[CCI-UnB] POR UMA FEDERAÇÃO AUTÔNOMA DE ESTUDANTES DA UNB

por Organização Estudantil CCI – Combativa, Classista e Independente da UnB (filiada à RECC/FOB)

Ano XI, Edição nº 48 – Agosto de 2018   [BAIXE EM PDF – formato livreto] 

POR UMA FEDERAÇÃO AUTÔNOMA DE ESTUDANTES DA UNB

Acumular as experiências de lutas combativas para combater o neoliberalismo e defender os direitos do povo

“Ainda que nos prendam, ainda que nos matem, mesmo assim voltaremos e seremos milhões.” Honestino Guimarães

Começamos o ano com a construção de uma importante jornada de lutas na UnB. As lutas articularam estudantes e trabalhadores, levaram para a rua e para o enfrentamento as demandas da comunidade, ocorreram ocupações (FNDE e Reitoria), greves, piquetes, panfletagem, barricadas, passagem em sala, sabotagem, colagem de cartazes, assembleias, reuniões executivas, autodefesa, etc. A experiência e conhecimento coletivo alcançado nessas jornadas de lutas supera meses ou anos de conhecimento puramente teórico, advindo de panfletos e discursos. No entanto, muitos desafios aindase colocam para os estudantes do povo. Não podemos ter uma análise derrotista nem triunfalista para agradar esse ou aquele interesse (ou o nosso próprio ego), devemos ter uma análise correta e verdadeira.

Nesse texto nós pretendemos analisar alguns elementos do avanço do neoliberalismo na educação, a onda de ocupações em 2016, as últimas eleições do DCE, essa importante e recente jornada de lutas em 2018, bem como e apontar algumas tarefas que consideramos necessárias para a reorganização do movimento estudantil classista e combativo da UnB e do DF, em especial a construção de uma Federação Autônoma de Estudantes da UnB. Para tal objetivo é fundamental realizar não apenas uma crítica aos setores oportunistas de esquerda e de direita, mas também realizar uma autocrítica sobre a atuação dos setores combativos e independentes, no qual nos incluímos.

Breve balanço do neoliberalismo na educação e na UnB

A educação brasileira sofreu duras derrotas nos últimos anos, e a tendência desde o golpe parlamentar é o aprofundamento dos retrocessos de uma forma brutal. Mas os profundos retrocessos que falamos não podem ser datados apenas a partir do impeachment de Dilma. A macropolítica educacional dos governos Lula-Dilma (PT-PCdoB-PMDB) foi baseada desde o seu princípio a partir das orientações do Banco Mundial. O que vimos na última década foi um processo profundo de privatização da educação superior através do aumento das faculdades e cursos técnicos privados por meio do Prouni, Pronatec, FIES, o que levou a uma proliferação de faculdades de baixa qualidade descomprometidas com a pesquisa e extensão (as famosas fábricas de diploma), endividamento e abandono estudantil; da privatização interna das universidades públicas através das fundações privadas e das terceirizações, de cursos pagos, etc.; precarização das condições de estudo e trabalho com o aumento exponencial de cursos ultra-precarizados e tecnicistas, cursos à distância sem qualidade, problemas recorrentes na Assistência Estudantil, corte de verbas; o fortalecimento do discurso neoliberal de “gerenciamento de recursos escassos” pelas reitorias de direita ou de “esquerda”, colocando o problema da educação meramente como um problema de “gestão eficiente”; criação do Enem que também ampliou o ranqueamento nacional, colocando os “melhores estudantes” nas “melhores universidades” (com mais verbas) não alterando a lógica elitista do vestibular.

De fato, devemos reconhecer, durante os governos do PT houve um aumento das matrículas nos cursos técnicos e superiores (principalmente do setor privado), e é em cima disso que se ampara todo o discurso marqueteiro dos partidos reformistas (PT, PCdoB) e suas entidades estudantis (UNE,UBES[1]). Porém, esses assumem um discurso quantitativista e formal (número de matrículas, etc.) que despolitiza as contradições criadas e acima citadas, ou seja, o processo de privatização e precarização da educação e condições de vida.Por isso não compreendem porque a base social que foi “beneficiada” por esses programas não tenha virado mecanicamente base de apoio dos seus governos ou de seu discurso oportunista. O mesmo ocorre em relação ao mercado de trabalho, tendo em vista que a maior parte dos empregos criados nas últimas décadas são empregos precários (vide o aumento gigantesco da terceirização).

