Nota de Pesar – Falecimento de Santiago Maldonado

O Fórum de Oposições pela Base manifesta seu profundo pesar ao receber a confirmação de que o corpo encontrado nas margens do rio Chubut é mesmo de Santiago Maldonado. Prestamos também toda nossa solidariedade à família até que esta termine seu calvário na busca de respostas e justiça.

Jovem de 28 anos, militante e tatuador nascido na província de Buenos Aires e residindo em El Bolsón, Santiago Maldonado se aproximou e se dedicou à luta dos Mapuches e foi exatamente se dedicando a tal luta, em um protesto no dia 1 de agosto pela libertação de Huala que o militante sofreu sob o terrorismo de Estado e “desapareceu forçadamente”.

Diante disso, nos colocamos ao lado de cada um dos que lutam contra o avanço dos Estados genocidas, seja na argentina com Santiago, seja no Brasil com Amarildo, Rafael Braga e tantos outros de nossa classe que sofrem o jugo impiedoso de nossos inimigos.

Mais uma vez o Estado se utiliza de sua ferramenta recorrente e “faz sumir” um companheiro de classe e luta para fazer avançar cada vez mais os desmandos do capital, tenhamos claro que tais ações servem a empresas como o grupo Benetton e outras mais que fazem valer seus interesses por cima de qualquer um que esteja em seu caminho.

Nesse contexto aonde a repressão dos governos e da burguesia internacional avança Cada vez mais se faz necessário que a resistência e solidariedade da classe trabalhadora também seja internacional. É preciso também que as organizações da classe trabalhadora preparem e intensifiquem a autodefesa do nosso povo para que juntos possamos construir a resistência tão imprescindível em nossas lutas diárias nos locais de trabalho, estudo e moradia.

Aos nossos mortos, nenhum minuto de silêncio, mas toda uma vida de luta!

Santiago Maldonado Vive e vencerá!

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[CPL] Abaixo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC): Por um projeto de educação construído pela base

Comunicado Nacional do Coletivo Pedagogia em Luta (CPL) filiado a RECC

Para acessar em pdf: Comunicado BNCC

Os ataques à educação pública por meio de precarização e privatização tiveram sua ascensão no governo Lula e Dilma/PT com políticas neoliberais como o REUNI, o Novo Enem, a expansão de recursos para instituições superiores privadas bem como a ampliação das avaliações externas do ensino básico e superior. Essas políticas que vem ocorrendo na educação brasileira são materializadas no Plano Nacional de Educação (PNE) que foi construído a partir das diretrizes dos organismos multilaterais (Banco Mundial, UNESCO e FMI) e que estão sendo aprofundadas no governo Temer/PMDB.

Da mesma maneira que a Reforma do Ensino Médio e a Reforma das Diretrizes Curriculares para o curso de Pedagogia, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), estando em sua terceira versão em 2017 é uma política prevista no documento “Pátria Educadora” do Secretário de Assuntos Estratégicos de Dilma/PT, Mangabeira Unger, adepto do desenvolvimentismo, ou seja, um projeto para o sistema educacional de cunho liberal, aprovada em seu governo e continuada no documento “Pontes para o futuro” de Temer/PMDB.

O desmonte do currículo e das práticas pedagógicas no chão da escola

A BNCC prevê 60% dos conteúdos a serem desenvolvidos pelos professores obrigatoriamente em sala, tornando-se um documento impositivo que nega a autonomia do professor. Apesar dos 40% restante dos conteúdos serem de livre escolha do professor, nas avaliações nacionais (avaliações homogeneizadoras e mercadológicas) serão cobrados apenas aqueles conteúdos impostos pela BNCC, ou seja, os conteúdos que apenas servem para a inserção do jovem no mercado de trabalho com a mão de obra barata.Dessa forma, a BNCC causa um profundo esvaziamento científico no processo de ensino nas salas de aula.

