a classe trabalhadora começa a se libertar das amarras da burocracia sindical e confrontar de forma efetiva o Estado. Começa a se libertar também da letargia. Essa reação, feita pela ação direta, sob a forma de piquetes e barricadas, foi fundamental. A ação direta, realizada pelas categorias, foi determinante para colocar a luta de classes em novo patamar. A greve geral provocou um prejuízo de cinco bilhões em todo o Brasil, segundo as associações empresariais. Isso mostra que a greve tem um grande poder de pressão. O poder de afetar o capital. Mas é preciso aprender as lições claramente.

A primeira lição é: o terrorismo de Estado seletivo, que vigorava no campo, nas favelas e periferias está se tornando generalizado. Se antes era possível para uma parcela da classe trabalhadora fechar os olhos para ele por não ser diretamente atingido, esse período chegou ao fim. Vários setores, em vez de combater o fascismo e o terrorismo de Estado, viram as suas armas contra a resistência popular, acusando-a de vandalismo. Todos, em todo o Brasil, puderam ver que a polícia agiu para incapacitar e matar: em Goiás, no Rio de Janeiro, em São Paulo, em todos os lugares.

A segunda lição é, apesar de fundamental, a greve geral foi apenas o início de uma luta prolongada. Nessa luta será decisiva a capacidade de auto-organização e a formação de uma nova moral de classe, aquela que não tolere a transigência com o Estado, com o fascismo e a covardia. As grandes ações de rua e de massa são fundamentais. Mas é preciso um processo de auto-organização que possa dar resposta mais duradouras à longa luta que se coloca.

Por isso viva a greve geral do dia 28-A!

Avançar na organização autônoma dos trabalhadores e trabalhadoras!

Somente a Greve Geral pela base vai impedir o avanço do capital contra os direitos da classe trabalhadora!

  Os limites do sindicalismo tutelado pelo Estado chegaram ao seu nível máximo de deterioração! As centrais sindicais são incapazes de organizar a classe pela base! Chegaram ao fundo do poço, deixando o arqui-pelego traidor, Paulinho da Força, ser porta voz de um suposto “ocupa Brasília”. Quem vai ocupar Brasília atendendo o chamado desses burocratas pelegos? Os 13 milhões de desempregados do país? Os outros 13 milhões de trabalhadoras e trabalhadores terceirizados? A multidão que vive na informalidade? Os indígenas, os camponeses, a juventude negra, que vem sendo assassinada pelo Estado ou com a cumplicidade deste?

Para a população precarizada, as reformas trabalhistas e da previdência não mudam sua condição imediata de miséria, apenas a aprofundam no longo prazo. Esse arremedo de tentativa de organizar a classe trabalhadora por cima, não dialoga com os trabalhadores da cidade e  também não amplia horizontes para quem luta pela vida, nos campos e nas favelas. É preciso denunciar a burocracia sindical em todos os espaços! É preciso fortalecer os comitês de base e politizar os debates nas

assembleias, para a construção coletiva de uma pauta classista, contra o ajuste fiscal. As trabalhadoras e trabalhadores deste país precisam se unir em solidariedade, para provocar grandes perdas ao capital!!! Isso só é possível com a realização de uma grande GREVE GERALl! Não aceitaremos continuar sendo tutelados pelas centrais traidoras, que sem ouvir as bases, determinam um “ocupa Brasília”, que demandará energias e gastos importantes à estrutura sindical, minando a capacidade de resistência da classe trabalhadora e desviando o foco da greve geral. Então não devemos ocupar? Sim, devemos ocupar! Mas devemos ocupar tudo, em decisão tomada pela base, e no contexto da Greve Geral. Além de Brasília, devemos ocupar todos os espaços de produção e de circulação de mercadorias! O 28A só foi possível por que diversas categorias assumiram o protagonismo de ser organizar pela base a Greve Geral. A direção do movimento deve ser do conjunto da classe, pela base. Faremos isso de forma sincronizada e sem a presença desses malditos conciliadores do capital. Devemos fazer tremer aqueles que nos querem de joelhos!

Fora CUT, CTB, UGT, FORÇA, NSCT, CSB!! Construir o Poder Popular!!!

Não aceitaremos que nossa luta se transforme em palanque eleitoral!

Viva o Sindicalismo Revolucionário!