Tal como esperado, as políticas neoliberais entraram em alta velocidade depois do golpe parlamentar. Em pouco menos de 2 anos o governo Temer (PMDB-PSDB) já aprovou diversas medidas que atacam profundamente a educação e os direitos da classe trabalhadora. Primeiramente devemos citar a aprovação da “PEC da Morte” (hoje Emenda Constitucional 95) que congela por 20 anos os investimentos em áreas sociais (educação, saúde, seguridade social, etc.) e seus efeitos já são sentidos nas instituições federais de ensino, e que anuncia para os próximos anos a tendência de uma profunda precarização e privatização que atingirá tudo e todos. Diretamente relacionada estão a “Reforma do Ensino Médio” e a “Base Nacional Comum Curricular” aprovadas durante o governo Temer (mas que já era uma política prevista no documento “Pátria Educadora” do governo Dilma/PT). Ambas as políticas aprofundam a precarização das condições de estudo (retirando a obrigatoriedade de diversas matérias e conhecimentos); afetando as licenciaturas das universidades; estabelecendo parcerias com instituições de ensino à distância “com notório reconhecimento” para complementar a grade curricular; aprofundando o tecnicismo e a formação de mão-de-obra barata para o mercado (orientando as escolas para parcerias com cursos técnicos privados); aprofundando o autoritarismo através da avaliação e punição das escolas, estudantes e servidores que não alcançarem índices governamentais; perda das especificidades regionais. Somado a essa situação ainda tivemos a aprovação da Reforma Trabalhista que aprofundará a superexploração da classe trabalhadora nos próximos anos.

Todas essas políticas têm impactos sociais profundos na vida do povo e dos estudantes. Os impactos se fazem sentir nas ações das Reitorias, empresas ou governos estaduais, municipais ou distrital. Na UnB a reitoria de Marcia Abrahão/PT cumpre o papel de aplicar e gerenciar a política neoliberal do governo Temer e do MEC. No entanto, nenhuma dessas políticas das classes dominantes e exploradoras tem sido aceita pacificamente pela classe trabalhadora. Um novo ciclo da luta de classes se abriu em junho de 2013, e é necessário compreender as recentes lutas populares e o lugar do movimento estudantil da UnB.

As ocupações de escolas e universidades em 2016: ação direta-federalismo X reformismo-burocratismo

Nos últimos anos aconteceram lutas nacionais que mobilizaram milhares de estudantes. Essas lutas fazem parte de um processo histórico e de experiência coletiva do povo brasileiro. Elas não podem ser pensadas como coisas separadas. Podemos citar alguns fatos: A revolta popular por direitos coletivos em junho de 2013; as greves insurgentes (garis do RJ em 2014, rodoviários em 2014, nas obras no PAC, etc.); as ocupações de escolas em São Paulo em 2015 contra a “reorganização” de Alckmin (PSDB); as ocupações de escolas e universidades no Brasil em 2016 contra a Reforma do Ensino Médio(MP 746) e a PEC da Morte (EC 95);as paralisações nacionaise o “Ocupa Brasília” em 2017. Obviamente, frente a esse processo se levantaram as forças reacionárias (políticas, econômicas, religiosas, militares) e as forças do reformismo e das burocracias sindicais e partidárias.

No ano de 2016 a UnB e várias escolas do DF se juntaram às ocupações que atingiram mais de mil escolas e centenas de universidades no Brasil contra a Reforma do Ensino Médio e a PEC da morte. Em outubro, alguns dias depois das primeiras escolas serem ocupadas, a UnB teve diversos prédios ocupados (incluindo a Reitoria) por cerca de 45 dias. Além disso, dezenas de escolas e institutos federais foram ocupados em Planaltina, Samambaia, Gama, São Sebastião, Plano Piloto, e outros bairros periféricos. Apesar de não ter barrado tais medidas as ocupações foram processos de resistências fundamentais contra o governo Temer (PMDB), governos locais e também contra direções escolares e universitárias. Muitas escolas no Brasil conquistaram reivindicações locais relativas à estrutura, democracia, etc. Geraram uma importante experiência de mobilização que atingiu centenas de milhares de estudantes. Demonstraram a força da ação direta em contraste com as práticas oportunistas e eleitoreiras da UNE e UBES. Continuar lendo

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[ORC-DF] A greve dos caminhoneiros e os rumos das lutas dos professores no DF: Construir a Greve Geral pelos direitos do povo!