A BNCC nega a ideia integral de currículo se tornando um documento normatizador, que desconsidera o processo de ensino pensando apenas no resultado final. A forma de construção e imposição dessas bases dispensa ainda a diversidade que encontramos em sala de aula, seja de gênero, condição social, nível de aprendizagem, corroborando para uma educação homogeneizadora e tecnicista.

Fortalecer nosso local de estudo e/ou trabalho com ação direta para derrotar o projeto da BNCC

Nesse sentido, ao definir as aprendizagens a serem desenvolvidas durante as fases de educação básica, as bases nacionais também influenciarão diretamente nas diretrizes para os cursos formação de professores no ensino superior, levando ao esvaziamento cientifico nos cursos de Pedagogia e demais licenciatura. A BNCC e as outras reformas implantadas são ataques diretos a educação pública, pois precarizam e privatizam o que é direito básico do povo.

É dever de todos os estudantes de Pedagogia, coletivos de cursos, CA’s, EXNEPe (Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia) e demais licenciaturas, em conjunto com os trabalhadores da educação, se mobilizarem em seus locais de estudo e trabalho a fim de debater e lutar contra a BNCC.

É necessária a organização desses setores para combater as políticas neoliberais e construír um projeto de educação pela base, articulado nacionalmente com os movimentos de cursos e professores classistas e combativos.

PARA BARRAR A PRECARIZAÇÃO: GREVE GERAL, GREVE GERAL NA EDUCAÇÃO!

ABAIXO AS REFORMAS NEOLIBERAIS DE TEMER/PMDB!

PEDAGOGIA É SENSACIONAL, PUXANDO A GREVE, GREVE GERAL!

PEDAGOGIA É PROFISSÃO, NÃO DEIXA O MEC ACABAR COM A EDUCAÇÃO!

 

[RECC-RJ] CONTRA A PRECARIZAÇÃO, OCUPAÇÃO!

Nota da Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC)
Oposição Classista Combativa e Independente/UERJ

No dia 26/09, estudantes independentes se organizaram e ocuparam o bandejão da UERJ maracanã, que se encontrava há mais de 1 ano fechado. A ocupação aconteceu por volta das 18h e contou com a presença de mais de 50 pessoas, cantando palavras de ordem contra o sucateamento da educação pública, cobrando a reabertura do bandejão no Maracanã e a implantação do bandejão nos campi externos.

Seguindo os métodos de democracia que defendemos(democracia de base), realizou-se uma assembleia para definir os moldes da ocupação. A partir dessa assembleia, os estudantes se organizaram para garantir a segurança, limpeza e preservação do espaço da ocupação e dos ocupantes. Por unanimidade, a assembleia decidiu que é proibida a entrada da UNE no espaço.

No dia 27/09, às 14h, ocorreu a assembleia docente da UERJ, onde a base da categoria votou apoio à ocupação e foram recebidos no bandejão pelos estudantes com palavra de ordem e agradecimento. Durante a assembleia docente, o DCE da UERJ (PT/PCdoB) fez uma fala apontando a ocupação como ilegítima e sectária. É importante ressaltar que esse mesmo DCE foi convidado a participar da ocupação, mas não se movimentou nem para apoiar, mostrando assim que só atravancam a luta e servem aos interesses do estado burguês.

Hoje, a Ocupação do Bandejão (Ocupação Bruno Alves), pode afirmar com toda certeza de quem constrói verdadeiramente a luta,que o bandejão funciona de modo autônomo e suficiente, com opção vegana, e que com tal ação faz também evidenciar quais caminhos são de fato acertados para impedir o avanço da iniciativa privada e os ataques neoliberais em nossa Universidade. Combatemos qualquer atitude sectária e de atravancagem de luta. Nesse período, fizemos um chamado a todos os alunos e pessoas em geral que fazem parte direta ou indiretamente da vida uerjiana. E assim,viemos superando as dificuldades e conquistando vitórias que são apenas um esboço para barrarmos de fato o avanço neoliberal,que tem como laboratório para tal política no plano da educação o sucateamento sistemático da UERJ,universidade pioneira de cotas e uma das mais populares do país.