Após a deflagração de uma greve de caminhoneiros que já dura mais de uma semana envolve todo o país no debate, em Brasília não poderia ser diferente. Após manifestações de caminhoneiros e motoboys em apoio à greve nacional, vimos o governo Rollemberg (PSB) cancelar dois dias de aula, montar operações com quase todo o efetivo policial para dispersar qualquer manifestação, piquetes e fechamento de vias em apoio à greve.

Enquanto as centrais sindicais timidamente se posicionam, os grandes sindicatos em Brasília, como o Sinpro-DF, se calam e se tornam correia de transmissão do governo Rolllemberg, dizendo de forma acrítica quando há ou não aula. Além de não haver a menor condição para manter as aulas, é um vexame por parte do sindicato não se posicionar! Se por um lado, adiaram o 11º CTE (Congresso de Trabalhadores da Educação, que ocorreria esse feriado) para o outro semestre, alegando falta de condições de realização devido a greve dos caminhoneiros, por que então manter as aulas? Quais condições existem para as aulas? Nenhuma.

Numa conjuntura de ataques neoliberais, de desmonte da educação pública e dos demais serviços públicos, de aumento da carestia de vida não pode ser uma opção se posicionar ou não diante das lutas. Devemos não só nos posicionar, mas encorpar a luta. A caristia de vida afeta a toda classe trabalhadora, isso significa uma baixa nos preços dos combustíveis são pautas que interessam a toda classe. Embora haja beneficiamento do empresariado com uma medida como esta, não podemos ignorar o problema que um aumento dos combustíveis causa, efeito em cascaca, encarecendo e tornando mais difícil o acesso as condições básicas de alimentação e higiene para os setores mais precarizados. Continuar lendo

[ORC-DF] Tese “Autonomia e Ação Direta Sindical” ao 11º Congresso de Trabalhadoras/es da Educação do DF

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AUTONOMIA E AÇÃO DIRETA SINDICAL:

As/os trabalhadoras/es da educação frente a ofensiva estatal-burguesa e o sindicalismo de Estado

A presente Tese é fruto de uma intensa atuação e reflexão da Oposição de Resistência Classista (ORC), seção Distrito Federal, conjuntamente com mais 22 trabalhadoras/es da educação da rede básica de ensino, da rede privada e da educação pública federal que também assinaram a mesma.

Tendo em vista as limitações de tamanho para o envio da tese ao 11° CTE (congresso organizado pelo Sinpro – Sindicato dos Professores), e tendo em vista que a tese é muito maior do que o espaço burocratizado desse Congresso, tivemos que enviar uma versão reduzida para o Congresso, mas optamos por manter para divulgação a versão completa, na qual desenvolvemos de forma mais profunda algumas de nossas análises, críticas e concepções. Esperamos, sincera e humildemente, que a tese possa contribuir para a resistência das/os trabalhadoras/es da educação do DF.

Nossa seção da ORC surge em 2015 em meio à greve de professoras/es. Desde então estivemos nos locais de trabalho, nos bairros, nos comitês de mobilização, assembleias regionais e gerais, reuniões de delegadas/os sindicais, apoiando as ocupações de escolas por estudantes, articulando solidariedade ativa às greves de terceirizadas, fazendo formações políticas, atuando na greve de professoras/es de 2017, dentre várias outras ações.

Nesse tempo conseguimos amadurecer concepções e práticas militantes, nesse tempo camaradas se uniram a nós, fortalecendo uma via sindicalista revolucionária, defendida em âmbito nacional pela Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil (FOB), da qual orgulhosamente fazemos parte. Ainda temos muito o que refletir, corrigir, aprender, mas a cada dia estamos mais certos de termos escolhido o caminho certo: o caminha da luta e auto-organização e não o caminho sujo do oportunismo e da conciliação.