Entendemos que não é a estagnação e o comodismo que produzirão resultados para o avanço e amadurecimento da nossa luta. É através da mobilização pela base que vamos alcançar nossas pautas reais.

Contra a burocratização do movimento estudantil!
Por uma luta independente construída pela base!
Ocupar, resistir, lutar pra garantir!

[Catalunha] Carta Aberta da CNT

Carta Aberta do Secretariado Internacional da CNT

Mais informações http://www.cnt.es/

Nossa posição com respeito a Catalunha

Saudações Camaradas,

Antes de nada, agradecemos por todo apoio com traduções, publicando comunicados pelas redes sociais, convocando a participação em ações, etc.A CNT, em seu conjunto, e as companheiras e companheiros catalãos em particular, estamos muito agradecidos.

Como sabem, a situação na Catalunha é preocupante, em menor grau, no resto do Estado espanhol. Ao escrever essas linhas, a polícia anti-motim e a infame polícia militar, a Guarda Civil, atacam pessoas nas ruas de muitas cidades catalãs. A CNT, juntamente com outros sindicatos, chamamos uma greve geral para 3 de outubro contra essa onda de repressão.

Você provavelmente sabe que a unidade da Espanha é uma questão de importância fundamental para a extrema direita deste país. Conseqüentemente, qualquer pedido de autodeterminação que tenha alguma de suas partes desencadeia uma reação feroz. Já existe um aumento na presença de grupos fascistas em muitas cidades espanholas, enquanto o governo do partido  conservador (PP) está adotando uma atitude cada vez mais autoritária, atropelando os direitos fundamentais. Isso só pode ser sinal de mau presságio do que nos espera no futuro próximo. A repressão só pode piorar em muitos níveis, talvez até com a participação do exército.

Em alguns fóruns internacionais, a CNT está sendo muito criticada porque, segundo dizem, fazem o jogo dos nacionalistas com a convocação de uma greve geral. É compreensível. Como dissemos em outro lugar, é difícil encontrar o equilíbrio certo neste assunto e é normal que as nuances não sejam apreciadas à distância ou perdidas na tradução. Também é difícil para nós e há um debate interno muito animado sobre nossas estratégias, pois não pode ser de outra forma em uma organização tão plural e aberta quanto a CNT

Para que não haja equívocos. Estamos totalmente contra a repressão realizada por um governo cada vez mais autoritário e seus aliados de direita, mas isso não significa que apoiemos os planos dos nacionalistas. Ao longo desta semana, houve inúmeras manifestações na Catalunha: em defesa do referendo, pela independência, pela autodeterminação … De tudo. No entanto, a CNT não convocou nem participou de nenhum deles. De fato, onde os camaradas estão presentes, ficaram muito desconfortáveis com os nacionalistas, apresentando problemas sociais e econômicos no debate, lembrando que há alguns anos o governo catalão foi o que introduziu cortes sociais com mais vigor, etc. Na verdade, esse lembrete é com palavras muito semelhantes na nossa chamada de greve.

Tanto é assim, que o chamado de greve geral da CNT não é apenas destinado apenas à Catalunha, onde se iniciou o chamado da greve, por razões óbvias, mas em sua redação é claro que ela se estende para todo o estado espanhol. Entende-se que, nesta conjuntura, a resistência deve ser generalizada e expandida, para alcançar nossos objetivos de classe. O confronto não é entre as nações, mas entre as classes, entre um regime repressivo e seus aliados fascistas (tanto do “povo” como qualquer outro) e que defendem a liberdade e a dignidade insubmissa.

Tememos que a repressão aumente nos próximos dias e semanas. É por isso que vamos usar nossa arma favorita, a greve geral, para dificultar o trabalho da polícia em geral: seus movimentos, seu suprimento, etc. Veremos o que acontece a partir de hoje, mas uma situação complicada pode tornar-se diretamente desastrosa, em termos de repressão. Como revolucionários, não acreditamos que possamos ficar à margem, enquanto a polícia ataca pessoas na rua e bandas de fascistas vagam livremente em torno de nossas cidades.

De novo, muito agradecidos pelo apoio de vocês. Os manteremos informados.

Miguel Pérez, Secretariado Internacional da CNT

Situação da Catalunha por CNT

Reproduzimos abaixo o comunicado Sindicatos da CNT da Catalunha-Balears

https://cntlhospitalet.wordpress.com/

Os Sindicatos da CNT da Catalunha-Balears viemos a público deixar nosso posicionamento a favor da autodeterminação do povo catalão.

Desde nosso caráter anarcossindicalista pensamos que a transformação política dentro do mundo capitalista não pode conte todo nosso anseio de transformação social, onde a autogestão dos meios de produção e distribuição estejam nas mãos das classes trabalhadoras. Por este motivo, nossa luta cotidiana não está direcionado para a criação de novos estado ou iniciativas parlamentares.

No entanto, não podemos olhar para outro lado quando as pessoas são atacadas e reprimidas por parte de qualquer estado, que neste caso removeu a máscara para revelar seu autêntico caráter autoritário e pós-franquista, como já havia insinuado em outros momentos (reformas trabalhistas, resgates bancários, escândalos de corrupção, cortes na saúde, despejos … alguns dos quais apoiados pelo governo da Generalitat (Governo Catalão)

A CNT de Catalunha-Balears saudamos a atitude desobediente contra um aparato estatal ditatorial, discriminador e reacionário e queremos mostrar o mas profundo rechaço contra a repressão e contra quem a exerce contra as trabalhadoras e trabalhadores.

As mulheres e os homens da CNT serão mais um se for necessário, em defesa dos seus vizinhos e vizinhos, pois não pode ser de outra forma em uma organização anarco-sindicalista e, portanto, revolucionária.

 

[Goiás] Surge a Federação Autônoma dos Trabalhadores (FAT)!

Reproduzimos abaixo o manifesto de fundação da Federação Autônoma dos Trabalhadores (FAT) em Goiás.

Mais informações: https://federacaoautonoma.wordpress.com

Emailfederacaoautonoma@gmail.com

PELA FEDERAÇÃO AUTÔNOMA DOS TRABALHADORES

Neste ano de 2017, um grupo de trabalhadores pobres de diferentes ofícios começou a se reunir, a discutir e a pensar formas de lutarmos contra a exploração que sofremos.

Somos catadores de recicláveis, garçons, professores de contrato temporário, porteiros, jardineiros e estudantes pobres.

Nossa união começou a dar forma ao objetivo de criar uma grande união dos trabalhadores pobres de Goiás, que chamamos agora de Federação Autônoma dos Trabalhadores (FAT).

Nossa vida sempre foi de dificuldades, de opressão e de exploração. Nos últimos anos, com a crise econômica e com os ataques do governo, ela tem se tornado ainda pior. Continuar lendo

Sobre a luta reivindicativa e o papel do trabalho de base combativo: nem subjetivismo, nem fatalismo.

Este texto é uma contribuição feita em outubro de 2013 pelo estudante José Antônio, militante da Oposição CCI ao DCE-UnB, à Plenária Nacional da RECC e ao 1º Encontro Nacional de Oposições Populares, Estudantis e Sindicais (ENOPES) que ocorreram em novembro do mesmo ano no Rio de Janeiro.

Por José Antônio

“… a ciência social, enquanto doutrina moral, não faz outra coisa senão desenvolver e formular os instintos populares. Mas entre estes instintos e esta ciência, há no entanto um abismo que é preciso preencher. Pois se os instintos justos fossem suficientes para a libertação dos povos, eles já estariam libertos há muito tempo. Estes instintos não impediram as massas de aceitar no decurso da sua história, tão melancólica e tão trágica, todos os absurdos religiosos, políticos, econômicos e sociais de que foram eternamente vítimas.” (Mikhail Bakunin)

O objetivo inicial desse texto era combater o subjetivismo na militância, aspecto este responsável em grande parte por erros no curso das lutas reivindicativas e que levam em muitos casos a posteriores “desilusões” ou sectarismos diversos, porém, com o desenrolar da reflexão vimos a importância de incluir o seu oposto na crítica (o fatalismo), tendo em vista dissolver mal entendidos e de fato apresentar uma análise mais “completa” (ainda que obviamente com diversas lacunas). 