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SUMÁRIO:

1 – CONJUNTURA
1.1 – CONJUNTURA INTERNACIONAL
1.2 – CONJUNTURA NACIONAL
1.2.1 – O “LULISMO” E O MANIQUEÍSMO DA ESQUERDA PARTIDÁRIA
1.2.2 A FARSA ELEITORAL COMO INVESTIMENTO BURGUÊS E DITADURA
1.2.3 ESTADO DE EXCEÇÃO E INTERVENÇÃO MILITAR
1.3 – CONJUNTURAL LOCAL

2 – EDUCAÇÃO
2.1 – (CONTRA) REFORMA DO ENSINO MÉDIO
2.2 – BASE NACIONAL CURRICULAR COMUM (BNCC)
2.3 – O SISTEMA DE CICLOS
2.4 – INTENSIFICAÇÃO DO TRABALHO TRAZ PRECARIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO
2.5 – A FALÁCIA DO ENSINO INTEGRAL
2.6 – GESTÃO DEMOCRÁTICA E AVALIAÇÃO
2.7 – FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO
2.8 – “ESCOLA SEM PARTIDO”

3 – DIREITO HUMANOS E DIVERSIDADE
3.1 GÊNERO, RAÇA, E SEXUALIDADE
3.2 – A REPRODUÇÃO DAS OPRESSÕES NO AMBIENTE DE ESTUDO E TRABALHO
3.3 – REPRODUÇÃO IDEOLÓGICA DAS OPRESSÕES
3.4 – RACISMO, MACHISMO, LGBTFOBIA E VIOLÊNCIA
3.5 – REPRESENTAÇÃO INDIVIDUAL NÃO É EMANCIPAÇÃO COLETIVA

4 – ORGANIZAÇÃO SINDICAL E PLANO DE LUTAS
4.1 – A BUROCRACIA SINDICAL E O SINDICALISMO DE ESTADO
4.1.1 – EM DEFESA DA DEMOCRACIA NO SINPRO: ALGUNS MECANISMOS DE CONTROLE BUROCRÁTICO NA NOSSA ENTIDADE QUE DEVEM SER DESTRUÍDOS
4.2 – REORGANIZAR A LUTA CLASSISTA, COMBATIVA E DEMOCRÁTICA DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO
4.2.1 – SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO, UMA SAÍDA PARA A REORGANIZAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA!
4.2.2 – QUAIS SÃO OS MÉTODOS E AS PROPOSTAS DO S.R. PARA A REORGANIZAÇÃO DAS/OS TRABALHADORAS/ES DA EDUCAÇÃO?
4.2.3 – MUDANÇAS ESTATUTÁRIAS NO SINPRO
4.2.4 – A POLÍTICA DO S.R. FRENTE À ATUAL CONJUNTURA POLÍTICA DO BRASIL

5 – PLANO DE LUTAS

[FOB-DF] 1º DE MAIO: dia de luta dos trabalhadores, dia do sindicalismo revolucionário!

[PANFLETO EM PDF]

No dia 1º de Maio de 1886, os trabalhadores de Chicago (EUA) organizaram uma greve geral com grandes manifestações nas ruas. Era uma época de muita exploração. Eles queriam a jornada de trabalho de 8 horas. Eles se organizavam em sindicatos revolucionários.

Porém, as manifestações foram duramente reprimidas pela polícia. Oito líderes anarquistas foram presos, e quatro deles condenados à morte pela forca! Ficaram conhecidos como os Mártires de Chicago.

Então o 1º de maio se tornou pouco a pouco o dia mundial de luta pela jornada de 8 horas, que foi conquistada em muitos países.

No Brasil, o sindicalismo revolucionário organizou a greve geral de 1917. Esta greve conquistou aumentos salariais e diminuição do horário de trabalho.

HOJE EM DIA estamos em uma nova época de grande exploração.

O governo aprovou a reforma trabalhista, que piorou as condições de trabalho. Ele quer aprovar a reforma da previdência. Esta reforma aumenta o tempo de contribuição para se aposentar, até para quem ganha um salário mínimo!

A repressão às manifestações está cada vez mais dura, também. Enquanto isso, os sindicatos de hoje em dia estão mais preocupados com as eleições. Abandonaram a ideia da greve geral para “não atrapalhar” seus candidatos.

É preciso voltar com a ideia do sindicalismo revolucionário. É preciso reorganizar a luta dos trabalhadores para termos, novamente, capacidade de enfrentar essas políticas que precarizam nossas condições de vida e de trabalho.

Participe do nosso comitê de mobilização, que é para juntar trabalhadores de todas as áreas, estudantes e comunidade para defender seus direitos!

FEDERAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES SINDICALISTAS REVOLUCIONÁRIAS DO BRASIL – FOB

[CCI-UnB] O GERMINAL, n°47 – Ocupação da Reitoria, 2º Grande Ato e Concepções em disputa no movimento

por Organização Estudantil CCI – Combativa, Classista e Independente da UnB (filiada à RECC/FOB)

Ano XI, Edição nº 47 – 23 de abril de 2018   [BAIXE EM PDF] / [BAIXAR CARTAZ]

NENHUMA OPRESSÃO É PERMANENTE, PERMANENTE É A LUTA!

Construir a greve geral na Educação!

As reformas neoliberais na Educação (Plano Nacional de Educação – PNE, Base Nacional Comum Curricular – BNCC, Reforma do Ensino Médio) tendo seus efeitos somados à Emenda Constitucional 95 (EC 95, do “teto dos gastos”), às mudanças nas relações trabalhistas e aos bilhões retirados da educação pelo governo Dilma e o atual governo Temer, sinalizam para a precarização da formação de trabalhadoras/res, aptos a seguirem as regras sem questionamento e/ou resistência. Apontam também para a privatização do ensino público com a finalidade de maximizar os lucros dos grandes empresários da educação. Para além, atacam diretamente o pouco acesso dos filhos dos trabalhadores ao conhecimento historicamente acumulado pela sociedade, empurrando para estes a servidão e a ameaça da fome.

AVANÇAR COM COMBATIVIDADE E AUTONOMIA: ABAIXO CUT e UNE PELEGAS!

Porém, na medida em que ocorrem os cortes na educação, a luta e a resistência avançam, respondendo golpe por golpe. A ação direta dos estudantes e trabalhadores da UnB está sendo fundamental nessa luta: com sua importante paralisação e ato combativo no MEC (10/04), ocupação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE, também no dia 10/04), com a resistência contra a repressão policial, suas barricadas, ataque ao site da UnB, confisco dos materiais da limpeza e por fim a ocupação da REItoria da UnB (12/04). Tudo isso fez com que a voz da insatisfação e da justiça se espalhasse, forçando o próprio MEC e a REItoria a negociar.

Os recentes acontecimentos na UnB vêm nos mostrando várias coisas, entre elas que: quando agimos de maneira a garantir nossa autonomia afim de não ter rabo preso com nenhum partido que gere a administração estatal, de maneira séria e intransigente nos direitos dos trabalhadores, somos capazes de conquistar o que é impossível para os pelegos da burocracia sindical e estudantil (SINTFUB, FASUBRA, ANDES, DCE, UNE). Somente após a resistência e revide contra a repressão e a ocupação do FNDE foi que brotou algum representante do MEC para conversar e negociar. Assim como nossa REItora que só deu as caras para falar com a comunidade acadêmica devido a ocupação da reitoria. Quando marchamos juntos e firmes os parasitas reformistas são obrigados a se sacudir. O DCE/UNE, por exemplo, foi obrigado pela assembleia geral (16/04) a prestar apoio à ocupação que até então condenava, bem como o próprio SINTFUB vem sendo arrastado pela sua base e pelos trabalhadores terceirizados a agir e se posicionar.