Primeiramente, devemos entender que as lutas reivindicativas não são logicamente construídas, elas não ocorrem ou deixam de ocorrer simplesmente por serem consideradas mais “justas” ou não, ou seja, as lutas reivindicativas não se formam unicamente por meio da argumentação lógica da justeza de uma causa “X” ou “Y” (o mesmo vale para a revolução: ela não é construída por meio da propaganda e da explicação lógica para os trabalhadores de que a revolução é necessária para acabar com seus males). As lutas reivindicativas ocorrem pelas condições objetivas e históricas que se encontra determinada fração de classe específica (no caso de reivindicações específicas), e o que determina se elas são lutas reivindicativas avançadas ou atrasadas é determinado nesse sentido por estes fatores históricos e objetivos, ou seja, relativos. Por exemplo, a luta internacional pela jornada de trabalho de 8 horas, ocorrida desde o século XIX, não nos torna mais avançados por lutarmos pela jornada de 6h atualmente. O mesmo pode ocorrer em algum local do país onde os estudantes estejam reivindicando o meio-passe, ao invés do passe-livre. Ou trabalhadores rurais que reivindicam o pagamento do salário atrasado, da marmita estragada, ou demais lutas reativas e defensivas, ao invés do salário mínimo indicado pelo DIEESE. Estudantes que defendem a não adesão ao ENEM, ou o fim das taxas do vestibular, ao invés do fim do vestibular. Talvez realmente em termos políticos estas sejam reivindicações “atrasadas”, porém, o são relativamente ao que está em pauta nas frações ou setores mais avançados do proletariado brasileiro, mas não, muitas vezes, em relação as condições particulares de determinado local de trabalho, estudo ou moradia.  

As conjunturas de refluxo ou assenso colocam toda a classe trabalhadora nestas condições, até mesmo seus setores mais combativos. Não é uma simples escolha própria (uma questão de decisão) fazer lutas “defensivas” ou “ofensivas”. Devemos sim compreender nossas tarefas na atual conjuntura internacional, nacional, estadual, em cada curso, escola, etc. e a partir das condições que encontramos nestes locais, buscar, a partir do nível de organização, da consciência da fração de classe, do nível de conflito social, disputar (isso sim!) o curso do desenvolvimento da luta reivindicativa. O que significa “disputar o curso da luta”? Significa dar a nossa opinião, a nossa orientação, propor métodos e formas de organização combativas, desfazer ilusões e desmascarar os oportunistas aos olhos da base, demonstrando que uma direção combativa pode levar as massas para as vitórias imediatas e históricas. E tudo isso especialmente pela prática, pela ação, pelo exemplo. 

Isso significa então que não devemos nos adaptar, estagnar, aceitar como “dado” o nível da consciência aparentemente “atrasada” de um determinado setor (nem desanimar frente a possíveis concepções conservadoras do povo), mas devemos trabalhar em cima dela para avançá-la, e não dar um salto mortale entre aquilo que achamos correto e aquilo que está dado. Um exemplo bem prático: uma escola que não possui grandes experiências de luta e os estudantes fazem um abaixo-assinado ou um “plebiscito” por alguma demanda, acredito que nós (militantes combativos) devemos participar e ajudar, mesmo sabendo que muito provavelmente esse método de luta não terá grandes efeitos. Ou seja, a greve estudantil, a manifestação de rua, a ocupação de órgãos públicos e demais métodos de ação direta de massas nem sempre são possíveis e, portanto, nem sempre devem ser defendidos, mesmo que saibamos que apenas eles poderão resolver um determinado problema pois, por outro lado, podem levar a grandes derrotas se organizadas de forma irresponsável (sem base e apoio real), podendo levar a grandes retrocessos políticos para os setores combativos (demissão, prisão, etc. sem uma retaguarda preparada). Continuar lendo