CONSTRUIR A GREVE ESTUDANTIL RUMO A GREVE GERAL

Muitos estudantes e trabalhadores notaram que a situação é grave e sabem que o que está em jogo é o próprio ensino público, é a vida de famílias de inúmeras trabalhadoras e trabalhadores, para tal apontam para a construção da greve geral na UnB e nas IFES e escolas de todo o país para junto com aqueles mais afetados organizarem a luta. A Greve Geral não se constrói de maneira magica apenas por querermos ou por necessidade, ela deve ser preparada e gestada por ações materiais envolvendo a classe. Quanto a isso convocamos a cada estudante independente e Centros Acadêmicos a levantarem assembleias por seus respectivos cursos para: 1) Aprovação da greve estudantil e formação de comitês de greve por campus/curso; 2) Convocar os servidores, terceirizados e professores para a construção da Greve Unificada na UnB; 3) Fortalecimento da ocupação da REItoria, somando aos processos de luta já existente; 3) Todas e todos ao Segundo Grande Ato em Defesa da Educação no dia 26/04

TODO APOIO À OCUPAÇÃO DA REITORIA! VENCEREMOS!
Pelos terceirizados, pelos estagiários, pela educação pública!

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DUAS CONCEPÇÕES NO MOVIMENTO: a ação direta e o parlamentarismo estudantil

As ultra-pelegas UNE e CUT tentam colocar rédeas em um movimento que cresceu por fora das burocracias sindicais e estudantis. Sabendo que a radicalidade da luta pode por em cheque a política da Reitoria, é do seu interesse que a luta acabe o mais rápido possível. Para isso, caberiam às forças ligadas ao PT e UJS garantir que a Reitoria não seja muito desgastada. Mesmo após o golpe parlamentar os pelegos continuam a dizer que os problemas atuais tratam-se de questões administrativas menores e que elas não refletem algo mais estrutural. Caberia ao movimento propor mudanças cosméticas em acordos de cúpula com o Governo e Reitoria. Não querem construir um movimento amplo de enfrentamento estrutural. Continuar lendo

[ORC-DF] DEBATE PRÉ-TESE AO 11º CONGRESSO DE TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO (DF)

Convidamos todas/os trabalhadoras/es da educação para debater, construir e reforçar uma Tese que represente uma política autônoma e de ação direta para as lutas de nossa categoria durante o 11º Congresso de Trabalhadores da Educação (CTE) do DF que acontecerá de 31 de maio à 02 de junho.

Frente aos ataques neoliberais à educação, o sindicalismo de Estado vem cada vez mais afastando a classe trabalhadora de seus sindicatos e segue assim sendo ineficaz na luta das categorias envolvidas com a educação. Sendo assim é preciso reorganizar a luta de professoras/es, técnico-administrativas/os, terceirizadas/os e estudantes, de maneira que consigamos de novo ter capacidade de enfrentamento a tais políticas que vem precarizando as nossas condições de vida e de trabalho.

É buscando romper com a visão e ação burocráticas nos espaços de luta que nós da Oposição da Resistência Classista (ORC) convidamos a todos e todas as companheiras, trabalhadores de todas as categorias da educação a participar do evento de lançamento e debate da Tese que será apresentada e defendida no CTE. É de fundamental importância que todas as categorias da Educação estejam nesse momento debatendo e se movimentando frente aos cortes e ataques sociais que sofrem todo o setor da educação!

Assim, chamamos todos e todas companheiras trabalhadoras da educação (professoras, técnico-administrativos, terceirizados) a comparecer ao evento de lançamento, debate e construção da nossa Tese. É preciso organizar a luta camaradas!

PELA AUTONOMIA E COMBATIVIDADE EM NOSSAS LUTAS!

ABAIXO O ESTADO DE EXCEÇÃO E A RETIRADA DE DIREITOS!

POR UM SINPRO DEMOCRÁTICO!

RECONSTRUIR O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!

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>>> Para ler a “Pré-Tese” que será debatida na reunião entre em contato pela nossa página do facebook: https://www.facebook.com/orceducacao/

>>> Se eleja na sua escola como delegada/o para o CTE! Imprima a ata de eleição de delegado: http://www.sinprodf.org.br/…/up…/2018/04/ata-delegados-1.pdf

[RECC-DF] TODO APOIO À OCUPAÇÃO DA REITORIA DA UNB!

Nós da CCI (Organização Estudantil Combativa, Classista e Independente da UnB) estivemos presentes na Assembleia e no Protesto de ontem (12/04) que reuniu centenas de estudantes e culminou numa ocupação do órgão máximo da universidade. Viemos declarar nosso apoio à Ocupação da Reitoria da UnB, movimento justo e necessário em defesa dos direitos dos trabalhadores e estudantes.

Agora não é momento para oportunismo, peleguismo ou dúvidas: é momento de combatividade, ação e mobilização em todos os cursos e campus, fortalecendo a ocupação e demais ações (protestos, assembleias, etc.). Sabemos que o DCE e a UNE juntamente com a Reitoria querem enfraquecer e deslegitimar o movimento. Os pelegos que hoje dirigem o DCE estiveram nas últimas semanas totalmente alheios às lutas que estavam se construindo desde a base e de forma autônoma por estudantes e terceirizados. O movimento de ocupação deve se vacinar contra o peleguismo, combinando a ação direta e o trabalho de base, fortalecendo o apoio à ocupação nas bases e assim isolando aqueles que querem nos isolar.

A verdadeira unidade se construirá na luta e na resistência e não nos conchavos de cúpulas. Qualquer tipo de delação ou colaboração com a repressão e com os órgãos da burocracia universitária-estatal contra o movimento deve ser tratada como traição. Isso é um princípio básico da unidade, mesmo quando existem divergências de opinião no interior do movimento. Aqueles que se desmoralizaram e perderam os princípios, para se converterem em serviçais da ordem estabelecida, não devem dirigir um movimento tão justo e legítimo como este.

VÂNDALO É O ESTADO!
CONSTRUIR A GREVE GERAL NA EDUCAÇÃO!
NÓS DEFENDEMOS OS TERCEIRIZADOS, OS ESTUDANTES POBRES, A EDUCAÇÃO PÚBLICA!

>>> Abaixo segue a CARTA DA OCUPAÇÃO DA REITORIA:

Hoje, dia 12 de abril de 2018, por volta das 14 horas, ocorreu a ocupação da reitoria da UnB (Universidade de Brasília), após o não cumprimento das exigências (audiência pública com MEC e reitoria) da ocupação do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), ocorrida na última terça (10/04). Realizamos então uma assembleia no Ceubinho com expressiva participação dos estudantes, juntamente com os terceirizados em que se decidiu ocupar a reitoria.

Devido a conjuntura, desde o ano passado, a reitoria da UnB vem aplicando medidas que atacam os trabalhadores terceirizados e os estudantes, especialmente os da assistência estudantil. Mesmo com árdua mobilização dos trabalhadores e estudantes desde o início do ano de 2017, com a formação de comissões e ações afim de impedir a aplicação dessas medidas de austeridade, faz-se necessário essa ocupação da reitoria.

Somos contra a precarização da UnB. Por isso lutamos e queremos garantir que ocorra uma audiência pública na UnB com participação dos estudantes e trabalhadores, entre MEC e a reitora Márcia Abrahão com a mediação do Ministério Público sobre as contas da universidade. Além disso, exigimos que não haja criminalização nem consequências institucionais dos estudantes e trabalhadores envolvidos na ocupação ou por motivos políticos relacionados ao movimento durante todo o processo, com um documento escrito assinado pela reitoria que garanta isso.

>>> Nossas pautas são:

– Contra a demissão dos terceirizados

– Contra o aumento do RU

– Pela manutenção das bolsas da permanência estudantil, que afetam principalmente estudantes de baixa renda, negras e negros, indígenas e quilombolas

– Liberação pelo MEC dos editais de ingresso indígena e quilombola.

– Pela manutenção de todos os estágios remunerados

– Reestabelecimento dos porteiros da noite

– Transparência nas contas da universidade

– Auditoria externa e independente dos contratos, especialmente dos serviços terceirizados.

– Liberação pelo MEC para uso da verba própria da UnB

– Pela revogação da emenda 95, do teto dos gastos

– Contra a privatização das universidades públicas no Brasil

– Solidariedade às outras ocupações e lutas que ocorrem nas universidades brasileiras

PÁGINA DA OCUPAÇÃO: https://www.facebook.com/ocupaunb/